Oportunidade de moradia em Santuário



Estamos buscando pessoas com perfil de liderança, acostumadas a resolver problemas sozinhas. Que buscam conviver com a natureza no melhor equilíbrio possível. Que esteja em harmonia consigo mesmo, goste da paz e da tranquilidade do isolamento. Que seja amante dos animais, saiba olhar para eles com atenção/carinho e possa participar ativamente de seus cuidados, acompanhando e instruindo o caseiro em suas tarefas diárias.

A oportunidade não envolve remuneração, mas contempla moradia em santuário natural junto à mata atlântica (+ água, luz, internet - pacote básico) verduras, legumes e frutas orgânicas (cultivadas nas hortas/pomares da propriedade). Em contrapartida a pessoa fica responsável pela supervisão dos trabalhos do caseiro no sítio. Localizado na estrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina em São José do Barreiro (estado de São Paulo).

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Ostra feliz não faz pérola, por Marcela Godoy

“A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Mas ela não cria. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer”. 

Rubem Alves
Recentemente estava participando de um Seminário de Extensão em Foz do Iguaçu – PR, quando me caiu às mãos este livro de Rubem Alves: Ostra Feliz não faz Pérola¹.
Trouxe o livro para casa. Pego, pois, emprestado o título para encabeçar este texto e me valho da metáfora desse educador para escrever um pouco sobre “a dor e a delícia” que permeiam a vida de pessoas que se dedicam à causa animalista abolicionista.
A partir dessa metáfora, faço uma releitura própria, pois, cada um, a sua maneira, sabe das tristezas e alegrias que envolvem o cotidiano de quem decide fazer frente a concepções especistas para atuar em prol de animais humanos e não humanos.
Como bióloga, vejo na pérola produzida pela ostra, um objeto belíssimo. Mais pelo fenômeno através do qual ela é gerada do que pelo produto final. E como bióloga não especista faço questão de deixar claro que vejo a pérola como um agente neutralizador da dor. E que quando me refiro à beleza da pérola, me refiro pura e simplesmente à sua beleza intrínseca e hipnotizante, gerada de maneira natural. Uma produção natural entenda-se não forçada, que é da ostra, e não foi feita para o ser humano adornar pescoços e orelhas. A pérola é bonita não porque é valiosa do ponto de vista econômico. Ela é bonita e valiosa porque é uma produção ímpar e elaborada da natureza. Ela possui uma beleza que, embora fascinante, tem uma história de dor.
A ostra, para produzir a pérola na natureza, precisa de algum agente externo -  geralmente um grão de areia – que a faça sofrer, inflamar, doer. Então, para livrar-se do sofrimento, a ostra produz camadas e camadas de uma substância chamada nácar. Essas camadas de nácar vão, aos poucos, encobrindo as arestas agudas do grão de areia ou de outro corpo estranho que machucam a ostra.
Passado algum tempo, (dependendo da ostra e do tamanho do agente causador da dor), essas camadas sobrepostas dão origem à pérola. Se não há dor e sofrimento, não há pérola.
Rubem Alves nos lembra que, o ato criador, seja na ciência, seja na arte, nasce sempre de uma dor. Não pude deixar de notar: ato criaDOR.
Com relação às dores relacionadas à trajetória de quem sente empatia pelos animais e se dedica à causa animalista abolicionista, essa dor não precisa ser necessariamente relacionada ao sofrimento físico, como na ostra. E fica fácil aqui, tecer algumas relações contidas nessa metáfora.
De quantas dores se faz um DDA (Defensor dos Direitos dos Animais)? São muitas. Essas dores podem ser de ordem moral, espiritual, até mesmo física (como ignorar nos mais diversos contextos e macabros episódios que presenciamos, as “punhaladas no coração”, os “socos na boca do estômago”, as lágrimas)?  Essa dor pode também ter o nome de curiosidade científica. Geralmente é uma coisa que incomoda. Senão, não seria uma dor. Essa dor pode nascer da indignação frente à exploração dos animais e de seus corpos. Pode ser o escárnio, fruto da desinformação, frente ao nosso trabalho.
Essa dor pode ser, por exemplo, ver a ANDA sair do ar por dignamente não se vender a interesses escusos. Pode ser representada também, por saber de obras literárias, a nosso ver, relevantes para a causa animal, rejeitadas por editoras para dar lugar a biografias do quilate de Geisy Arruda e Justin Bieber, por exemplo. Pode ser a frustração de ver projetos gestados por nós com tanto carinho e dedicação de uma vida naufragarem temporariamente por falta de apoio. Ou por simplesmente pensar que não temos onde nos apoiar em alguns momentos.
Essa dor pode ser a negação de um patrocínio para um projeto que julgamos importante. Pode ser a criança que ri da dignidade perdida de um animal, devido à sua educação especista. A dor também pode vir de uma “Ciência” ou de uma “Academia” com venda nos olhos. Essa dor pode vir ainda da incompreensão e da cegueira seletiva massiva frente aos abusos cometidos todos os dias contra os animais, velada ou explicitamente. É o governante especista. E como se não bastasse, aí aparece a mídia tendenciosa para jogar álcool nas lesões…
Sim, todas essas dores – e outras – são agudas e perfuram diretamente nossa carne. Todas essas dores podem ser areias que entram no nosso ego, na nossa vida, na mente e na alma.
A vida dos DDAs que trabalham, estudam, escrevem e militam pelos animais é cheia desses incomodativos “grãos”. Quem tem a capacidade de, por instantes trocar de lugar com os animais e através dessa empatia, sair do comodismo, deve se preparar para enfrentar esses grãos que poderão perfurar o ego e por vezes, a auto-estima dos mais desavisados.
Essas dores e esses grãos de areia incomodam. Mas não o suficiente para abalar nossas convicções. Muito menos para nos fazer abandonar nossos ideais. Porque a exemplo das ostras, de acordo com o tamanho e a quantidade de grãos de areia, vamos, pouco a pouco, ou de uma vez, produzindo o nácar que encobre essas arestas, fazendo com que as areias pontudas parem de nos machucar.
O “nácar” que produzimos tem a forma de nossos propósitos. E este “nácar” à semelhança da dor, também pode assumir muitas formas. Ele pode ser representado por nossas leituras embasadas que nos sustentam em nossa argumentação quando o contexto pede. Também é produzido quando respondemos com um sorriso discreto ou com o silêncio (que não deixa de ser uma resposta) às agressões às nossas convicções. O “nácar” pode ser também o apoio dos nossos companheiros de ideal. Pode ser as produções científicas sérias a respeito. Pode ser nossos argumentos muito bem embasados e fundamentados de que lançamos mão em ambientes hostis e insensíveis à causa. Pode ser o trabalho educativo realizado diuturnamente por professores visionários. Como na ostra, a produção do “nácar” é silenciosa e sem alardes.
Como resposta à dor, surgem então, as pérolas. Nas mais variadas formas: em vitórias judiciais em favor dos animais que até então pensávamos impossíveis, nos educadores que tem a ousadia de serem pioneiros em suas escolas levantando a bandeira do abolicionismo animal, no pai que respeita a opção alimentar vegana do filho desde pequeno. Nos promotores, juízes e advogados preocupados em justiça para todas as espécies. As pérolas são as produções, científicas ou não, que informam e desconstroem padrões arraigados de pensamento. São os estudantes que se rebelam e se manifestam contra a venda de animais, contra os rodeios, contra os circos com animais. São os estudantes universitários que se recusam a assistir aulas experimentais arcaicas que ainda utilizam animais. É o colega, professor universitário que abre a mente para conhecer metodologias que não utilizam animais. São as pessoas que, devido à informação vão, aos poucos, através de suas escolhas diárias na mesa, no vestuário, na sua higiene pessoal, adotando um modelo de ética e de vida baseados em respeito ao outro, humano ou não. É tomar conhecimento de pessoas que nunca haviam lido ou pensado sobre veganismo virem nos dizer que estão começando a repensar seus hábitos e a mudar. É a mídia fazendo o papel de realmente informar justamente. É a ANDA (novamente no ar). Quanta dor e quanto nácar foram produzidos para vermos as muitas pérolas que circulam nesse site?
Mas creio que a maior pérola reside no olhar de um animal que tem restabelecida sua dignidade. Reside em sabermos que um ou vários animais foram poupados da dor e do sofrimento devido a algum tipo de mobilização. E não se trata de utopia. Seríamos masoquistas morais se não acreditássemos que nossas pequenas atitudes contribuem para diminuir o numero de animais que sofrem sob a tirania humana.
Mas ainda há muito, muito trabalho por fazer. Gosto de ler biografias. E quando leio as biografias das pessoas que admiro, percebo que todas, sem exceção, subverteram a ordem, arrancaram as vendas, arcaram com as conseqüências de seus atos e fizeram a diferença. Conscientemente. Estamos conscientes. Que venham as dores. Porque estas, inevitavelmente se transformarão em pérolas. Pérolas belíssimas cintilando para quem quiser ver, mas principalmente para lembrar-nos da importância da perseverança.
E porque principalmente, pelos animais, todas as dores e todos os grãos de areia, sempre valerão a pena.
¹ALVES, Rubem. Ostra Feliz não faz Pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010.
Marcela Godoy é bióloga e professora universitária.
Fonte: ANDA

Inglaterra pode estabelecer opções de comida vegana em instituições públicas



Hospitais, escolas, universidades, conselhos e prisões não oferecem comida vegana, deixando adeptos sem opções


O governo da Inglaterra quer garantir o fornecimento de pelo menos uma opção de comida vegana todos os dias, em todas as instituições do setor público.

Muitos hospitais, escolas, universidades, conselhos e prisões não oferecem comida vegana, então os adeptos do país frequentemente sofrem com falta de opções.

A sociedade está alvejando políticos com uma petição pedindo que esta legislação seja posta em prática. Se 100 mil pessoas assinarem a petição, ela será considerada para debate no Parlamento.

“Mais pessoas estão decidindo adotar o estilo, com o número no Reino Unido dobrando duas vezes em quatro anos”, diz a petição.

“As opções baseadas em plantas em todos os menus diários do governo e dos serviços públicos protegem os direitos dos veganos e reconhecem os benefícios dos alimentos à base de plantas para a nossa saúde, o meio ambiente e os animais”.

Ativistas da The Vegan Society dizem que há “potencial para a Inglaterra se tornar o primeiro país da Europa a consagrar o direito à boa qualidade, a preços acessíveis e à base de plantas na lei”.

O governo é responsável por garantir que nosso setor público forneça alimentos veganos no Reino Unido e a legislação proposta ajudaria a cumprir essa obrigação”, disse Louise Davies, chefe de campanhas, políticas e pesquisas da The Vegan Society, em um comunicado.

“Falta provisão para os adeptos ao estilo de vida no setor público, com pacientes hospitalizados e crianças em idade escolar muitas vezes passando fome”.

“Esperamos que os veganos e não-veganos concordem com a importância de nossa petição e se juntem a nós para instar as instituições a fornecerem comida adequada saudável e ecologicamente correta”.

Grupo vegano vai combater o lobby das indústrias de carnes e laticínios nos EUA

“Em vez de vermos menos animais morrendo, como funcionaria em uma estrutura capitalista de oferta e demanda, estamos vendo um aumento por causa dos programas de recompra, recuperação e planos de seguros integrados à lei agrícola” (Acervo: F&D)


Esta semana a Vegan Justice League, que conta com a participação da ativista dos direitos animais Connie Spence, conhecida por realizar campanhas veganas em diversas cidades dos Estados Unidos, anunciou que está arrecadando dinheiro para combater o lobby das indústrias de carnes e laticínios.

O grupo defende uma reforma na legislação agrícola dos EUA, que atualmente permite que o dinheiro dos impostos pagos pelos contribuintes seja usado para proteger os interesses das indústrias de carnes e laticínios. Inclusive, segundo a Vegan Justice League, é isso que permite que mesmo quando há queda no consumo de alimentos de origem animal a indústria e os produtores são incentivados a continuarem produzindo em grande escala.

“Em vez de vermos menos animais morrendo, como funcionaria em uma estrutura capitalista de oferta e demanda, estamos vendo um aumento por causa dos programas de recompra, recuperação e planos de seguros integrados à lei agrícola”, critica Connie. O dinheiro arrecadado pelo grupo vai ser utilizado para contratar lobistas profissionais e para realizar campanhas de propaganda que expõem os políticos que recebem incentivos financeiros das indústrias de carnes e laticínios.

Em outubro, o grupo vai começar a instalar billboards (painéis publicitários) nos estados do Texas, Washington e Carolina do Norte, onde há mais políticos apoiados por essas indústrias. “O objetivo da Vegan Justice League é se organizar da mesma forma que os fazendeiros. Atualmente há mais veganos do que fazendeiros, mas eles estão mais organizados na política”, enfatiza Connie Spence.


Fonte: Vegazeta

MUDANÇA DE PARADIGMA - Uma das maiores companhias de laticínios do mundo registra prejuízo de U$ 130 milhões




A queda é bem significativa considerando que de 2016 a 2017 a empresa obteve lucro de 500 milhões de dólares


A multinacional de origem neozelandesa Fonterra, uma das maiores companhias de laticínios do mundo, revelou esta semana que registrou prejuízo de 130 milhões de dólares no período de 2017 a 2018. A queda é bem significativa considerando que de 2016 a 2017 a empresa obteve lucro de 500 milhões de dólares.

Segundo informações do VegNews, a Fonterra admitiu que não foi honesta com seus fornecedores ao dizer que as previsões financeiras para 2018 eram bastante otimistas. O que também preocupa a companhia é que essa é a sua primeira perda de lucros desde que foi fundada há 17 anos.

Nos Estados Unidos, com a queda no consumo de laticínios, grandes empresas do ramo estão investindo na produção de leite vegetais, de acordo com o Food Business News. Um exemplo é a Dean Foods, que encerrou contrato com dezenas de fazendas leiteiras.

Preocupada em ficar fora do mercado de alternativas vegetais, a Dean Foods se tornou acionista majoritária da Good Karma Foods, uma das promissoras concorrentes da marca de leites vegetais Silk. A competição é considerada positiva porque favorece o preço dos leites vegetais e dos iogurtes vegetais ao mesmo tempo em que os laticínios amargam queda nos EUA.

O diretor executivo da Dean Foods, Ralph P. Scozzafava, informou no mês passado que vão investir cada vez mais na Good Karma e na fabricação de alternativas vegetais, considerando o crescente desinteresse por produtos lácteos na América do Norte.

“Achamos que a Good Karma é uma plataforma para nós. E vou lembrar a todos que estiveram aqui, lembre-se de quão pequena era a Silk quando trouxemos a marca para a empresa muitos anos atrás”, declarou Scozzafava, deixando claro que o compromisso é tornar a Good Karma tão popular e conhecida quanto a Silk.

Fonte: Vegazeta