Leite de soja AdeS deixa de ser vegano



O produto da AdeS, que antes era declarado como 100% vegetal, passou a incluir a vitamina D de origem animal em sua fórmula. A informação foi confirmada pela Unilever, fabricante da bebida e que antes usava o componente de origem sintética.


Em julho do ano passado, a marca foi vendida para a Coca-Cola, o que fez com que muitos veganos passassem a consumir o leite de soja AdeS. Antes ele era boicotado porque a Unilever tem a prática de realizar testes em animais.

Na ocasião do acordo comercial, a multinacional foi questionada novamente sobre o uso de componentes de origem animal na fórmula e negou o uso. Mesmo após a venda da marca, a empresa vai continuar a produzir as bebidas para a Coca-Cola por três anos. Por isso, uma notícia provocou alarme nas últimas semanas. Surgiram relatos nas redes sociais de veganos de que a Unilever teria passado a incorporar a vitamina D animal na receita do leite de soja.

O site Vista-se entrou em contato com mais de um canal de comunicação da empresa e confirmou a informação. Os leites de soja AdeS estão entre os mais consumidos do Brasil por serem facilmente encontrados no mercado e apresentarem um preço menor. Mas com a mudança de propriedade, a marca acaba de perder muitos clientes.

Número de veganos cresce 360% na Grã-Bretanha



O número de veganos na Grã-Bretanha aumentou em 360% ao longo da última década, o que fez com que o veganismo tivesse o mais rápido crescimento entre outros movimentos de estilo de vida na região, de acordo com um novo relatório da Vegan Society e da Vegan Life magazine.

Hoje existem mais de meio milhão de veganos no Reino Unido, tipicamente moradores urbanos, com idade entre 15 e 34 anos e motivados por razões éticas e compassivas.

O tenista número 1 do mundo Novak Djokovic credita a transformação de sua saúde e seu desempenho a uma dieta vegana e abriu um restaurante vegano em Monte Carlo, no Mônaco.

O ex-boxeador britânico de peso pesado mundial David Haye, 35, se tornou vegano há dois anos e meio.

Em entrevista ao The Independent, seis meses depois de mudar seu estilo de vida, ele disse: “Assisti a um documentário de TV sobre como os animais são criados, mortos e preparados para consumirmos. Vi todas aquelas vacas e porcos e percebi que eu não podia fazer parte disso, era horrível. Realizei algumas pesquisas para verificar que ainda conseguia obter proteínas suficientes para lutar e, uma vez satisfeito, consegui parar, nunca mais voltarei”.

Venus Williams, ex-campeã de Wimbledon, também adotou o veganismo e Barny Du Plessis é o primeiro fisiculturista vegano do mundo e ex-titular do Mr. Universe. Ele costumava consumir 20 claras de ovo por dia, sua dieta atual consiste principalmente em vitaminas de proteína, bananas e legumes.

Estes atletas estão na vanguarda da mudança de atitudes em relação à alimentação e ao exercício físico. Eles provam que você pode estar em forma e saudável com uma dieta à base de vegetais, ao contrário da crença de que é necessário consumir grandes quantidades de frango e ovos para construir músculos ou emagrecer.

Ao mesmo tempo, documentários como “Cowspiracy”, de Leonardo DiCaprio. estão aumentando a conscientização sobre os efeitos negativos da produção de carne sobre o meio ambiente.

Conforme mostra o filme, nossas escolhas alimentares são responsáveis por mais de 50% das mudanças climáticas.
Ao educar os telespectadores, o documentário promove o veganismo.

“A percepção pública do veganismo está mudando rapidamente, não é mais [considerado] um estilo de vida extremo, é fácil e acessível.Você pode entrar em qualquer supermercado e ver uma enorme variedade de leites vegetais e outros produtos veganos amigáveis”, diz Keth Coomber, diretor de publicação da Vegan life magazine.

Cerca de metade dos 1,68 milhão de vegetarianos da Grã-Bretanha manifesta o desejo de reduzir o consumo de produtos animais. Este crescimento espetacular do veganismo não mostra sinais de desaceleração no país.

Couro vegano: uma alternativa sustentável no mundo da moda


Muitos designers de roupas tem buscado outras alternativas para substituir os materiais convencionais. Como é o caso da designer de roupas espanhol, Carmen Hijosa.


Muitos designers de roupas tem buscado outras alternativas para substituir os materiais convencionais. Como é o caso da designer de roupas espanhola, Carmen Hijosa.

Ela encontrou no abacaxi fibras capazes de serem utilizadas para a produção de um couro vegano, livre de exploração animal. Parece pele mas não é. São produtos feitos exclusivamente a base vegetal e pesam 4 vezes menos do que o couro animal.

Fonte: Peru.com

Ex-fazendeiro transfere vacas para santuário e investe em mercado vegano


Os tempos certamente estão mudando a favor dos animais. Jay Wilde, de 59 anos, é um ex-fazendeiro vegetariano de Ashbourne, Derbyshire (Inglaterra) que recentemente salvou 63 vacas do matadouro e permitiu que elas fossem transferidas para um centro de resgate em Norfolk


Wilde, que é vegetariano há 25 anos e cresceu explorando vacas, assumiu a fazenda familiar quando seu pai morreu em 2011.

Ele decidiu parar de produzir laticínios para investir na produção de carne de bois e vacas devido à extrema angústia das vacas separadas de seus bebês.

Agora ele desistiu completamente da exploração animal e autorizou a ida dos animais para um santuário porque não conseguia acreditar mais que era certo consumi-los, de acordo com o One Green Planet.

As vacas irão para o Hillside Animal Sanctuary, onde viverão seus dias em paz. Além disso, 30 delas estão grávidas e poderão criar seus bebês em vez de serem cruelmente separadas deles.

A fundadora do Hillside Animal Sanctuary, Wendy Valentine, disse que Wilde não é o primeiro fazendeiro a abrir mão dos animais e lembrou-se de um casal que “não podia suportar continuar com a produção de laticínios e manteve as vacas como animais ‘domésticos’ com a ajuda do santuário”.

“As vacas possuem boas lembranças e uma série de emoções. Elas formam relacionamentos. Eu até as observei chorar. Foi muito difícil enviá-las para o matadouro para o que deve ser uma morte terrível “, disse Wilde à BBC News.

Agora, Wilde irá administrar um mercado orgânico vegano e fornecer produtos sem origem animal ou fertilizantes. Transferir todas as vacas para o seu novo lar não é fácil e requer muitos recursos, mas agora elas passarão o resto de seus dias com a tranquilidade e o amor que deveriam receber desde que vieram ao mundo.

ANDA

Especialista aponta nutrientes importantes para atletas veganos


É possível, sim, manter os músculos e a performance. Confira as dicas da nutricionista Mariana Marques


Muitas pessoas acreditam que esporte e veganismo não combinam. Também há o mito de que não é possível ganhar músculos seguindo uma dieta deste tipo — o que não é verdade! A melhora na composição corporal e na performance pode ser obtida com os tipos certos de alimentos.

De acordo com a nutricionista esportiva Mariana Marques, de São Paulo, responsável pela dieta das atletas do blog Veganas no Esportehá 9 meses, os principais desafios na alimentação de um atleta vegano é obter a quantidade necessária de nutrientes como proteínas, vitamina B12, ferro, zinco, ômega 3 e cálcio.

A orientação da ADA (American Dietetic Association) de consumo de macronutrientes para atletas é a seguinte:

• Carboidratos: 6 a 10 g/kg de peso por dia. Os carboidratos equilibram os níveis de glicose no sangue durante o exercício e repõem o estoque de glicogênio muscular. A necessidade de carboidrato pode variar de acordo com o gasto energético total diário do atleta, tipo de esporte praticado, sexo e condições climáticas.

• Proteínas: 1,2 a 1,7 g/kg de peso por dia para atletas de resistência ou de força (mais especificamente de 1,2 a 1,4 g/kg/dia para atletas de resistência e 1,2 a 1,7 g/kg/dia para atletas de força). Essa recomendação normalmente pode ser atingida por meio da dieta, sem o uso de suplementos proteicos ou de aminoácidos.

• Lipídios: 20 a 35% da ingestão total de energia. As gorduras são fonte de energia e auxiliam na absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e os ácidos graxos essenciais são importantes para a dieta de atletas.

Para quem aderiu ao veganismo, a maior dificuldade está em abastecer os níveis de proteínas, o que pode ser corrigido até sem suplementação. “Ela só será necessária quando não for possível atingir a necessidade do nutriente pela alimentação. É muito comum que atletas veganos suplementem vitamina B12, proteínas, aminoácidos de cadeia ramificada e creatina.”, explica Mariana. Entre as 5 opções com maior quantidade do macronutriente, estão (com base na medida de 100 gramas):

Fava de edamame 26,1 gramas de proteínas
Lentilha 24,6 gramas de proteínas
Ervilha partida 23,8 gramas de proteínas
Grão-de-bico 20,5 gramas de proteínas
Tofu 15,8 gramas de proteínas

(Fonte: TACO e SR27)

Como conciliar esporte e dieta vegana

Apesar de ser possível, combinar um regime vegano com esportes de alta intensidade sem o acompanhamento de um profissional de nutrição pode prejudicar a saúde.

“Uma dieta mal planejada poderá resultar em deficiências nutricionais, seja com ou sem derivados animais. Uma das maiores preocupações será em manter os níveis de vitamina B12, pois ela está ausente na alimentação vegana ou vegetariana”, afirma.

Abaixo, a nutricionista aponta grupos alimentares que merecem atenção na dieta dos esportistas:

Proteína: a principal fonte na dieta vegetariana é o grupo das leguminosas (feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha partida, fava e soja). Por isso, é importante garantir a ingestão de 2 conchas médias de qualquer um desses itens ao longo do dia.

Vitamina B12: único nutriente ausente na dieta vegana. As fontes principais teoricamente são carnes, ovos, queijo, leite e suplementos. “Alimentos de origem vegetal, como algas e produtos fermentados, não são fontes confiáveis. Para a maioria dos atletas, será necessário incluir a suplementação dessa vitamina”, explica.

Ferro: encontrado nas leguminosas, oleaginosas (especialmente na castanha-de-caju, mas também na avelã, amêndoa, pistache, macadâmia, nozes), nas sementes (abóbora, girassol, gergelim) e seus derivados, como o tahine, nos cereais integrais (arroz, quinua, aveia, trigo, cevada), nas algas e nos vegetais de folhas verdes-escuras. Para melhorar a absorção do ferro proveniente dos vegetais, fique de olho nas orientações:

Deixe as leguminosas e cereais de molho por no mínimo 12 horas e troque a água antes de cozinhá-las;

Consuma alimentos ricos em vitamina C nas refeições principais, como acerola, caju, goiaba, mamão, kiwi, morango, carambola, laranja, mexerica e/ou algumas hortaliças cruas (pimentão-amarelo, agrião, couve, brócolis, repolho). A maçã também é uma ótima opção, pois é rica em ácido málico, substância parecida com a vitamina C que ajuda na absorção do ferro;

Não consuma café nas principais refeições, onde há predomínio de alimentos ricos em ferro, pois haverá competição na absorção.

Zinco: o consumo de leguminosas, oleaginosas e cereais integrais garantem boas quantidades de zinco. Deixar as leguminosas de molho, conforme descrito acima, é a melhor forma de ajudar o organismo a aproveitar bem o zinco.

Ômega-3: um tipo de gordura muito importante para o organismo, uma vez que ele não consegue fabricá-la sozinho. Pelo seu excelente perfil anti-inflamatório, sua ingestão adequada está associada a efeitos positivos em relação a vários males, como doenças cardiovasculares, depressão, envelhecimento, inflamações no intestino, doenças autoimunes, entre outras.

As principais fontes de ômega-3 na dieta vegetariana são a linhaça e a chia. Basta o consumo diário de 1 colher de chá do óleo ou de 2 colheres de sopa da semente (a linhaça deve ser moída em casa ou comprada em pacotes protegidos de luz; a chia pode ser consumida inteira e hidratada), misturadas em frutas, sopas, saladas, arroz com feijão ou onde for conveniente.

Cálcio: o elemento de origem vegetal está disponível nas folhas verde-escuras, como couve, agrião, rúcula, brócolis, mostarda, salsão, almeirão e catalonha, nos temperos frescos, como tomilho, alecrim, hortelã, manjericão, salsinha e alho, nas leguminosas como soja, no tofu fortificado com cálcio e no feijão branco. É importante não abusar de alimentos ricos em ácido oxálico, como espinafre, beterraba (principalmente a folha), acelga e cacau em pó porque eles dificultam a absorção do cálcio

É importante ter em mente que o veganismo não é lá um bicho de sete cabeças! Como toda mudança, sobretudo alimentar, pode parecer e ser difícil no começo, mas é possível adaptar-se às novas escolhas. “O que ocorre é que a maioria de nós cresceu com uma dieta onívora e, ao resolvermos mudar de hábitos, teremos de fazer trocas. No consultório, vejo que a principal dificuldade encontrada pelos vegetarianos é, sem dúvida, o meio social. As queixas sobre a incompreensão e o desrespeito quanto à escolha alimentar são as mais constantes”, conclui Mariana.

Fonte: Boa Forma

Indústria de cosméticos veganos terá grande expansão até 2023, aponta estudo


Um novo estudo compilado pela Market Research Future (MRF) revelou que a indústria mundial de cosméticos livre de crueldade terá uma taxa de crescimento anual de 6,1% até 2023


O documento informou que a França, os Estados Unidos, a Índia, a Alemanha e a Nova Zelândia são os principais exportadores de cosméticos e outros produtos sem crueldade.

Foi ressaltado também que os consumidores de produtos de beleza em todo o mundo têm se tornado mais conscientes da crueldade envolvida nos testes em animais e comprado mais produtos à base de vegetais para evitar contribuir com o sofrimento de seres inocentes.

No último mês, a marca de beleza NARS anunciou que começaria a comercializar seus produtos anteriormente sem crueldade na China, que exige testes em animais para todos os cosméticos.

Segundo a VegNews, o anúncio despertou indignação nas redes sociais e clientes que prometeram boicotar a marca, incluindo a vegana Kat Von D. “Já existem testes sem animais que dão resultados muito mais precisos do que testes em animais e apoiar essa terrível indústria de bilhões de dólares é criminoso”, afirmou ela.

Von D afirmou em uma postagem do Instagram. “É vergonhoso você se esconder atrás de uma afirmação de marketing tão falsa para encher seus bolsos enquanto inúmeros animais sofrem”.

Enquanto isso, com o apoio do relatório da MRF, as marcas sem crueldade estão prosperando, incluindo a Von D Beauty de Von D, que está retirando progressivamente todos os produtos de origem animal da marca.

Hambúrgueres veganos ameaçam indústria da carne e de laticínios na Nova Zelândia


Após uma visita recente ao Vale do Silício, Ian Proudfoot, o líder global de agronegócios da filial da empresa financeira internacional KPMG descreveu as alternativas à carne e aos laticínios à base de vegetais como as principais ameaças à pecuária na Nova Zelândia


Durante sua viagem, Proudfoot visitou a empresa de hambúrguer veganos Impossible Foods e diversas companhias de leites vegetais, incluindo a Ripple Foods – onde provou o leite com chocolate à base de proteína de ervilha da empresa, cujo sabor classificou como indistinguível do leite de vaca.

“Acredito que as formas emergentes de cultivo de vegetais, carne, ovos e laticínios, juntamente com segmentos inteiramente novos de nutrição focada nos vegetais, se tornarão um componente significativo sistema alimentar global”, escreveu ele em uma postagem na plataforma da rede Linkedin.

Segundo a VegNews, Proudfoot alertou a indústria agropecuária, instando os envolvidos na produção de laticínios e carne a evoluir.

O executivo também lembrou as grandes aquisições de empresas veganas por corporações – como a Tyson e a Danone – como uma tendência que acredita que continuará no futuro, aumentando a oferta de alternativas aos produtos animais em todo o mundo.