SE BONS E MAUS SOFREM IGUALMENTE, QUE DIFERENÇA FAZ?, por Walter Barbosa

Num argumento de aparente valor, alguém pode dizer que pouca ou nenhuma diferença faz ser “bom ou mau”, considerando que todos sofrem. Neste mundo de fato não há como escapar à dor, até porque afinal todos morremos, ao menos fisicamente.

Mesmo os que deram exemplos de amor e bondade extremos, como o próprio Cristo, muitas vezes desencarnaram em meio a sofrimentos. Entre os casos mais recentes, o sábio iluminado Ramana Maharshi foi durante vários anos portador do câncer, que finalmente o vitimou. Vale a pena então esforçar-nos para vencer o orgulho, a inveja e outros sentimentos daninhos? Há alguma compensação para a prática da ética, buscando não somente a harmonia nas relações, mas até a sobrevivência do planeta?

Quanto à “vantagem” de ser uma pessoa melhor, mais justa, mais ética, quem chegou a esse ponto de fato não está pensando em vantagens, apenas não encontrando sentido numa prática diferente. Naturalmente só vivendo tal condição se pode concluir isso, da mesma forma que é imprescindível comer uma fruta para conhecer seu sabor.

Assim como os renitentemente maus parecem fazer da maldade seu meio da vida – paradoxalmente elegendo como “bandeiras” o suplício da inveja, do rancor, da vingança – os de fato bons (não apenas aparentando essa casca em benefício do ego) externam a bondade de maneira tão espontânea como os rios deixam fluir suas águas.

A bondade, como todas as manifestações do espírito, não questiona nem cobra nada por isso. Simplesmente “é”. Em conseqüência, no fundo “ser bom” não é o contrário de “ser mau”, mas apenas “Ser”. A bondade (assim como o amor, a felicidade e a ética) rigorosamente não tem oposto, como expressão da própria consciência, da Vida Una, pois o jogo da polaridade só reina no mundo material.

Aprofundando, porém, a questão da vantagem - no próprio sentido material - pode-se dizer que as pessoas harmônicas, generosas, tranqüilas, vivem mais e melhor, como a ciência comprova, livrando-se de males como a depressão e o estresse. De fato vivem, na essência da palavra, pois a vida tem sua fonte na Consciência Universal, em nada dependendo do corpo físico, sujeito a cortes, envelhecimento e morte. Assim, a vida se torna progressivamente mais rica, plena e bela na medida em que são quebradas as cascas do medo, do ego em busca de segurança, deixando fluir o rio de paz que mora no Espírito.

Por sinal, é nessa condição de plenitude que se encontra o significado da expressão “viver intensamente o agora”, às vezes enganosamente considerada como a busca sem medidas do prazer, da glorificação dos sentidos, segundo a mente nos faz acreditar com suas habituais armadilhas e subterfúgios.

Outra diferença fundamental em benefício dos que cultivam o amor e a bondade, mesmo na realidade do sofrimento, pode se resumir numa só palavra: compreensão – no sentido de percepção da “Lei de causa e efeito” – levando à aceitação das conseqüências.

Em razão disso, bons e maus não sofrem igualmente. Os bons serenamente acatam o sofrimento, limitado então ao corpo físico – como advertência para o erro e libertação do carma – enquanto os maus rebelam-se, vendo nos outros a fonte da dor.

O resultado inevitável para os maus é aumentar a dor imensamente com o sofrimento psicológico, além de diminuir sua força como elemento de consciência, levando à necessidade de viver e reviver a mesma lição muitas vezes. A sabedoria em nós começa com a percepção da tolice dessa escolha.

Walter Barbosa, membro da SOCIEDADE TEOSÓFICA

15 de Setembro - Ato Pacífico pelo Fim da Exportação de Animais Vivos



Local e horário:

Neste sábado, 15 de setembro, amanhã, acontecerá um Ato Pacífico pelo Fim da exportação de animais vivos. O Brasil vem ganhando importância na atividade nos últimos anos e diversos grupos e ativistas estão unindo forças neste momento importante pelo banimento definitivo da prática no Brasil.

O Ato está sendo organizado por diversos ativistas sem levantar bandeira de nenhuma ONG ou grupo.

➡Objetivo do Ato: Pedir pelo fim da exportação de animais vivos no Brasil.

Contexto: A exportação de animais vivos submete milhões de animais a um sofrimento intenso e absolutamente desnecessário. Centenas de milhares de bois são transportados durante semanas em navios escuros e imundos, amontoados sobre suas próprias fezes, sem conseguirem nem sequer se mover adequadamente e respirar ar puro, os animais passam o tormento de serem esmagados e pisoteados a cada balançar do navio . O destino desses milhões de animais são países onde há pouca ou nenhuma legislação que garanta qualquer procedimento menos cruel no momento do abate. Em alguns desses destinos, os animais são arrastados com cordas, degolados e esfaqueados.

➡Não será tolerado:

- Qualquer ato de violência a qualquer indivíduo ou instituição
- Faixas ou mensagens não respeitosas a outras lutas sociais

➡ Recomendações:

- Camiseta básica branca (lisa) como uniformização padrão
- O ato tem como objetivo principal pressionar pelo fim da exportação de animais vivos. Por mais que nós, ativistas, tenhamos inúmeras outras pautas a tratar (inclusive a respeito de animais), recomendamos que todos que compareçam se limitem a este pedido nesse momento

Dia 15/09 - Grande Ato Pacífico Resistência pelos Animais

CLIQUE DUAS VEZES NO VÍDEO


Precisamos acabar com essa crueldade extrema que são os embarques de animais.
Mais informações:

Local
Monumento às Bandeiras, Pq Ibirapuera as 15h00


16/09 em Americana - 3º Feira Vegana Mas Nem Peixinho?

CLIQUE DUAS VEZES NO FILME

Evento vegano que tem como objetivo, ajudar as ongs que fazem resgate de animais em Americana.

Alimentação sem origem e crueldade animal,
Palestra, aula de culinária, espaço para as crianças,
Aula de treino funcional, yoga, shows e muitas outras atrações.
Adoção responsável de cães e gatos e recebimento de doação de rações e livros.

Domingo, 16 de setembro de 10:00 – 18:00
Avenida de Cillo, 2220 - Jardim São José - Americana - SP
Facebook - https://www.facebook.com/events/259425971298140/




Educação e boas maneiras no ativismo, por Ellen Augusta Valer de Freitas


O ativista de todas as causas está motivado por uma força que podemos chamar de ideal, objetivo de ajudar, bondade, inquietação diante das coisas que não mudam em nossa sociedade e um grande número de sentimentos que o levam a agir. É comum uma pessoa  se ligar a diversos movimentos ou dedicar-se a um movimento integralmente. Quando entramos no mundo do voluntariado, muitas coisas mudam na mente das pessoas, especialmente se tal pessoa já tem um histórico de leituras, é bem informada, tem boa vontade etc.
A causa animal está cada vez mais atraindo novos membros, mas será que as pessoas que estão declarando-se ativistas são realmente o que dizem? Percebo um grande número de pessoas mal informadas, carregando preconceitos de outras origens, mas afirmando que é ativista. Mas o que é preciso para ser ativista?
O ativista antes de tudo, deve se desarmar de velhos preconceitos, e para tanto é necessário leituras sérias, não apenas leituras rápidas, aquelas em que se passam os olhos pelo título e por algum trecho do assunto.
É interessante falar menos e agir mais. Não é produtivo entrar em conflitos em comunidades, sites, artigos. Essas pessoas que escrevem furiosamente e se dizem ativistas, na sua maior parte são ativistas do teclado. Algumas pessoas se revelam totalmente, quando mal leram um texto mas opinam raivosamente sobre o que não entenderam. É importante para o ativista ler e saber interpretar. Mesmo que todos saibam escrever, muitos tenham curso superior, etc, o que mais fica evidente é a falta de interpretação na leitura e entendimento do que se quer comunicar.
Quando o ativista está agarrado a preconceitos – eu sei que todo preconceituoso jamais se considera como tal, mas vai a tentativa – ele turva sua visão para coisas elementares e segue sempre agindo de uma forma prejudicial à causa e aos animais. As pessoas fora da causa não são monstros, são pessoas que apenas estão desinformadas, condicionadas por comportamentos de ‘manada’ e principalmente à educação familiar e machista da sociedade. É preciso saber informar com respeito à essas pessoas, para que elas sejam agentes da informação e mudem suas vidas se assim desejarem.
O voluntário na causa pelos animais pode e deve interagir com outras áreas do voluntariado se puder e tiver tempo para isso. É natural e lógico que ajudando outras pessoas, estaremos indiretamente tornando o mundo melhor e para ajudar os animais é interessante que o mundo se torne melhor.
Não se perde muito tempo doando livros, participando socialmente e politicamente da sociedade e se informando sobre a realidade social. A educação deve sempre ser nosso guia para que assim possamos ter ferramentas para ajudar os animais.
Nós, ativistas, temos o privilégio de estarmos ao par de muitas informações pouco conhecidas do restante das pessoas comuns. Cabe a nós o aperfeiçoamento constante, o compartilhar verdadeiro e educação no trato com os demais.