VEGANO, SAIA DO ARMÁRIO, por Beatriz Medina

Tenho observado, nas listas internéticas de que participo, o lamento, comum entre vegetarianos mais recentes (e alguns mais antigos), de que têm medo de revelar-se como tal. Dão tratos à bola para escapar de convites para almoços e jantares, para encontrar desculpas plausíveis (dor de cabeça, gripe, minha mãe quebrou a perna etc.) e não ir àquele churrasco, para recusar ofertas simpáticas na hora do lanche (não obrigado, estou de dieta/com gastrite/o médico proibiu). É como se a condição de vegetariano fosse algo vergonhoso, terrível, uma lepra, uma chaga, a ser escondida a todo custo do comum dos mortais.

Fico pensando com meus botões (com meu zíper? roupas com botões andam tão raras…): por que será que alguém que, pelas razões mais nobres do mundo (compaixão pelos animais, desejo de aprimorar sua saúde, preocupação ecológica com o planeta), resolve mudar sua forma de alimentar-se teria vergonha de assumir esta opção e deixar que os outros a conheçam?

Eis o que concluí: o vegetariano (e mais ainda o vegano), ao mexer numa coisa tão culturalmente e psicologicamente entranhada no ser humano como a comida, provoca no outro um embaraço, um incômodo, uma tensão que pode se revelar de dois modos: curiosidade e medo (reações que o desconhecido sempre nos provoca, não é?).

A curiosidade se mostra na pergunta: Você não come carne? Então o que você come? – e nela vemos como as pessoas têm um conceito engraçado e pouco realista da própria alimentação. Ora, no prato da grande maioria dos onívoros a carne ocupa uma pequena parte, sendo o resto ocupado por arroz, feijão, macarrão, batata, legumes e verduras que, até onde sei, são todos vegetais. Costumo devolver este conceito engraçado a quem perguntou respondendo: Tudo o que você come, menos a carne; ou então enumerando cansativamente tudo o que o outro come e não percebe… Em geral, a pessoa somente curiosa não agride nem desperta no vegetariano a vergonha que o faz esconder-se; talvez o deixe meio sem graça com tantas perguntas, mas sua reação não é, basicamente, agressiva.

O problema é que a curiosidade raramente vem sozinha. O medo é o grande sentimento provocado pelo desconhecido. Sim, o onívoro, o “comum dos mortais”, sente medo do vegetariano. Medo porque o vegetariano revela, ao alterar um dogma social tão profundo como a alimentação, que as coisas podem ser mudadas, que os princípios estabelecidos podem não ser tão pétreos assim; isso gera insegurança, a insegurança traz o medo. O medo leva à autodefesa, e esta à agressão. Aí vêm as piadinhas de mau gosto, os risos, os conselhos (meu filho, se você não comer carne vai ficar fraco/anêmico/doente, conselhos baseados na desinformação generalizada sobre nutrição). O vegetariano menos combativo, que precisa da opinião dos outros para sentir-se um ser humano íntegro e valioso, fica fragilizado. Teme (eis o medo de volta, refletido na pessoa que o gerou) ser rejeitado pelos amigos, pelos colegas de trabalho, pelos transeuntes, pelos passageiros do mesmo ônibus, caso saibam que é vegetariano, que não come carne, e, se vegano (vergonha máxima!), que não usa laticínios nem ovos, nem lã natural, nem seda de verdade, nem couro, e lê todos os rótulos de tudo o que compra no supermercado para evitar conspurcar-se com qualquer traço de substância de origem animal.

Compreendo que seja difícil no início. Compreendo que esta atitude agressiva de pessoas desinformadas e temerosas frente à mudança seja dura de suportar. Mas nós, vegetarianos, não podemos ter vergonha de nossa opção. Nossos motivos são nobres. Sabemos com convicção que é melhor para nós, para os animais, para todo o planeta, tanto em termos nutricionais como em termos ecológicos, sociais e econômicos. Gostaríamos que todo mundo se tornasse vegetariano, não é? Então. A melhor maneira de fazer propaganda daquilo que acreditamos é deixar as pessoas saberem que acreditamos naquilo e que, ainda assim (ou até por causa disso) somos pessoas legais, alegres, saudáveis, solidárias. À agressão desinformada e inconsciente, não devemos reagir com medo, intimidados e furtivos, e sim com um sorrisinho, um ar condescendente: se quer zombar de mim vá em frente, divirta-se, rio junto com você; mas minha opção é a melhor, é ótima, só traz o bem, e se baseia numa tomada de consciência. Rir junto com aquele que ri de nós, ou dar aquele sorrisinho condescendente do pai que vê o filho fazendo uma bobagem, é a melhor arma para desarmar o agressor desinformado. E caso você seja do tipo combativo, uma ironiazinha, um sarcasmozinho de quando em vez lhe desopilará o fígado.

Assim, não renegue sua nobre opção. Não fuja dos convites para festas. Se a visão de pessoas comendo cadáveres o incomoda muito, diga isso a quem o convida. Tudo bem, não precisa ser grosseiro, mas diga, de algum modo, que você não se sente bem vendo pessoas amigas comendo a carne dos pobres bichinhos, ou coisa parecida. Não esconda suas opiniões. Seja gentil, mas firme. E se você consegue não vomitar com um quadro assim, vá à festa, mas explique antes a quem o convidou que não come carne, laticínios nem ovos, e que a pessoa não precisa ficar sem graça, uma salada o satisfará, que o bom é estar entre amigos, é compartilhar da companhia daqueles de quem se gosta, que o objetivo da festa, para você, não é encher a pança e sim viver momentos alegres junto de pessoas inteligentes e agradáveis. Nada como um elogio para amaciar qualquer constrangimento.

E, claro, faça uma boa refeição vegetariana antes de sair de casa.


VEGANISMO, A REVOLUÇÃO COMEÇA NO PRATO, por Helena Krüger


“Enquanto corres livre e passeias na cidade, para teres carne, coiro e leite roubaste-me a liberdade. Liberdade, respeito e igualdade”. Esse trecho da banda vegan brasileira X Acto, representa um pouco da filosofia desse estilo de vida, que vai muito além de simplesmente não comer carne e ouvir bandas hardcore e punk rock.

Até mesmo em Guarapuava, uma cidade caracterizada por uma cultura agropecuária, (em que o churrasco no final de semana é quase uma tradição), existem alguns jovens que seguem um estilo de vida diferente. Além de não se alimentam de nada que tenha origem animal, eles seguem uma ideologia crítica acerca da sociedade e do mundo contemporâneo.

O termo vegan, derivado de vegetarian, foi utilizado pela primeira vez na década de 1940, por Donald Watson, fundador da Vegan Society (Sociedade Vegana do Reino Unido). O veganismo é um estilo de vida que prega o respeito e o direto de todos os animais. Dessa forma boicota todo tipo de exploração, seja no consumo de alimentos ou na utilização de animais para entretenimento (por exemplo: em circos, touradas e rodeios).

Segundo Robson Sivestre, veganeano e professor de história, dentro dessa filosofia de vida existem ainda algumas subdivisões: os abolicionistas que, como o próprio nome já diz, lutam para abolir totalmente a opressão animal, e os bem- estaristas, que lutam pelo bem estar e os direitos dos animais. Robson enfatiza as outras causas do movimento, como a proteção ao meio ambiente: “Resumidamente: o veganismo dialoga com a preservação do meio ambiente e combate a fome no mundo, pois se todas as terras em que são plantados grãos para fazer ração fossem plantados para produzir alimento para animais humanos com certeza a fome seria banida”.

Paula Hitomi Handa, 23 anos e estudante de engenharia de alimentos, é vegan há cinco anos e segue outros posicionamentos ideológicos. Ela é feminista, atéia, libertária e straight edge (que segue os princípios de anti-apatia, ser livre de drogas, boicotar grandes corporações e ter envolvimento com hardcore). Paula afirma que acredita na igualdade social acima de tudo, entre todos os seres. “Escolhi essa filosofia de vida por ser a mais certa. Por ser a mais verdadeira e pura. Porque através dela pode-se buscar a igualdade e a justiça, que é direito de todos, e é a única forma de todos viverem em paz e de se acabar com formas de opressão e desigualdade. Essa escolha me libertou”.

O professor de história fala sobre o fator cultural que se engloba o fato de comer carne. “Em Guarapuava, assim como em boa parte do Paraná e do Brasil, a cultura de se comer carne é o principal objetivo. Percebo que não é uma necessidade e sim uma questão imposta. Quando derrubarmos o mito que precisamos de carne para sobreviver conseguiremos nos libertar dessa imposição e crueldade alimentícia”, opina Robson.

Luiz Felipe Ribas, 22 anos também é vegano e trabalha como tatuador em Joinville. Ele exalta os valores da ser vegan. “Pra mim vai muito além de uma dieta saudável. É ter compaixão, ética, coerência e ser humano. Não consigo pensar em muitas coisas para falar sobre os porquês de ser vegan no momento, porque pra mim, não é uma questão de escolha, simplesmente é a coisa certa a fazer”.

Música

A influência musical do punk e do hardcore é fundamental para se entender o veganismo e outras causas como straight edge. Pode se dizer que as músicas e as bandas ajudam a mover esse estilo de vida. Robson, Paula e Luiz Felipe contam que conheceram o veganismo por meio da música, no universo hardcore. “As letras abordam temas que me motivam e me dão convicção. Pra mim, o hardcore punk é muito verdadeiro, embora hoje em dia seja contraditório, é um meio de me manter naquilo que acredito”, diz a acadêmica de Engenharia de Alimentos.

Luiz Felipe cita algumas bandas que ele gosta e tem um posicionamento ligado a essas ideologias. “Ouço muito hardcore e rap, para citar algumas bandas: Purification, Point Of No Return, Path of Resistance, Confronto, Still Strong, Earth Crisis, Nueva Etica, Youth Of Today, Chain Of Strength, Good Intentions”.

Alimentação

A nutricionista Renata Demário Vieira enfatiza a importância de quem se torna vegano procurar um profissional para orientação, já que as mudanças no organismo são muito drásticas. “O que acontece muitas vezes é a que pessoa toma a decisão e simplesmente para de consumir alguns alimentos sem substituí-los por outros com nutrientes equivalentes”.

Alguns alimentos, como as leguminosas (soja e feijão, por exemplo), são fontes de proteína vegetal que substituem a carne. “É necessário que haja um acompanhamento para se equilibrar os nutrientes no corpo, substituindo principalmente as proteínas que eram de origem animal por um vegetal, mas sem dúvidas um vegano pode ter uma alimentação saudável e completa”.

Renata alerta para a deficiência da vitamina B12, que é justamente encontrada em fontes como o leite, ovos e a carne, alimentos que os veganos não comem. A falta dela pode causar doenças e disfunções sérias. A nutricionista aconselha até mesmo o uso de suplementos em cápsulas ou em injeção para repor a B12.

Contra o sistema

Uma das ideologias do veganismo é ir contra algumas características do modo capitalista, como o consumismo e a desigualdade social. Dessa forma muitos veganos boicotam grandes corporações e multinacionais. “Pra mim, esse tipo de consumo engloba muitas outras causas, como o feminismo, na forma de como a mulher é vista atualmente, comparando-a com um objeto ou um pedaço de carne a ser explorado, assim como os animais; o capitalismo, onde todas as formas de vida, humanas ou não, são vistas como matéria-prima para produção e geração de lucros”.

Editado por Luciana Grande


SE BONS E MAUS SOFREM IGUALMENTE, QUE DIFERENÇA FAZ?, por Walter Barbosa

Num argumento de aparente valor, alguém pode dizer que pouca ou nenhuma diferença faz ser “bom ou mau”, considerando que todos sofrem. Neste mundo de fato não há como escapar à dor, até porque afinal todos morremos, ao menos fisicamente.

Mesmo os que deram exemplos de amor e bondade extremos, como o próprio Cristo, muitas vezes desencarnaram em meio a sofrimentos. Entre os casos mais recentes, o sábio iluminado Ramana Maharshi foi durante vários anos portador do câncer, que finalmente o vitimou. Vale a pena então esforçar-nos para vencer o orgulho, a inveja e outros sentimentos daninhos? Há alguma compensação para a prática da ética, buscando não somente a harmonia nas relações, mas até a sobrevivência do planeta?

Quanto à “vantagem” de ser uma pessoa melhor, mais justa, mais ética, quem chegou a esse ponto de fato não está pensando em vantagens, apenas não encontrando sentido numa prática diferente. Naturalmente só vivendo tal condição se pode concluir isso, da mesma forma que é imprescindível comer uma fruta para conhecer seu sabor.

Assim como os renitentemente maus parecem fazer da maldade seu meio da vida – paradoxalmente elegendo como “bandeiras” o suplício da inveja, do rancor, da vingança – os de fato bons (não apenas aparentando essa casca em benefício do ego) externam a bondade de maneira tão espontânea como os rios deixam fluir suas águas.

A bondade, como todas as manifestações do espírito, não questiona nem cobra nada por isso. Simplesmente “é”. Em conseqüência, no fundo “ser bom” não é o contrário de “ser mau”, mas apenas “Ser”. A bondade (assim como o amor, a felicidade e a ética) rigorosamente não tem oposto, como expressão da própria consciência, da Vida Una, pois o jogo da polaridade só reina no mundo material.

Aprofundando, porém, a questão da vantagem - no próprio sentido material - pode-se dizer que as pessoas harmônicas, generosas, tranqüilas, vivem mais e melhor, como a ciência comprova, livrando-se de males como a depressão e o estresse. De fato vivem, na essência da palavra, pois a vida tem sua fonte na Consciência Universal, em nada dependendo do corpo físico, sujeito a cortes, envelhecimento e morte. Assim, a vida se torna progressivamente mais rica, plena e bela na medida em que são quebradas as cascas do medo, do ego em busca de segurança, deixando fluir o rio de paz que mora no Espírito.

Por sinal, é nessa condição de plenitude que se encontra o significado da expressão “viver intensamente o agora”, às vezes enganosamente considerada como a busca sem medidas do prazer, da glorificação dos sentidos, segundo a mente nos faz acreditar com suas habituais armadilhas e subterfúgios.

Outra diferença fundamental em benefício dos que cultivam o amor e a bondade, mesmo na realidade do sofrimento, pode se resumir numa só palavra: compreensão – no sentido de percepção da “Lei de causa e efeito” – levando à aceitação das conseqüências.

Em razão disso, bons e maus não sofrem igualmente. Os bons serenamente acatam o sofrimento, limitado então ao corpo físico – como advertência para o erro e libertação do carma – enquanto os maus rebelam-se, vendo nos outros a fonte da dor.

O resultado inevitável para os maus é aumentar a dor imensamente com o sofrimento psicológico, além de diminuir sua força como elemento de consciência, levando à necessidade de viver e reviver a mesma lição muitas vezes. A sabedoria em nós começa com a percepção da tolice dessa escolha.

Walter Barbosa, membro da SOCIEDADE TEOSÓFICA

Educação e boas maneiras no ativismo, por Ellen Augusta Valer de Freitas


O ativista de todas as causas está motivado por uma força que podemos chamar de ideal, objetivo de ajudar, bondade, inquietação diante das coisas que não mudam em nossa sociedade e um grande número de sentimentos que o levam a agir. É comum uma pessoa  se ligar a diversos movimentos ou dedicar-se a um movimento integralmente. Quando entramos no mundo do voluntariado, muitas coisas mudam na mente das pessoas, especialmente se tal pessoa já tem um histórico de leituras, é bem informada, tem boa vontade etc.
A causa animal está cada vez mais atraindo novos membros, mas será que as pessoas que estão declarando-se ativistas são realmente o que dizem? Percebo um grande número de pessoas mal informadas, carregando preconceitos de outras origens, mas afirmando que é ativista. Mas o que é preciso para ser ativista?
O ativista antes de tudo, deve se desarmar de velhos preconceitos, e para tanto é necessário leituras sérias, não apenas leituras rápidas, aquelas em que se passam os olhos pelo título e por algum trecho do assunto.
É interessante falar menos e agir mais. Não é produtivo entrar em conflitos em comunidades, sites, artigos. Essas pessoas que escrevem furiosamente e se dizem ativistas, na sua maior parte são ativistas do teclado. Algumas pessoas se revelam totalmente, quando mal leram um texto mas opinam raivosamente sobre o que não entenderam. É importante para o ativista ler e saber interpretar. Mesmo que todos saibam escrever, muitos tenham curso superior, etc, o que mais fica evidente é a falta de interpretação na leitura e entendimento do que se quer comunicar.
Quando o ativista está agarrado a preconceitos – eu sei que todo preconceituoso jamais se considera como tal, mas vai a tentativa – ele turva sua visão para coisas elementares e segue sempre agindo de uma forma prejudicial à causa e aos animais. As pessoas fora da causa não são monstros, são pessoas que apenas estão desinformadas, condicionadas por comportamentos de ‘manada’ e principalmente à educação familiar e machista da sociedade. É preciso saber informar com respeito à essas pessoas, para que elas sejam agentes da informação e mudem suas vidas se assim desejarem.
O voluntário na causa pelos animais pode e deve interagir com outras áreas do voluntariado se puder e tiver tempo para isso. É natural e lógico que ajudando outras pessoas, estaremos indiretamente tornando o mundo melhor e para ajudar os animais é interessante que o mundo se torne melhor.
Não se perde muito tempo doando livros, participando socialmente e politicamente da sociedade e se informando sobre a realidade social. A educação deve sempre ser nosso guia para que assim possamos ter ferramentas para ajudar os animais.
Nós, ativistas, temos o privilégio de estarmos ao par de muitas informações pouco conhecidas do restante das pessoas comuns. Cabe a nós o aperfeiçoamento constante, o compartilhar verdadeiro e educação no trato com os demais.

Porcos, aves e vacas são os animais que mais sofrem maus-tratos no mundo


67 bilhões de porcosaves e vacas são expostos, anualmente, a condições de crueldade, segundo a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o que coloca esses três bichos nas primeiras posições do ranking dos animais que mais sofrem maus-tratosem todo o mundo.
Os culpados por tanta crueldade? Os consumidores de carne, ovos e laticínios, já que esses animais são maltratados, exclusivamente, para a produção de alimentos. Quem manda o recado é a HSI – Humane Society Internacional-Brasil, que para mudar essa realidade está promovendo no país uma campanha em prol do bem-estar dos animais de produção.
O foco central da ação não é levantar a bandeira do vegetarianismo, mas sim do consumo consciente. Hoje, no Brasil, mais de 70 milhões de galinhas são trancafiadas em “gaiolas em bateria”, que são superlotadas e não tem espaço nem para as aves abrirem as asas. A situação dos suínos não é diferente: cerca de 1,5 milhão de porcas reprodutoras estão confinadas em “celas de gestação”, que são baias individuais de metal onde as fêmeas não conseguem nem se virar. Tanta crueldade é necessária?
“Queremos mostrar que, assim como os cães e gatos, estes animais são sensíveis, sociáveis e inteligentes e, portanto, merecem o nosso respeito. Queremos que, além de reduzir o consumo de carne, leite e ovo, o consumidor se recuse a comprar daqueles que produzem com crueldade”, disse Guilherme Carvalho, que é gerente de campanhas da HSI-Brasil. “Essa é a hora de nos mobilizarmos, porque a previsão é de que, entre 1999 e 2050, a produção de carne e leite dobre. Consequentemente, o bem-estar animal estará cada vez mais comprometido”, completou.
Além de conscientizar o consumidor, a organização também está dialogando com produtores, governantes e varejistas, em busca de mudanças institucionais que garantam o respeito àsnecessidades básicas dos animais de produção. A HSI ainda atua em uma porção de outros países, defendendo um série de causas em prol dos bichos, como o fim dos testes em animais e do tráfico de espécies selvagens. Conheça um pouco mais do trabalho da organização aqui.