CALENDÁRIO VEG - Compre e ajude as instituições beneficiadas

Março de 2018 terá a belíssima e inspiradora Nina Rosa


Presente melhor não há - o calendário é lindíssimo e 100% do lucro das vendas será doado a instituições que resgatam e abrigam animais vítimas de abandono e maus-tratos.

Além do vegetarianismo, a ideia é promover a adoção de animais e não a compra. As duas ONGs, que recebem todo o lucro da venda dos calendários, trabalham no resgate e dão abrigo aos bichos vítimas de abandono e maus-tratos e são o Santuário das Fadas e Núcleo Crer-Sendo

Março de 2018 terá a belíssima e inspiradora Nina Rosa, com dois de seus filhinhos adotivos, o Mujica e a Shirley .

Nina é fundadora do Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida que vem focando na expansão de uma Educação Humanitária para todo o Brasil.

O trabalho dessas instituições que serão ajudadas é digno de todo aplauso e apoio. Por favor, ajude!

Para adquirir a nova edição e ajudar, acesse aqui.

Eduardo Jorge e Cacau irão abrilhantar Outubro de 2018

POR QUE NÃO TER PERÚ NO NATAL



O canal Garotas Alfarroba (conheça aqui) publicou um vídeo bem produzido e bastante interessante.

O vídeo é uma crítica ao comercial do Chester da Perdigão (de onde vem o Chester?), que mostra atores dizendo por que eles terão o Chester na mesa na ceia de Natal (veja aqui o original).

Este vídeo foi criado para demonstrar o amor que temos por todos os seres. Sem distinção. Neste Natal, pense sobre como a carne dos animais vão parar na sua mesa. Considere o veganismo.

Agradecimentos: Raphael Kempt, Emilio Rau, Phill Bitencourt, Jane Raquel Vechi, Giovana Vechi, Cleopatra Carrere, Rafael Queiroz, Renata Appel, Analu Silveira, Vinicius Nisi, Morgana. 

Trilha: Vinícius Nisi Produção e Roteiro: Rafaela Melara 

A Ceia de Natal deste vídeo é TODA VEGANA: 
- Salada de folhas verdes com nozes, castanha e molho de abacate 
- Arroz à grega 
- Vegetais e Legumes na Moranga 
- Polenta com molho de Cogumelos 
- Farofa Funcional com castanhas 

E as sobremesas? 
- Mousse de chocolate vegano - Panetone Vegano 
- Banoffe Vegana 

Se você simpatiza com o vegetarianismo ou veganismo, ajude a compartilhar este vídeo! #juntossomosmaisfortes



Com informações: Vista-se
Garotas Alfarroba

MOVIMENTO NÃO MATE - O QUE TE FAZ PENSAR…?



Série de 15 cartazes que levam a pensar sobre diversas formas de opressão contra animais pelo fim desta violência. 

Baixe os cartazes em http://naomate.org

Movimento Não Mate

Audiência Pública discute a proibição de FOGOS na cidade de São Paulo



A audiência pública que vai discutir o projeto de lei que propõe proibir o uso de "fogos de artifício com ruído" na cidade de São Paulo, acontece nesta quarta-feira (06). O debate ocorrerá no plenário da Câmara Municipal a partir das 13 horas, no auditório Prestes Maia - 1° andar, e é aberto à população.

O projeto de lei 97/17 é de autoria dos vereadores Abou Anni - PV,  Mario Covas Neto - PSDB e Reginaldo Trípoli - PV, "Proíbe a fabricação, a comercialização, o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifícios, assim como de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no Município de São Paulo, e dá outras providências" e foi apresentado em 22/02/17.

De acordo com o projeto original, fica proibido a fabricação, a comercialização, o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifícios, assim como de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso em todo o território do Município de São Paulo. O descumprimento ao disposto na lei acarretará ao infrator a imposição de multa na monta de R$ 2.000,00 (dois mil reais), valor que será dobrado na primeira reincidência e quadruplicado a partir da segunda reincidência.

Infelizmente o referido projeto sofreu uma alteração, em 04/10/17, na COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO - CCJ, onde recebeu da relatora, Janaína Lima – NOVO, um substitutivo que diminui as multas aplicadas, além de retirar a proibição que o projeto continha para a fabricação e comercialização de fogos de artifício.

O medo de fogos de artifício é uma fobia muito comum nos cães. Os fogos são responsáveis por acidentes dos mais variados tipos, principalmente com cães. Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é muito mais acurada que a humana ,segundo pesquisas . Devido a ocorrência dos fogos de artifício, os cães latem em desespero e até, enforcam-se nas correntes. Podem sofre mutilações, no desespero de fugir atravessando grades e portões. O gatos têm taquicardia, salivação, tremores, medo de morrer,e escondem-se em locais minúsculos, alguns fogem para nunca mais serem encontrados. Muitos animais podem sofrer paradas cardiorrespiratórias, convulsões e ter diversos problemas que podem os levar à morte. 

Mas, as vítimas não são só os animais domesticados. Os animais silvestres e selvagens, que vivem soltos na natureza também sofrem , em silêncio, já que quase ninguém percebe ou vê a ação nociva que um rojão pode causar numa localidade de mata. Tanto o clarão, como a explosão dos fogos e bombas, os mata do coração ou por estresse. Ao tentar fugir ficam desorientados e, principalmente as aves, batem em obstáculos. Em pesquisa ,já foi comprovado que um sabiá leva três dias para voltar a cantar após um espetáculo pirotécnico . As aves e outros animais mudam seus comportamentos, alterando a rotina e, muitas vezes, provocando sua migração e também a alteração de seu ciclo reprodutor. E o pior, os levando à morte.

Os fogos de artifícios e rojões prejudicam todos tipos de animais e a natureza em geral, mutila e mata pessoas, causam problemas psicológicos, poluição sonora e incêndios!

Para além da carne fraca



A exploração e o uso de animais na alimentação humana extrapola qualquer explicação aparentemente óbvia sobre saciedade ou necessidade básica a determinada ingestão de calorias ou porcentagem x de proteínas diárias. Mais do que justificar um hábito alimentar em virtude da tradição, da cultura ou do corriqueiro costume por manter um paladar viciado em gordura animal, o fato é que comer carne (músculos, nervos, gorduras e vísceras de cadáveres de animais abatidos) em nossa sociedade transformou-se num verdadeiro dogma inatacável e intransponível. Ai daqueles que ousam atravessar o caminho do bife até o prato ou do hambúrguer de marca famosa!

O fato é que a operação Carne Fraca da Polícia Federal, revelando esquemas fraudulentos para escamotear a qualidade de uma carne imprópria para consumo, trouxe a tona não somente a vulnerabilidade de um sistema que não garante em sua totalidade e integralidade os padrões sanitários exigidos por lei, como também serviu para demonstrar o quanto nossa sociedade é refém de si mesma ao cultivar uma dieta equivocadamente centrada em produtos de origem animal. Mas, é necessário manter o dogma de comer carne a qualquer custo, ainda que a preocupação com a saúde fique restrita ao episódio momentâneo repercutido pela mídia. Nenhuma fala lembrando a obesidade que atinge mais de metade da população brasileira entre adultos e crianças, e suas consequências em termos de diabetes, colesterol, pressão alta e doenças cardiovasculares, e que entre outras causas estão associadas ao excessivo consumo calórico de gorduras e de proteína animal. Nenhuma fala lembrando o relatório divulgado em 2015 pela OMS – Organização Mundial da Saúde colocando as carnes vermelhas processadas na lista nº1 de alimentos carcinogênicos.

Muito se fala dos prejuízos econômicos, já que o Brasil lidera as exportações de carne bovina no mundo, porém ninguém fala do custo ambiental imensurável provocado pelas queimadas e pelo desmatamento, sobretudo na floresta Amazônica, para abertura de novas áreas de pastagem e criação de gado ou de cultivos de cereais para ração animal; dos gases estufa e das alterações climáticas; dos 15 mil litros de água desperdiçados para a produção de 1 kg de carne bovina, da contaminação do solo e dos recursos hídricos por esterco, pesticidas e fármacos.

Por fim é preciso lembrar dos 70 bilhões de seres sencientes abatidos violentamente e precocemente todos os anos pela indústria da morte, ou da carne. Aliás, a expressão “carne” é de um eufemismo tamanho que só perde em hipocrisia para “empresa fabricante de proteína”!

MÁRCIO LINCK

O valor da vida - Por Ricardo Luiz Capuano



Quem disse que você vale mais do que eu? Quem disse que sua vida é mais importante que a minha? Quem… Você disse? Você acha isso?

Você pode se achar melhor do que eu, em cima de seu púlpito de vaidade e orgulho pode bradar aos quatro ventos que você, e os seus, são superiores e valem mais do que os outros, como fizeram os nazistas e os escravagistas. Enquanto tiveres o poder, podes impor suas ideias preconceituosas e vaidosas, mas tudo é passageiro, como o nazismo caiu por terra sua hora também chegará!

A “Lei Aurea” um dia irá nos alcançar e teremos nossas vidas consideradas tão importantes como a tua. Não nos negarão mais uma alma, não nos negarão a inteligência, as emoções e a capacidade de sentir a dor, o medo e o amor. Dia chegará que serás obrigado a nós respeitar pela pena da lei, pelo medo da degradação pública.

E nesse dia, mesmo que tiveres essas ideias de superioridade que invadem seu ego, terás que engoli-las em seco e mantê-las dentro de tua alma maldita e preconceituosa sem poder expressa-las sem cair no ridículo.
Se me feres eu não sangro como você? Se me bates não quebras meu ossos? Não vês em meus olhos, na hora da morte o medo e o terror? Então o que te faz melhor do que eu?

Preocupastes com sua família, assim como eu me preocupo com os meus, procuro educa-los e ensinar a melhor maneira de viver nesse mundo como fazes com seus filhos. Quando pequenos dou-lhes comida e abrigo os protejo em um lar, que por mais simples em comparação, não deixa de ser tão amoroso como o seu.

Se somos tão iguais, por que se acha no direito de assassinar os meus de persegui-los e matar minha família, meus amigos… e pior… Ainda fazes chacota de minha tristeza, humilha-me com palavras de uma obscenidade sem par, porque violas o que existe de mais sagrado, minha alma, minha vida e minha hereditariedade! E se não bastasse, desgraçado que és, dai rizada daqueles que nos defendem, nos entendem e respeitam, chamando –os de loucos quando na verdade estes só são realistas.

Gargalhadas de bufão que um dia se tornarão em lagrimas merecidas! Porque se existe um Deus,( mesmo que deformastes sua imagem para que parecesse com ti) e se Ele é justo, pagará com lagrimas de sangue cada dor e sofrimento que causaste.

Um dia seu poder acabará e todos os reprimidos serão libertos! Todos que foram encarcerados injustamente perseguidos, violentados e mortos para satisfação de seu desejo estarão ao seu redor para cobrar a justiça!

Nesse dias olharás para mim com vergonha e em lagrimas pela força do entendimento e da moral e pedirás de joelhos perdão e EU LHE PERDOAREI, POIS EU SIM….SOU MELHOR QUE VOCÊ!

Ass: Filomena – A Galinha Autor: Verter Gheister

Breve reflexão sobre o especismo para o Dia Mundial Vegano


Tenho constatado com preocupação a crescente onda de veganos se autoproclamando "antiespecistas". 

Por que isso seria preocupante? 

Porque me parece um princípio equivocado sobre o qual apoiar a nossa causa.

Explico-me:

Em primeiro lugar, uma questão mais histórica e conceitual, esse antiespecismo me remete, negativamente, à tendência pós-moderna de reduzir todos os conflitos sociais a formas de discriminação: sexismo, racismo, classismo, heteronormativismo, e assim por diante. Historicamente, isso se deu pela constatação de que o modelo marxista de explicar as injustiças e desigualdades a partir da luta de classes se mostrou limitado. Mas esse esforço resultou na construção de uma categoria muito abstrata de “opressão” que, em vez de partir da realidade concreta da exploração material, condicionou-a a uma forma de discriminação ou preconceito prévio, que a legitima. Apenas um dos muitos problemas dessa visão de mundo é que essa forma de pensamento idealista tem muitas poucas evidências em seu favor. Geralmente a ideologia surge para justificar um estado de coisas, e não o contrário.

Outro problema dessa obsessão com o especismo é uma questão muito prática que, me parece, está diretamente relacionada com essa interpretação idealista e simplista do fenômeno.

Abolir o especismo, por si mesmo, não enseja nem o veganismo nem a liberdade animal. Há muitas formas de sermos antiespecistas. Podemos ser antiespecistas que não reconhecemos direitos a nenhum animal, inclusive o animal humano. Podemos ser antiespecistas que não reconhecemos a dignidade inerente de nenhum indivíduo, inclusive o indivíduo humano. Filosofias ambientalistas ecocêntricas demonstram isso com muita eloquência. A “ética da terra” de Aldo Leopold sustenta que, pelo bem maior da preservação ambiental, todos os indivíduos podem ser sacrificados. Um mundo antiespecista, portanto, pode muito bem ser um mundo em que todos os indivíduos sencientes sejam igualmente descartáveis. O fascismo, portanto, pode ser antiespecista.

Não podemos escapar do estabelecimento de uma hierarquia de valores quando nos deparamos com as questões fundamentais da ética e da política: o que constitui uma boa vida?; qual o fundamento da justiça?; qual a melhor forma de organizar a sociedade? E, tão somente a partir da reflexão até aqui exposta, parece bastante claro que há um princípio mais fundamental sobre o qual se ancora a causa animal: o respeito pela vida e a dignidade individual do ser senciente.

O ativismo político de modo geral tenta responder a essas perguntas com um princípio básico, supremo. Para os liberais, será a liberdade. Para os socialistas, a igualdade. Percebo que para os veganos tem sido o especismo.

Já passou da hora de romper com esse simplismo conceitual. Não existe ideal supremo, conceito mágico aglutinante, que nos ofereça todas as respostas. Se queremos efetivamente responder às grandes questões éticas e políticas, precisamos pensar, de forma pluralista, num conjunto de valores.

Sim, somos antiespecistas, mas não somos só isso, e existem valores superiores, aos quais nos comprometemos antes de sermos antiespecistas. São os valores que pautam nosso antiespecismo.

Somos antiespecistas porque somos contra a violência e a exploração a que submetemos os animais. Somos antiespecistas porque nos comprometemos com a sua liberdade, desejamos que eles sejam moralmente iguais a nós, que nossos princípios de justiça seja estendidos a ele, e porque desejamos que suas vidas e interesses fundamentais sejam respeitados. E desejamos isso não a nenhuma categoria abstrata de animal ou espécie, mas a todos os indivíduos sencientes.

Antiespecismo nem de longe dá conta de denominar ou fundamentar estes princípios e nossos objetivos. Abolicionismo e animalismo são conceitos muito melhores e eu não entendo bem porque o primeiro tem caído em desuso e o segundo nem sequer foi suficientemente elaborado.

Parece-me que as pessoas se preocupam com a apropriação espúria que bem-estaristas têm feito do abolicionismo, assim como já fizeram com veganismo e direitos animais. Entretanto, essa atitude reativa não resolve o problema. Todo conceito é imperfeito, pelos motivos já expostos, e o antiespecismo me parece particularmente vulnerável. E se, em vez de opor resistência aos oportunistas, ficarmos inventando novos conceitos toda vez que eles tentarem se apropriar de nossa causa, nós mesmos jamais teremos uma identidade própria.

Denominar aquilo que queremos é sempre mais construtivo e mais abrangente do que denominar aquilo a que nos opomos.

Nesse sentido, e como eu o percebo, o animalismo se pauta nos seguintes princípios fundamentais:

– Dignidade individual
– Liberdade
– Igualdade

Para que estes princípios prosperem, devemos abolir a exploração, a escravidão animal. Somos abolicionistas.

Essa exploração é legitimada por uma ideologia especista, e por isso somos antiespecistas.

E o primeiro passo para efetivar a abolição e trazer para o mundo concreto esses princípios que professamos no mundo das ideias é adotar o veganismo.

BRUNO MÜLLER