Defensores dos animais fazem manifestação nacional contra Rodeios e Vaquejadas



No próximo dia 27 de Novembro de 2016 (domingo), a partir das 11h00, em frente ao MASP (Avenida Paulista, 1578- Capital) e, simultaneamente, em diversas cidades brasileiras, acontecerá  uma manifestação contra a crueldade animal, organizada por defensores dos animais.

Senadores e deputados federais apresentaram uma PEC (Projeto de Emenda a Constituição) para estabelecer que não se consideram cruéis as manifestações culturais definidas na Constituição e registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, ou seja, Rodeios e Vaquejadas. Com o nome de “CRUELDADE NUNCA MAIS”, a manifestação pretende chamar a atenção de toda a população sobre retrocesso iminente e o perigo que isso representa para a defesa dos animais no país.

Situação atual:

  •      O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar uma lei do Ceará, que regulamentava a vaquejada, tradição nordestina na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo pela cauda, por julgar a prática inconstitucional, submetendo os animais à crueldade.
  •    Com a aprovação, e possível sanção, do PLC 24/16, que eleva rodeios e vaquejadas à condição de patrimônio cultural imaterial, e a posterior aprovação da PEC, abre-se um precedente para que não apenas a vaquejada, mas também rinhas e farras do boi, que foram consideradas práticas cruéis pelo STF, sejam novamente autorizadas e constitucionalmente protegidas.


Representantes de ONGs e protetores de animais independentes, de várias cidades brasileiras, se uniram e definiram as diretrizes da manifestação – http://www.somoscontravaquejada.com/


Além de defensores, ONGs, coletivos e simpatizantes, o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Federal de Medicina Veterinária se posicionaram favoráveis à decisão do STF: "De acordo com a Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do CFMV, o gesto brusco de tracionar violentamente o animal pelo rabo pode causar luxação das vértebras, ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos, estabelecendo lesões traumáticas com o comprometimento, inclusive, da medula espinhal. O impedimento de fuga de uma ameaça exacerba reações límbicas de ansiedade, medo e desespero. Ainda que o sofrimento físico pudesse ser evitado, a exposição de um animal a uma situação tida por toda a história evolutiva de sua espécie, como a mais grave ameaça à vida, negando ao indivíduo a possibilidade de fuga e acumulando o desconforto visual e auditivo, confirma o sofrimento emocional a que os bovinos são expostos em uma vaquejada”, afirma o parecer do CFMV. http://portal.cfmv.gov.br/portal/noticia/index/id/4876


Reinvidicações do movimento de defesa animal:

  •      Repudio à aprovação PEC 50/16, bem como a outros projetos de lei, que tenham por objetivo alterar a Constituição Federal a fim de autorizar ou regulamentara realização de Vaquejadas e Rodeios, sob qualquer argumentação.


Para cadastrar sua cidade e organizar a manifestação

  • Envie email para: movimentocnm@gmail.com

Serviço:
MANIFESTAÇÃO “CRUELDADE NUNCA MAIS”
Data: 27 de Novembro de 2016 (domingo)
Horário: 11H00
Percurso: Os manifestantes sairão em passeata pela Avenida Paulista, em sua extensão
Local:
·   São Paulo – em frente ao MASP, Avenida Paulista, 1578;
·   e em mais diversas cidades por todo o país http://www.somoscontravaquejada.com/


Crianças buscam heróis da causa animal


No último sábado (29/10), Nina Rosa esteve presente em uma feira escolar temática organizada anualmente pelo Colégio Objetivo de Alphaville, em que os alunos elaboram um trabalho sobre o assunto proposto e decoram e tomam conta de um estande.
O tema do encontro cultural deste ano foi “Heróis”, e cada turma elegia uma personalidade que admirasse, das mais diversas áreas e épocas. Malala Yousafzai, Nelson Mandela, Alan Turing e Ayrton Senna foram algumas das pessoas homenageadas, além de grupos musicais como Beatles e organizações como os Médicos sem Fronteiras.
Uma das turmas escolheu a causa animal e convidou Nina Rosa para ser a “Heroína Protetora dos Animais”. A professora Luciana Ribas, que também é mãe de uma das alunas da classe, afirma ter se surpreendido com o que conheceu, durante os dias de pesquisa, sobre o conteúdo e histórias do Instituto Nina Rosa.
“No site do INR e na internet, pesquisamos livros, curtas-metragens, seminários, veganismo, meio ambiente. Um tema leva a outro, trata-se de uma concepção de vida muito mais profunda do que imaginei quando escolheram o subtema ‘proteção animal’. Pensei que ficaria no resgate e cuidado animal, não que seja menos importante”, conta Luciana, referindo-se ao que descobriu sobre a variedade de assuntos dentro da causa animal.


Nina compareceu ao Objetivo de Alphaville levando material do Instituto para os professores envolvidos na organização do evento e para a biblioteca do colégio. Vegana, A Carne É FracaAprendendo a CuidarA EngrenagemFulaninhoO Poder e a Promessa da Educação HumanitáriaEntão Você Ama os AnimaisVida de CavaloGato como Ele ÉNão MatarásMaus-Tratos aos Animais e Violência contra as Pessoas, além de Implantando Alimentação Escolar Vegetariana Passo a Passo, da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), são os títulos que todos os alunos terão à disposição, ampliando seus conhecimentos sobre a causa animal.

“A ideia do tema foi muito inspirada. Estimular as crianças a buscarem alguém que elas admirem e fazê-las se concentrar no assunto e se aprofundarem durante os meses de pesquisa deve ter sido bastante inspirador e até curativo para elas neste momento em que vivemos, de grande falta de referências positivas no País”, diz Nina Rosa.
A Sociedade Vegana também esteve representada em um estande no encontro cultural. Que a causa animal seja cada vez mais difundida entre as crianças!




A importância de chocar sempre!



O documentário que me transformou para sempre chama-se Terráqueos um filme com uma belíssima trilha sonora, muita beleza e reflexão.

Ele foi o responsável por uma das decisões mais importantes da minha vida, que foi me tornar vegana.

Eu assisti este filme enquanto via pessoas com mais idade que eu – portanto mais responsabilidade, pensei – saindo da sala nos primeiros minutos, com ar de indignação, pena, covardia. Pois trata-se de algo que cada um de nós em algum momento fomentou, compactuou, pagou para que acontecesse.

Pois é, estas pessoas, quase todos nós, passam a vida inteira se alimentando de cadáveres, usando-os como objetos de decoração, sugando seus recursos como se fossem de propriedade humana, bancando sua exploração nos mais diversos níveis, mas na hora de algo que apenas mostra a realidade, o sujeito que até então se considerava adulto e até dono de si, não consegue suportar?

Para muitos, não incomoda nada a violência, a sexualidade e mesmo a pornografia na TV ou ali na rua mesmo.
Mas porque será que a imagem do que você faz com os animais (sim você faz) é tão tocante assim?

Os animais vêem suportando dia após dia a tirania humana sobre eles. Esses documentários são apenas um espelho, de si mesmo, do que fazemos com essas criaturas, que pagam um preço muito alto por serem diferentes, por existirem.

As críticas que já ouvi, sempre giram em torno de uma condescendência babaca, “devemos respeitar o tempo de cada um”, “devemos ser doces e não ser ‘agressivos'” Nessa hora todo mundo acha que entende de publicidade, educação, divulgação. Só que não.

Esse tipo de material transforma pessoas a cada dia, e foi produzido por ativistas que, abdicaram do conforto de nada ver, de fechar os olhos, para enfrentar ao vivo o que hoje você assiste como algo distante ou até inexistente na cabeça de alguns. Mas essas cenas existiram, e houve alguém por trás da câmera vendo tudo.

Agora, o que considero mais importante, dentro da causa animal é que encontrei as pessoas que mais falam contra tais documentários e filmagens. Essas pessoas adoram dizer para todos com ar de superioridade ou de entendimento que tal filme é “muito forte”, “terrível”, e quando há postagens sobre, nunca faltam avisos mais como se quem assistisse fosse perder a identidade, morrer, no final.

Só que esse tipo de publicidade negativa apenas afasta as pessoas, o público que queremos que entre em contato com a origem do que enfia na boca. Sim, essa carne que está no prato é um ser que estava vivo e sofreu para morrer e você vai sim elaborar isso, saber disso, pois é culpado por esse assassinato. Comer cadáveres e se alimentar de seus restos (ovo, leite, peles) é errado pois esse corpo é de um ser que não lhe pertence em hipótese alguma.

Eu passei esse documentários para praticamente todas as turmas que fui professora, entre meus alunos haviam adultos, adolescentes e até crianças (filhos de alunos que porventura estavam juntos) e todos apreciaram o filme. Ele tem cenas fortes, tem. Mas podemos enfrentar com serenidade tais cenas, de alguma forma somos responsáveis por elas existirem.

E se você se considera um grande ativista, vegano a tantos séculos e acha que não precisa ver documentários desse porte, lamento lhe dizer: talvez precise sim.

Um dos motivos básicos para vê-los é para fortalecer o nosso princípio, o veganismo, para lembrar sempre do porquê somos veganos.

Conheço algumas pessoas que deixaram de ser veganas por ter enfraquecido suas bases filosóficas, e creio que ao ver Terráqueos, Não Matarás, ou outros mais recentes e até melhores, qualquer ser com um mínimo de conduta ética reforçará sua decisão e não terá recaídas. Também há aqueles “veganos” que ao longo dos anos começam a relativizar o uso de animais, o que considero mais abjeto. Conheço alguns com esse discurso.

É meu amigo, o especismo está entranhado até os ossos dessa espécie.

Cada vez que assisti novamente o Terráqueos, pois passava para minhas turmas de alunos, eu lembrava do porquê sou vegana a mais de dez anos e isso me faz melhor, com mais capacidade de argumentar contra a ignorância.

Ver documentários também é uma forma de obter informações, visto que pouca gente é adepta da leitura aqui no país. Os filmes tem boas fontes e os ativistas podem se instrumentalizar com os vídeos, além das leituras.

O veganismo é uma decisão ética e o motivo de sermos veganos deve ser sempre os animais. É um outro, distante ou não de nossa realidade, que se beneficiará com isso, esta é uma causa que não nos traz benefícios diretos, uma causa que pertence aos animais.

Assista ao documentário Terráqueos aqui.

Quando as tradições devem ser quebradas


Uma das poucas notícias positivas desse maio de 2016 veio da Ilha de Paquetá, no Rio: os 31 cavalos usados para passeios de charrete na ilha foram substituídos por carros elétricos. Pelo o que li no G1, os animais, que sofriam maus-tratos e viviam em péssimas condições, serão levados para uma fazenda em Guaratiba.
Apesar da boa notícia, teve gente que reclamou. “É tradição na ilha”, disseram uns. “Gera empregos”, comentaram outros.
Nada disso justifica a exploração desses cavalos. Os carros elétricos permitirão que essas pessoas continuem trabalhando e tradição nenhuma tem justificativa se ela carrega sofrimento ou segregação.
Era tradição mulher não ter direito ao voto. Ainda é tradição, em mais de 20 países africanos, circuncidar meninas. Era tradição queimar hereges na fogueira. Era costume escravizar negros (e tachar abolicionistas de loucos). Ainda é tradição dar meninas para casamentos precoces e forçados.
Tradição? Ou crime contra os direitos humanos? Mas é aquela história, né? Se ainda hoje é difícil falar de direitos humanos, imagina de direitos animais.
Quando se trata de identificar e não financiar a exploração dos bichos, muitas pessoas optam pela indiferença e pelo comodismo. É mais fácil ir junto com a corrente, acreditando que tradições vêm na frente de qualquer animal de tração, do que ser aquela pessoa do contra. Mesmo sabendo que os motivos do “contra” têm como base o respeito à vida.
Mais broxante do que isso é saber que mesmo pessoas com acesso à informação escolhem a cegueira.
Durante um passeio, uma amiga questionou por que eu queria pegar um daquelas bicicletas-táxi, se duas horas antes eu havia comentado o quanto é ultrapassado passear de charrete, puxada por cavalo. “Cavalo não pode, mas ser humano sim?”, me perguntou ela. Sim, amiga, pode, porque o ciclista do bike táxi ESCOLHE fazer esse trabalho e recebe por isso. Ninguém amarra a bunda dele na bicicleta e o chicoteia pra pedalar mais rápido.
Isso é tão óbvio para mim quanto é automático para muitos pais assinarem a autorização para aquela excursão do filho ao zoológico, junto com a escola. Costumes como esses são tão “normais” que nem nos questionamos sobre onde e como esses animais deveriam estar.
A verdade é que nenhum animal, em nenhum lugar do mundo, deve estar dentro de grades, gaiolas, tanques com água, amarrado ou sendo espancado. Se seu filho não pode ver de perto um leão, uma girafa ou um rinoceronte no seu habitat natural, um motivo tem e a gente sabe qual é.
Quer muito que seu filho conheça de perto animais selvagens? Talvez seja mais educativo mostrar à criança um vídeo do canal National Geographic ou então propor à escola um passeio aos santuários, como o Rancho dos Gnomos, na Grande São Paulo, que acolhe animais selvagens (vindos de situações de maus-tratos, como circos) e promovem ações educativas para crianças e adultos.
Por isso, pense, questione antes de se entregar à primeira atração envolvendo animais, vendida como tradição ou algo divertido. Na dúvida, lembre-se:
Passeio turístico de charrete em Nova York, Viena ou Florença?
Exploração e sofrimento dos cavalos.
Passeio de bike táxi?
Diversão. 
Tourada espanhola?
Exploração e morte gratuita de touros.
Tradição espanhola dos Castells?Garantia de diversão, muitos “uaus” e “owwws”. Castells é tradição na Catalunha e consiste em fazer construções humanas semelhantes a castelos. Clique aqui para ver um breve vídeo sobre essa competição que reúne as pessoas da comunidade e exige muito trabalho de equipe. Link do vídeo.
Parque aquático americano ou aquário municipal?
Exploração e prisão de animais marinhos.
Passeio de barco para observação de baleias?
Emocionante!
Mergulho na mar para observação de peixes?
Emoção em dose dupla! 
Prender passarinho na gaiola?
Coisa de gente sem cérebro.
Observação de pássaros na natureza?
Coisa de gente inteligente. 
Circo com animais no Brasil ou na Rússia?
Exploração, prisão e muito sofrimento de elefantes, tigres, leões, macacos e ursos.
Safári na África?
Legal e caro. 
Documentários sobre animais selvagens no National Geographic?
Interessante e barato.
Zoológico em qualquer lugar do mundo?
Exploração e prisão de animais selvagens.
Visita a um santuário de animais?
O primeiro passo em direção à mudança de paradigmas.

Alimentação vegetariana é possível e saudável para crianças



N​o começo deste mês, foi notícia nos jornais italianos a história de uma criança de 1 ano que pesava como um bebê de 3 meses porque, segundos as manchetes, “os pais impuseram ao filho uma dieta vegana rígida” – do que seria composta essa dieta rígida nenhum jornalista explicou. Depois de receber cuidados e passar por uma cirurgia, devido a um problema congênito no coração, a criança, que vive aqui em Milão, está bem e seguirá para adoção, pois os pais perderam sua guarda.
Tudo nesta notícia me deixa triste: a desnutrição da criança, a falta de bom senso dos pais e, principalmente, a manipulação dos jornalistas. Sim, é verdade que a criança estava desnutrida e que isso é gravíssimo. Porém, a culpada nessa história é a ignorância deste casal – não o veganismo, como as manchetes em má-fé deixaram subentendido.
Tão curioso quanto esse apego da grande mídia em condenar o veganismo sempre que os editores veem uma brecha, é o fato de poucos canais de notícias destacarem com títulão a obesidade infantil. Esse sim um problema real em forte crescimento – a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica diz que 1 a cada 3 crianças de 5 a 9 anos no Brasil está com excesso de peso. É muita coisa!
Leio essa decisão editorial da seguinte maneira: já é normal a criança ser obesa, ter diabetes e colesterol alto porque está sedentária na frente do videogame, comendo açúcar, carboidrato e proteína animal além da conta. Mas uma criança ser vegetariana, mesmo que seu crescimento e peso estejam normais… Ai ai ai. Aí não pode, não dá, é injusto, não é normal, com certeza a criança ficará doente, os pais são fanáticos etc etc.
É verdade que não tenho filho, mas sei que o vegetarianismo infantil é saudável porque tenho um exemplo em família. Meu sobrinho, João Pedro, que completa 6 anos esse mês, é vegetariano desde a gestação. Foram poucas as vezes que ouvi Bia, minha irmã, dizer que ele estava doente ou meio jururu. João é forte, seu crescimento está dentro do esperado, ele tem bastante energia e, principalmente, uma mãe que se preocupa bastante com sua alimentação e sua saúde.
Mas não tem jeito. Alimentação vegetariana para crianças é um tema que sempre vai gerar polêmica. Foi por isso que resolvi confirmar com a pediatra Dra. Laura Ohana, do Rio de Janeiro, se o que vejo em João Pedro é possível para outras crianças.
Samira Menezes: A alimentação vegetariana é saudável para crianças?
Dra. Laura Ohana: A alimentação vegetariana balanceada na infância não somente é possível, como também pode trazer alguns benefícios à saúde porque reduzem o risco de algumas doenças da vida adulta que costumam ter início na infância, como obesidade e diabetes.
Crianças veganas têm uma ingestão menor de gordura total, gordura saturada e colesterol do que crianças onívoras, além de um maior consumo de frutas, vegetais e grãos integrais.
Com escolhas alimentares corretas, crianças vegetarianas apresentam crescimento e desenvolvimento adequados. Aliás, o vegetarianismo é colocado como opção alimentar na infância por sociedades internacionais importantes, como Academia Americana de Pediatria, Sociedade Pediátrica Canadense e Academia de Nutrição e Dietética. 
Samira Menezes: A quais nutrientes os pais de crianças vegetarianas devem ficar atentos?
L.O.: Toda vez em que retiramos alguns alimentos habituais da dieta, devemos atentar para a ingestão adequada de alguns nutrientes.
Um ponto principal é observar se as calorias necessárias ao crescimento e desenvolvimento da criança estão sendo ofertados.
Frequentemente, crianças se sentem facilmente saciadas, o que faz com que nem todas as porções oferecidas sejam aceitas conforme o planejamento inicial. Assim, os pais devem atentar para a oferta de alimentos com boa densidade calórica é importante, de forma que na alimentação da criança vegetariana, todos os grupos alimentares estejam presentes.
Também é importante incluir fontes de ferro, zinco e gorduras essenciais, como ômega-3. Uma forma segura de garantir o ômega-3 é acrescentar linhaça ou chia ou mesmo os seus óleos prensados a frio à dieta da criança.
Samira Menezes: Onde os pais encontram ferro e zinco?
L.O.:O ferro e o zinco estão presente principalmente em feijões, vegetais verde escuros, cereais integrais e castanhas, porém, a sua baixa biodisponibilidade faz com que sejam necessários alguns cuidados para ajudar na melhor absorção desses nutrientes. Como, por exemplo:
  • Deixar os feijões de molho de um dia para o outro, e desprezar esta água antes do cozimento, ajuda na redução do ácido fítico que é um fator que atrapalha a absorção do ferro.
  • Incluir alimentos rico em vitamina C, como frutas, ajuda na melhora da absorção do ferro.
  • Evitar consumo de leites ou outros alimentos ricos em cálcio junto ao almoço ou jantar também viabiliza maior eficácia do ferro ingerido.
Além disso, é importante ressaltar que toda criança até os 2 anos de idade, sendo onívoros ou vegetarianos, deve suplementar ferro prescrito pelo pediatra, sendo essa uma recomendação oficial da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Samira Menezes: E a proteína?
L.O.: A ingestão de proteínas e aminoácidos em níveis adequados é facilmente atingida na alimentação de crianças vegetarianas. As proteínas podem ser encontradas em boas quantidades em alimentos como os feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha, grão de soja e seus derivados como o tofu, o leite de soja, além das castanhas.
Samira Menezes: Qual deve ser a base da alimentação da criança vegetariana?
L.O.: A base da alimentação devem ser os feijões (ricos em proteínas) e os cereais (fontes de energia).
Samira Menezes: O veganismo para crianças não levará à deficiência de cálcio?
L.O.: Não, se os pais de crianças veganas ficarem atentos à ingestão de cálcio.
Esse mineral é encontrado no leite materno, em feijões, castanhas, vegetais verde-escuros (devendo-se priorizar o consumo daqueles que são pobres em oxalato, como brócolis e couve), algumas sementes, como gergelim e chia, e em leites vegetais fortificados.
Além disso, veganas ou não, as crianças devem tomar sol diariamente para garantir uma boa produção de vitamina D.
Entretanto, devido aos baixos níveis de vitamina D na população em geral, a Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza o uso de suplemento de vitamina D para todas as crianças a partir da 1ª semana de vida, prescrita por um profissional de saúde.
Samira Menezes: E como fazer com a vitamina B12, que só pode ser encontrada no reino animal?
L.O.: Esse nutriente pode ser adquirido de alimentos fortificados na indústria ou, de forma ainda melhor, com suplementação prescrita por profissional de saúde. Essencial no desenvolvimento do sistema nervoso, a B12 é fortemente recomendada para crianças vegetarianas
ANDA

Doze considerações sobre um vegano



O conceito pré-formado, que chamamos de (pré) conceito, é um grande muralha. Bloqueamos o caminho que nos levaria a conhecer outras pessoas com suas razões e lógicas. Seria tão bom somente ouvi-las sem a necessidade de se armar intelectualmente para rebater cada linha que não seja igual a nossa. De onde veio tamanha chatice? Parece que nossas ideias são tão frágeis que temos que evitar, por receio, as ideias do outro. Somos também, altamente, sugestionados pela aparência alheia. Outra muralha. Dependendo de como a pessoa se apresenta, já nos fechamos, como se sua “capa” infectasse sua palavra.

Gostamos daquilo que já conhecemos. Apesar da plasticidade de nosso cérebro, os neurônios tendem a refinar caminhos já escolhidos. É mais econômico. Socialmente é assim que funciona também. Quando mudamos algo já estabelecido, o que mais encontramos são pessoas nos desestimulando: “Mexe com isso não! Sempre foi assim!” Invocam a tradição, a cultura, a religião etc. Quer saber? Considero esses “desestimuladores ambulantes” indispensáveis. Eles ou elas é que irão testar se a mudança que estamos querendo é forte ou não. Os comentários contrários ao que nós pensamos é que nos dão a medida: conseguimos justificar nossa decisão ou posição? Só precisamos ser honestos. Questiono, pois tenho genuíno interesse, e não para ser o chato da hora. Sem as barreiras de contenção da tradição, da cultura, da religião, da família, intuo que as grandes e pequenas causas perderiam as tensões que lhes concedem impulsão e força para crescer.

Digo tudo isso, pois vivi essas experiências quando comecei a aproximar da proposta vegan. E olhe que já tinha mais de 40 anos! Ainda assim, parecia um corpo estranho ameaçando a normalidade da paz mundial! Pensando nisso, resolvi facilitar as coisas e abordar doze pontos que irá ajudá-lo a entender melhor o seu familiar ou amigo que é ou será vegano.

1- O vegano é, em sua essência, um abolicionista. Ele tem como primeira motivação e convicção o dever ético em relação aos animais e defende seus direitos: a vida, a integridade física e a liberdade. Para além da alimentação, há um boicote a todo tipo de negócio, atividade, roupa ou entretimento que utilize animal como meio, mercadoria, atração ou ingrediente.

2- O vegano é alguém do bem, da paz e da não violência. A existência de um vegan só traz benefícios e impactos positivos na vida dos animais, das pessoas e do planeta. Então, ao invés de desestimular, incentive!

3- O termo inglês Vegan foi criado em 1944 por Donald Watson (faleceu em 2005). Não é a mesma coisa que vegetariano, que, normalmente, tem motivações ligadas à saúde. Entretanto, muitos vegetarianos estão na transição para o veganismo. Eu mesma levei três anos nessa mudança.

4- Vegan não é ser “natureba”. Em relação à alimentação, a única restrição que a própria pessoa se impõe, é não ingerir nada de origem animal. No mais vale tudo. Há vegano que adora Coca, Chips e batata frita (aqui em casa tenho um desses); outros, somente comem alimento integral, orgânicos, crus etc.

5- Vegan come muitas coisas. Não se trata de dieta restritiva, ao contrário, é bem expansiva. Engloba alimentos de todas as cores (do branco ao verde escuro), texturas e sabores. Restritivo é o cardápio que nos é oferecido. Tudo com carne, leite e ovo. Até a alface tem queijo escondidinho! Um vegano é incentivado a diversificar, a provar alimentos e ler rótulos. Aliás, vegano é um leitor de rótulos.

6- Veganismo não é religião e nem dieta, é um modo de viver. Um vegan pode ser católico, protestante, budista, ateu ou espírita.

7- Um vegano precisa cuidar da vitamina B12 (encontrada nos produtos de origem animal). A B12 presente em algas e alimentos fermentados é diferente da que necessitamos para o nosso metabolismo. Apesar de muitos alimentos industrializados virem enriquecidos, não é bom descuidar. Mas é simples demais!

8- Vegano não necessariamente “adora gatinhos e cachorrinhos”. A relação extrapola essa seleção e amplia para todos os animais ao reconhecer o direito dentro da sua especificidade, naquilo que a natureza inscreveu em seus corpos. Quem era defensor da abolição da escravatura dos negros não necessariamente os amava. Consideravam errado escravidão e ponto final.

9- Ser vegano não é ser magro e fraco. Se você sempre foi, como é o meu caso, é provável que continue sendo. Comendo de tudo e com uma boa orientação, você ganha disposição e saúde. Um dos homens mais fortes do mundo é vegano. É atleta de força strongman e se chama Patrik Baboumian. Detentor do título de “O homem mais forte da Alemanha”. Enorme! Então, nada de rótulos!

10- Vegan não é hippie ou maconheiro, apesar de que pode ser tudo isso ou fazer o tipo extremo oposto. Sou uma senhora de 54 anos, casada há 33 anos e mãe de dois filhos. Como se pode perceber, não faço o tipo doidona. Olhe o preconceito!

11- Comida vegan é cara? Depende. Você encontra tudo o que precisa no sacolão, ou então pode comprar um produto específico industrializado, importado ou mesmo um queijo vegan da Superbom por 30 reais a peça. Tudo é uma questão de mercado (e de grana). Quanto mais pessoas demandarem produtos vegan, mais “o mercado” vai entender que vale a pena investir, produzir mais e abaixar os preços.

12- Vegano não se preocupa apenas com os animais enquanto há tantas crianças abandonadas ou coisas do gênero! Muitos veganos são sensíveis a várias causas simultaneamente. Antes de falar, pense: qual é a sua bandeira? O que você faz por alguém ou por alguma causa? Que ótimo! Parabéns. Vamos seguir juntos melhorando as condições de vida para todos os seres que vivem e que querem viver.

Como Surgiu O Veganismo?



Quem inventou o termo veganismo foi o ativista pacífico denominado Donald Watson que ficou famoso depois não apenas de cunhar como também em viver com esse estilo de vida. No ano de 2010 se estivesse vivo teria completado um século de idade.

Começo do Veganismo: Donald Watson

Tudo começou com um debate entre vegetarianos no início do século XX quando se colocou em pauta a questão ética de consumir alimentos derivados do leite, visto que de forma teoria consiste de derivação animal, assim como os ovos das galinhas, por exemplo. Watson não pestanejou em condenar os vegetarianos que faziam o consumo. Não se por ignorar o fato de que a sua opinião era menor entre os participantes do encontro. O próprio movimento que pune consumo de carne impôs opinião contrária e representou a grande barreia na época em que Donald estava vivo.
A história aponta que mesmo com o movimento vegetariano o veganista não mudou o seu estilo de vida em não consumir alimentos com lactose, o que fazer aumentar também o número de adeptos à sua filosofia. De forma prática, Donald mantinha esse estilo de vida. De acordo com grande parte dos especialistas foi ele o primeiro a cunhar o termo “veganismo”.

Vegan Society: 1962 London

Quase meio século se passou e aumento de forma mínima o número de veganistas no mundo. Porém, seis vegetarianos que não consumia laticínio resolveram ampliar os ideais de Donald e por consequência realizar projeto para lançar uma revista que se tratava de forma específica sobre o assunto, denominada Revista Vegan. No mesmo ano foi fundada a Vegan Society no sentido de promover ao mundo o ideal vegetariano e por consequência o ato influenciou inúmeras pessoas a abolir carne ou alimentos produzidos por animais, o que representa o suprassumo do vegetarianismo.
Em termos práticos, apesar de o veganismo ser corrente que ainda nos dias atuais conta com menor número de adeptos do que onívoros e vegetarianos, o movimento representa exemplo sobre como a criatividade pode romper barreiras em defesa de ideais. A Vegan Society representa tendência que ganha respeito do mundo com o tempo, visto que o exemplo prático consiste no aumento da produção de alimentos do gênero por causa do crescimento de demanda em nível global. 

Conceito Básico da Vegan Society

Na época da inquisição existia grande parte da força de trabalho escrava e o cenário social trazia pessoas queimadas em público apenas por causa da suspeita de serem bruxas. Nos dias atuais esse tipo de pensamento consiste uma vergonha e horror, de forma principal entre as grandes potências do mundo que possuem a macha na história dentro ou fora dos territórios (colonização com inquisição).
De fato, de acordo com palavras colhidas no site oficial, em termos de conceito a Sociedade Vegan acredita de forma cristalina que no futuro o consumo de carne ou produtos provindos dos mesmos também vai representar o mesmo tipo de vergonha e macha do passado. Não se pode ignorar o fato de que a defesa da fauna acontece também por conta de trabalhos forçados, lazer e experimentos que são realizados com animais.
Na prática o veganismo enxerga de ótica negativa não apenas o consumo como o uso de animais de forma escravagista. Interessante notar que esse tipo de pensamento representa forma suprema em termos de evolução ética de forma principal ao que tange à economia profunda que igualiza homens e animais no mesmo patamar.
Em termos gerais existem obstáculos colossais para que esse tipo de pensamento ganhe maior número de adeptos ao ponto de poder público declarar o fato como norma constitucional, o que para pensadores contrários à causa representa espécie de utopia ao levar em conta que desde os primórdios os homens se alimentam da fauna e produções dos animais. De qualquer maneira, ao movimento veganista a esperança consiste no último elemento que morre e de alguma forma esse aspecto pode se tornar realidade, de forma principal ao levar em conta os problemas que existem em termos de desmatamento e forma mundial.
Aos veganistas existe o pensamento que com a ajuda de cada membro da sociedade esse fato pode se tornar realidade do tipo mundial. A decisão é simplificada, basta fazer a escolha e seguir o ideal à própria purificação do espírito. Donald Watson foi o inventor da tendência e na primeira década do século XX não era levado a sério por próprios companheiros do vegetarianismo. Porém, como a vida de todos os gênios, morre o homem e fica a fama, visto que o seu legado tem respeito máximo entre partes dos integrantes da sociedade. O sonho de Donald era encontrar um mundo veganista? Será que essa será a realidade algum dia?

Veganismo Na Ficção?

Com a tendência de desmatamento e queda na oferta de carne a tendência veganista pode virar realidade. Exemplo interessante em termos de filmes de ficção se encontra em Times Machine (Máquina do Tempo), da década de 1960, quando o protagonista viaja ao futuro e encontra um mundo na superfície veganista que não se alimentava de carne ou produtos de animais. Porém, a sociedade não vivia de forma harmoniosa e os homens do subterrâneo comiam a carne de seres-humanos da superfície. Com o exemplo da metragem se pode dizer que em dado momento no futuro da história existem duas opções: Virar veganista ou praticas canibalismo!

Opiniões Contrárias Ao Veganismo?

Não se pode ignorar o fato que entre as opiniões contrárias estão os produtores de pecuárias que possuem mercado que apenas aumenta em termos de valores por causa de aumento na demanda e queda na oferta. Elites oligárquicas que estão no poder há anos pressionam o governo não apenas a aumentar o preço de mercado como também em não apoiar vegetarianos que não consomem produtos provindos dos animais. Inclusive médicos e nutricionistas são pagos para contraindicar essa forma de vegetarianismo.

Alimento A Base de Luz

De forma prática, especialistas apontam que depois do veganismo a forma suprema de vegetarianismo se encontra nas pessoas que apenas se alimentam de luz solar e por vezes deixam inclusive de consumir água.
Artigo Escrito por Renato Duarte Plantier