Juiz entende que cão não é objeto e remete disputa por animal para Vara de família em Joinville (SC)



Ao entender que animais merecem tratamento jurídico diferente do destinado a objetos, o juiz Leandro Katscharowski Aguiar, titular da 7ª Vara Cível da comarca de Joinville, remeteu à Vara da Família o processo de disputa de um casal recém-separada por sua cadelinha, chamada Linda.

“Penso que a questão de fundo versa, necessariamente, sobre a declaração, ainda que incidental, da guarda do animal, cuja discussão, por sua vez, envolve o direito de família”, disse o magistrado na decisão, descrita no site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

O juiz considerou “mais do que justo” que os magistrados das varas da Família avaliem a questão, uma vez que são “muito mais sensíveis às agruras do dos conflitos familiares”.

“Quem sabe se, valendo da concepção, ainda restrita ao campo acadêmico, mas que timidamente começa aparecer na jurisprudência , que considera os animais, em especial mamíferos e aves, seres sencientes, dotados de de certa consciência”, finalizou.

Fonte: Notícias do Dia

Nada fofo - vídeo sobre a indústria de filhotes





A ONG brasileira PEA fez um vídeo sensacional para denunciar a indústria de maus-tratos por trás da venda de animais de estimação. Leia no blogue: http://goo.gl/tgjRKK

OLHAR ANIMAL ABRE INSCRIÇÕES PARA A 1ª ARTEVISTA - ARTE EM DEFESA DOS ANIMAIS

Ilustração: Dana Ellyn | http://danaellyn.com/
Estão abertas as inscrições para a '1ª Artevista - Arte em Defesa dos Animais | Desenho e Pintura', promovida pela ONG Olhar Animal. O objetivo é estimular o respeito aos interesses dos animais não humanos e a ação em defesa desses seres, incentivando crianças e adolescentes a expressar, pela via artística, sua sensibilidade e consciência sobre o assunto.
O tema da primeira edição da Artevista é "Animal não é comida", abordando uma das situações que maiores danos causa aos animais e que está presente no cotidiano da maioria das famílias em todo o mundo.
O prazo para inscrições é até 15 de setembro de 2016.
Tema da 1ª Artevista
ANIMAL NÃO É COMIDA
Quem pode participar
Crianças e adolescentes residentes no Brasil e em outros países de língua portuguesa, nas categorias abaixo:
  • 4 a 10 anos de idade
  • 11 a 16 anos de idade
Os professores estão convidados a desenvolver o tema em suas escolas, junto a seus alunos.
Como participar
A inscrição poderá ser feita pelos autores, por seus pais ou tutores, ou ainda por seus professores.
Cada criança ou adolescente poderá inscrever quantos desenhos desejar, enviando Formulário de Inscrição separadamente para cada obra.
Os desenhos deverão ser de autoria própria do inscritoinéditos feitos à mão livre sobre papel no formato A4 (210 mm X 297 mm), com gramatura compatível com a técnica escolhida.
Não será permitida nenhuma forma de identificação do(a) autor(a) no trabalho inscrito. A identificação do(a) autor(a) deverá ser feita em separado, no Formulário de Inscrição.
A inscrição é gratuita e individual. Não serão aceitos trabalhos que tenham mais de um(a) autor(a) ou em nome de pessoas jurídicas.
Os desenhos deverão ser digitalizados e enviados em alta definição com outras informações por meio do formulário. Para acessá-lo, clique no botão ao final desta página.
A inscrição será confirmada apenas após a checagem das condições da imagem digitalizada recebida e do envio do número de inscrição ao participante. Caso não receba nossa mensagem de confirmação com o número de sua inscrição, entre em contato conosco clicando aqui.
Seleção
Serão selecionados como finalistas até 10 (dez) desenhos de cada um dos dois grupos etários.
A escolha dos finalistas será feita por uma Comissão Julgadora formada por pessoas convidadas pela ONG Olhar Animal.
Os autores dos desenhos finalistas serão comunicados por e-mail e deverão enviar o original de suas artes pelos Correios para o endereço que será oportunamente indicado pela ONG Olhar Animal.
Critérios de avaliação
Os desenhos serão avaliados levando-se em consideração os seguintes critérios:
  • adequação ao tema 'Animal não é comida';
  • originalidade;
  • estética;
  • atendimento aos requisitos do presente regulamento.
Comissão Julgadora
Será formada por ativistas da causa animal, artistas, educadores e por outras pessoas que os organizadores da Artevista entenderem como aptas para avaliar as obras. Em breve divulgaremos os nomes dos membros da Comissão Julgadora.
Durante o período de apreciação e avaliação, a Comissão Julgadora não terá acesso aos dados pessoais dos participantes. A decisão da Comissão Julgadora na avaliação dos desenhos é soberana e irrecorrível. A Comissão Julgadora reserva-se o direito de não selecionar qualquer dos trabalhos se considerar que os objetivos da Artevista não foram atendidos.
Premiação
Os autores dos desenhos finalistas receberão o 'Certificado de Finalista' da 1ª Artevista, que será enviado a cada um via Correios. Caso o tema tenha sido desenvolvido por professor junto a um grupo de alunos, o professor e a instituição de ensino receberão o 'Certificado de Participação', independentemente da classificação das obras de seus alunos entre as finalistas.
Os demais prêmios disponíveis serão sorteados pela ONG Olhar Animal entre os autores finalistas de cada grupo etário, cabendo no máximo um desses prêmios a cada autor. Os prêmios disponíveis até o momento são:
  • 5 assinaturas digitais da Revista dos Vegetarianos, válidas por 1 ano (para finalistas do grupo de 11 a 16 anos, do Brasil ou de qualquer outro país de idioma português);
  • 1 cesta 'Baú de Delícias', com produtos da confeitaria Vovó Vegana (para finalista do grupo de 4 a 10 anos, mas apenas para os residentes na cidade de São Paulo, Brasil - a cesta será entregue no endereço indicado pelo autor ou responsável).
Novos prêmios poderão ser acrescentados até o fim do prazo de inscrição na 1ª Artevista, à medida que a ONG Olhar Animal receber doações dos produtos ou serviços para este fim ou de recursos para adquiri-los.
Todos os desenhos e pinturas inscritos e pré-selecionados ficarão expostos no site da ONG Olhar Animal (www.olharanimal.org), com destaque para os 10 finalistas de cada grupo etário.
Quer ajudar na realização da Artevista? Veja como.
Qualquer pessoa que queira incentivar a realização da Artevista pode colaborar da seguinte maneira:
Doação de prêmios
Produtos e serviços podem ser doados para premiar os autores finalistas. Se a doação for feita por uma empresa, incluiremos o logotipo em "Apoios", na página de inscrição. Se por pessoa física, seu nome constará na lista de "Apoios".
Doação em dinheiro
Pretendemos arrecadar o suficiente para a aquisição de prêmios (e respectivos envios) para os autores finalistas, caso as doações de produtos e serviços não sejam suficientes para a premiação de todos. E também para fazer frente às despesas com a confecção dos certificados. Os prêmios a serem adquiridos serão definidos em função da disponibilidade de recursos, de forma que o maior número de autores finalistas seja premiado. 
Havendo interesse em doar produtos, serviços ou valores em dinheiro, entre em contato conosco CLICANDO AQUI.
Cronograma
Inscrições: até 15 de setembro de 2016
Doação de prêmios por apoiadores: até 15 de setembro de 2016
Divulgação dos desenhos finalistas: 04 de outubro de 2016, Dia Mundial dos Animais
Entrega dos prêmios aos autores finalistas: a partir de 05 de outubro de 2016
Disposições finais
Fica reservado à ONG Olhar Animal o direito de divulgar e de expor os desenhos dos participantes da 1ª Artevista, bem como utilizar as obras para a confecção de material de promoção de edições futuras da Artevista, sem qualquer ônus para a ONG.
A inscrição, independentemente de qualquer outro documento, significa plena aceitação, pelo(a) participante ou por seu (sua) representante / responsável, dos termos deste regulamento.
O presente regulamento poderá ser alterado e/ou os prêmio suspensos ou cancelados, sem aviso prévio, por qualquer motivo imprevisto que esteja fora do controle da ONG Olhar Animal, e que comprometa a atividade de forma a impedir ou modificar substancialmente a condução desta como originalmente previsto.
Questões não previstas no presente regulamento serão avaliadas pelos organizadores e solucionadas ao exclusivo critério destes, não cabendo qualquer espécie de recurso em relação a suas decisões.

O perigo do consumo de ovos para a saúde humana



Veja abaixo algumas evidências de como os ovos são perigosos para a saúde humana:

Bomba de colesterol

Um ovo tem em média 210 miligramas de colesterol – o mesmo que um pacote de manteiga. E embora seja verdade que o colesterol da dieta não tem muito efeito sobre os níveis de colesterol no sangue (aumenta em cerca de 10% ), não é por esta razão que são perigosos.

Os efeitos pró-inflamatórios e oxidativos do colesterol na dieta demonstrou-se que foram produzidos no LDL. Este, por sua vez, pode danificar o endotélio (revestimento dentro de nossas artérias) e aumentar os efeitos cardiovasculares. Outro estudo recente descobriu que o consumo frequente de ovos pode ser tão ruim quanto fumar quando se trata de placas de gordura nas artérias.

Risco de câncer

Apesar de o consumo de ovos e o risco de câncer não ter sido estudado tão completamente quanto o consumo de carne e produtos lácteos e como estes se relacionam com o risco de câncer, a evidência mais convincente aponta que o consumo de ovos aumenta o risco de câncer colorretal e cancer da bexiga.

De acordo com o PCRM, um estudo de caso-controle realizado na Argentina descobriu que as pessoas que consomem cerca de 1 e 1/2 ovos por semana tinham quase 5 vezes o risco de câncer colorretal em comparação com indivíduos que consomem menos de 11 ovos por ano. E a Organização Mundial de Saúde analisou dados de 34 países e concluiu que o consumo de ovos foi significativamente e positivamente correlacionado com a mortalidade por câncer do cólon e reto em homens e mulheres. O consumo moderado de ovos também triplicou o risco de desenvolver câncer da bexiga, como determinado por um estudo de caso-controle feito com 130 pacientes com câncer de bexiga recém-diagnosticados, publicado no International Urology and Nephrology.

Envenenamento por Salmonella

A associação entre Salmonelose e consumo de ovos crus ou mal cozidos é inquestionável e reconhecida em todo mundo como um importante problema de saúde pública, incluindo no Brasil. A Salmonella é a principal causa de doenças relacionadas com morte de origem alimentar nos Estados Unidos. Mesmo se você for infectado mas não morrer de salmonela, os sintomas são bastante desagradáveis.

O consumo de um ovo por dia pode encurtar sua vida

Um estudo da Harvard Physicians Health, que acompanhou 20.000 médicos durante mais de vinte anos descobriu que os médicos que consumiram pelo menos um ovo por dia tinham um risco significativamente maior de mortalidade por todas as causas, o que sugere essencialmente que consumir mesmo que apenas um ovo por dia está associado à uma vida útil mais curta.

Com informações de PCRM e Breaking Muscle
Agora que você já conhece os motivos de saúde para não consumir ovos, saiba os motivos éticos para exclui-los de sua alimentação.

“Abate humanitário” é historinha pra boi dormir, por Andréa Vegana


Com o perdão do trocadilho no título deste post, é incrível como ainda tem gente que acredita no termo “abate humanitário”. Devem ser as mesmas pessoas que professam aos quatro ventos sobre a importância de galinhas serem “criadas soltas”.

Vamos aos fatos. Em matadouros não considerados humanitários, os animais são mortos com golpes de marretas ou com tiros de espingardas em ambientes geralmente insalubres. E nos considerados humanitários, de acordo com o Sérgio Greif, por exemplo, há um conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão mortos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico. Mas veja bem, e ele acerta em cheio nesse ponto: termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que ao final vamos matá-lo de alguma forma”. O ato de matar o animal em questão já neutraliza e nega qualquer possível ato humanitário dirigido a ele.

O que nos leva aos seguintes pontos:

– Não há necessidade de nos alimentarmos de animais. As pessoas o fazem porque querem. Comer carne e derivados é uma opção.

– Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel.

– Se o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça. (Na mosca de novo, Sergio Greiff!)

– Pecuaristas têm interesse no abate humanitário porque isso exime o consumidor da culpa por fazer o animal sofrer e isso o leva a continuar consumindo, o que reverte em lucro para eles, pecuaristas.

-Um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.

– Não há fiscalização suficiente no Brasil.

Aproximadamente 30% da carne brasileira é produzida sem fiscalização. Isso pode provocar uma série de doenças que podem matar, como a cisticercose, tuberculose, botulismo e toxoplasmose. A inspeção da carne é feita em apenas 17% dos municípios brasileiros.


Digamos então, que você não consuma carne, só derivados. Não há absolutamente nada de humanitário em manter vacas constantemente grávidas e separar seus filhotes logo após o nascimento. O processo de mantê-las grávidas, também não é nada natural. Na inseminação, uma pessoa (humana, pra deixar bem claro) enfia seu braço inteiro, sim eu disse BRAÇO INTEIRO, no reto da vaca para posicionar o útero dela e então enfia um instrumento pela vagina do pobre animal.

Bezerros machos não servem para a produção de leite, daí, então eles são encaminhados para a produção de vitela e viram baby beef, ou são enviados para leilões, onde serão vendidos e mortos apenas alguns dias depois de nascer. Os que vão virar bifinho macio sofrem uma castração cruel e são mortos depois de viver por 4 meses num jaula minúscula.

Depois de quatro a seis anos, as vacas leiteiras estão exaustas por terem sido forçadas a parir e produzir leite continuamente. Em liberdade, viveriam 25 anos ou mais.

Então, fica a pergunta: você acha que vale a pena torturar e matar animais para satisfazer o seu paladar? Se a resposta for afirmativa, não me venha dizer que o lacto-vegetarianismo é ético, que comer queijinho não afeta a vida dos animais, ou que você só consome animais criados soltos, ou que passaram por abate humanitário e que essa é “a maneira correta”. Não diga isso. Cale-se ou diga simplesmente que não se importa com a violência no mundo para que o seu apetite medieval esteja satisfeito.

E bons sonhos à noite.

Informe-se, faça a conexão. Não deixe que as grandes empresas envolvidas com a pecuária te enganem. Torne-se vegano o mais rápido possível e mostre que você se importa – na prática. Ajude a salvar vidas. Obrigada!

Fonte: Brazil Nut

A inteligência dos porcos



O respeito e a compaixão são importantes por uma questão ética e de sentimentos. Porém cada vez mais vamos percebendo, através de estudos ou pela simples convivência, que os animais não humanos são mais inteligentes do que costumávamos pensar. Para exemplificar, segue uma lista de comportamentos peculiares dos porcos:

– Porcos utilizam ferramentas
Um estudo realizado pelo professor Donald Broom na Universidade de Cambridge constatou que porcos conseguem utilizar espelhos para localizar alimentos que não estão diretamente visíveis. Apenas algumas outras espécies, como golfinhos, elefantes e chimpanzés, passaram no “teste do espelho”, entendendo que o que se vê são reflexos, e não imagens de uma janela.

– Porcos se divertem com videogame
Enquanto estava na Universidade Estadual da Pensilvânia, o Dr. Stanley Curtis descobriu que porcos são capazes de jogar jogos de vídeo controlados por joystick e são “capazes de representação abstrata”. Ele dizia que “há muito mais acontecendo com os porcos em termos de pensamento e observação do que podíamos imaginar.”

– Porcos identificam objetos
Dr. Curtis ensinou porcos a sentar e pular, além de buscarem objetos como bolas, halteres e frisbees. Mesmo após anos, os porcos ainda eram capazes de identificar tais objetos.

– Porcos têm ótima memória
Suzanne Held, que estuda as habilidades cognitivas de animais de criação da Universidade de Bristol, percebeu que os porcos se lembram de maneira brilhante onde os alimentos estão guardados e também conseguem discernir diferentes esconderijos de guloseimas por tamanho. Ela diz que esta habilidade está ligada a seu habitat natural, em que o alimento fica espalhado e os porcos precisam
procurá-lo.

– Porcos são espertos
Eles aprendem a seguir outros porcos para encontrar comida e até mesmo usar táticas evasivas para tentar jogar um porco seguimento fora da trilha, para que possam manter o seu tesouro para si mesmos.

– Porcos aprendem a regular a temperatura ambiente
Na Universidade de Illinois, Dr. Curtis identificou que não só os porcos têm preferências de temperatura, como também aprendem a ligar ou desligar o aquecedor de um celeiro se acharem que está muito quente.

– Porcos se limpam
Ao contrário do que diz a expressão popular, os porcos não suam, e portanto gostam de tomar banho em água ou lama para se refrescarem. Um guardião de porcos fez para eles um chuveiro, que eles aprenderam a ligar e desligar por si mesmos.

– Porcos podem salvar vidas
Um porquinho chamado Pru salvou a vida de sua guardiã, arrastando-a para fora de um pântano. A lista de porcos heróicos inclui também a Priscilla, que salvou um menino de afogamento; Spammy, cujos gritos levaram os bombeiros a resgatar seu amigo bezerro chamado Spot de um incêndio; Lulu, que fez sinal para um carro que passava para ajudar seu companheiro humano, que havia sofrido um ataque cardíaco; Tunia, que afugentou um invasor; e Mona, que segurou a perna de um suspeito em fuga até a chegada da polícia.

– Porcos são otimistas e curiosos
Em seu livro “The Whole Wog”, a naturalista Lyall Watson escreve: “Não sei de nenhum outro animal que seja mais consistentemente curioso, mais disposto a explorar novas experiências e mais preparado para enfrentar o mundo com tanto entusiasmo. Porcos, eu descobri, são otimistas incuráveis e se empolgam pelo simples fato de existirem.”

Fonte: Direitos Animais


Pelo fim dos zoológicos e aquários no mundo, por Dizy Ayala

Imagem: Divulgação. Marius tornou-se um ícone no apelo
pelo fim dos zoológicos. Foi morto em exibição pública em
um zoo da Dinamarca, em 2014, na presença de crianças,
apenas por não contar material genético importante
para pesquisa, segundo biólogos da instituição.
Todos os anos, animais são capturados, retirados de seu habitat e de seu grupo familiar. Muitas vezes bebês são separados de suas mães, para viver uma vida de clausura e privação.

Há uma intensa discussão quanto à importância dos zoológicos e aquários como unidades de preservação, entretanto, por própria definição, essas instituições existem com fins lucrativos e para tanto, precisam do valor dos ingressos de visitantes para se manter em funcionamento. Uma vez que os animais estão confinados em lugares estreitos e expostos à visitação já são vítimas de abuso. Estão sendo violados seus direitos à liberdade e privacidade. Em consequência disso, os animais ficam sujeitos a uma série de complicações para sua saúde física e mental. Um exemplo disso são as baleias do SeaWorld, que já nasciam com deformação na barbatana por conta do confinamento.

Do ponto de vista da preservação de espécies ameaçadas, também há controvérsias. Tendo em vista que animais em cativeiro têm dificuldade em se reproduzir, alguns indivíduos animais são expostos a sucessivas tentativas de reprodução por parte dos veterinários e biólogos, estressando a até mesmo adoecendo algumas dessas possíveis matrizes.
Retirar indivíduos de espécies ameaçadas de seu habitat natural sob o pretexto de protegê-los também prejudica os animais que permanecem na natureza, pois a diversidade genética diminui, comprometendo ainda mais a espécie.

Não há como argumentar que pelo cuidado com a alimentação, estejam sendo atendidos todos os requisitos quanto ao bem-estar animal, uma vez que estão sendo privados de exercer suas funções habituais como percorrer maiores espaços, refugiar-se e socializar.

Aliás, socializar é função primordial para manter o equilíbrio e boa saúde dos animais.

Muitas espécies vivem em grupos e muitas vezes esses grupos familiares não são respeitados quando frequentemente zoológicos ou aquários vendem ou enviam membros da família, em separado, para outras instituições, acabando por comprometer as relações familiares. É o que acontece, por exemplo, com muitos filhotes, que atraem visitantes e a atenção da mídia e, portanto, mais dinheiro. Entretanto, quando o animal cresce, ele pode ser vendido para outras unidades, circos ou até mesmo podem ser sacrificados.

Outro argumento que não se sustenta é o de cunho educativo. Zoológicos e aquários não cumprem essa função, muito antes pelo contrário, quando crianças são levadas a esses locais, elas se deparam com o sofrimento animal e acabam por acreditar que isso é normal e aceitável. Os pequenos devem ser estimulados a respeitar a vida em suas variadas formas e entender que espécies selvagens têm seu lugar na natureza e não no confinamento.


É certo que muitos animais são vitimados por acidentes, pelo tráfico ou por situação de maus-tratos e por isso não poderão mais ser inseridos em seu habitat natural e para acolhê-los é que se fazem necessários espaços que se aproximem ao máximo do ambiente natural desses animais, como nos santuários.

Os santuários são formados com a finalidade de acolher exatamente esse perfil de animais vitimados, jamais animais que sejam retirados da natureza para serem exibidos para fins comerciais. Eles cumprem com a missão de amparar e preservar!

No Brasil, dentre tantos abrigos heroicamente mantidos por recursos próprios, doações e trabalho de voluntários junto aos profissionais, dedicamos especial destaque ao primoroso trabalho do Rancho dos Gnomos, que há 18 anos vem acolhendo inúmeros animais da fauna silvestre, animais vitimados pelos maus-tratos em circos, com uma reserva para felinos de grande porte e também animais de fazenda.


* Dizy Ayala é formada em Publicidade e propaganda, e Ativista vegana pelos Direitos Animais.


Fonte: Ação pelos direitos animais