Direcionando a luz para o próprio prato


Agropecuária não é sinônimo de produção de carnes. Ela não esconde para debaixo do tapete a produção de leites e de ovos, quem faz isso são os ambientalistas e muita gente que se diz vegetariana e se locupleta com o que é expropriado das fêmeas avinas e bovinas.

Para mostrar a causa da falta de água, ambientalistas põem um banner gigante sobre uma área desmatada, com os dizeres: “A falta de água começa aqui”.
Acho sempre curioso como os ambientalistas jogam para bem longe do seu prato animalizado a causa da falta de água. Que tal todos eles pararem de ingerir queijos, iogurtes, manteiga, ghee, leites animais, bifes e omeletes? Que tal toda gente parar de só citar “a carne” quando fala do desmatamento e quando se refere à pecuária? Agropecuária não é sinônimo de produção de carnes. Ela não esconde para debaixo do tapete a produção de leites e de ovos, quem faz isso são os ambientalistas e muita gente que se diz vegetariana e se locupleta com o que é expropriado das fêmeas avinas e bovinas.
Proporcionalmente, o consumo de leite e derivados é mais devastador do planeta e causador [leia-se: causa a dor] no inferno ao qual as vacas e vitelos são jogados, do que a carne, mas ninguém quer falar disto, pois de ética ninguém quer falar. A corrupção moral sempre está nos outros, nunca na gente mesma.
O desmatamento, este do qual falam os ambientalistas, começa no prato de todos os onívoros e ovo-lacto-vegetarianos. É preciso trazer o banner escrito com os dizeres: “a falta de água começa aqui” para cobrir o prato de comida animalizada. Quem sabe, assim, os ambientalistas conseguem ajudar a desvelar as consciências indolentes e autoindulgentes?
Tragam o foco da luz para o lugar da perda; para iluminar atos e decisões dietéticas, em vez de procurar o objeto perdido onde há um poste de luz bem plantado, mas bem longe de nossa responsabilidade e escolhas dietéticas diárias. A Amazônia e o Cerrado devastados para atender à criação de animais para consumo humano estão espelhados todos os dias em todos os atos dietéticos nas grandes e pequenas cidades. Do pão com leite ao macarrão com ovos, sem esquecer dos churrascos e das pizzas quatro queijos. Aqui está a causa da falta de água no planeta. Ela não vai passar. A menos que adotemos a dieta abolicionista vegana.
ANDA - SÔNIA T. FELIPE

Indo além do ovolactovegetarianismo




O vídeo nº 16 do Canal Veganagente é uma mensagem de incentivo às pessoasprotovegetarianas para que percebam que também há problemas éticos em se consumir alimentos como laticínios, ovos e mel, mesmo quando a pessoa já deixou de comer carne. Ele foi inspirado nesse vídeo do vlog Uma Abelha, no qual a vlogueira declara ter parado de comer carne mas admitiu não ter dado ainda os passos seguintes rumo ao veganismo.

Meu vídeo mostra dados e fatos importantes sobre as violências inerentes à pecuária por trás da produção de leite e ovos. Também indica um link rico em informações sobre a violência da apicultura que fornece o mel. Complementa um vídeo de janeiro de 2013sobre escravidão e mortes na produção de leite e ovos.

Assista ao vídeo abaixo (ou direto no YouTube). Se você ainda é ovolacto, esse vídeo pode tocar você. Se já é vegetarianx (tendo abolido das refeições todos os alimentos de origem animal) ou vegan, convido você a compartilhá-lo para que pessoas que ainda não saíram do lacto, ovo ou ovolactovegetarianismo assistam e tomem conhecimento daquilo que possivelmente ainda não sabem.






Links referenciados no vídeo:

Links que ainda hoje (01/12/14) funcionam, na descrição do vídeo “Escravidão e mortes na produção de leite e ovos”:

O amor que transcende o sabor



por Vitor Esprega

Quando resolvi aderir a uma dieta vegetariana vegana, não imaginava o quanto isso poderia ser recompensador e divertido em minha vida! Que seria diferente eu já sabia, mas divertido, nem passou pela minha cabeça. Quando digo divertido, do latim divertere, “mudar de direção”, quero expressar o quanto me adaptei a essa nova realidade de forma leve e alegre, ao invés de rebelde e sofrida.

O veganismo é um estilo de vida que escolhe não consumir alimentos que contém ingredientes de origem animal, produtos que são testados em animais e serviços que explorem os animais. Se você quiser entender os motivos que me fizeram tomar esta decisão, recomendo assistir os documentários Terráqueos e A Carne é Fraca, encontrados facilmente no YouTube.

Mas o verdadeiro motivo pelo qual deixei de consumir produtos de origem animal foi o amor pelos animais! E, então, decidi que a vida deles era mais importante do que o prazer momentâneo do meu paladar.

Quando eu era criança, amava animais. Todo aniversário na hora de cortar o bolo e fazer um pedido, ainda não realizado, eu pedia um animalzinho de estimação! Eu também tinha livros e livros sobre animais e suas mais variadas espécies as quais eu lia e relia sem me cansar. Além disso, eu pedia ao meu pai desenhar animais e recortar para eu poder brincar com eles.

Quando criança eu queria ser zoólogo para poder cuidar dos animais e, quando meus pais me falaram que no Brasil “não tinha futuro” nessa área e ganhava-se pouco (não me pergunte como eles sabiam disso ou se foi por senso comum), pulei instantaneamente para a veterinária. Mas a vida urbana e os contatos com a sociedade vão nos deixando cada vez menos sensitivos e interessados pelo coletivo e acabei optando pela publicidade. Tudo bem, foi um caminho maravilhoso traçado até aqui!

Voltando ao período pós-adesão ao veganismo, a diversão começou na gôndola do supermercado, onde precisei, de início, ler os ingredientes de todos os produtos alimentícios industrializados, porque quase 90% deles leva leite ou ovo. O ovo é um dos meios (mais inconsequentes, diga-se de passagem) de dar liga aos alimentos e o leite é um dos fatores mais viciantes da indústria alimentícia. Aí você descobre que até no adoçante em pó vai leite!

Afinal, nada melhor do que ter uma sociedade viciada em produtos industrializados que contém caseína e beta casomorfina, que estasiam nosso cérebro para termos menos capacidade de discernimento, além de corantes e conservantes que destroem a vitamina B12 produzida naturalmente pelo nosso próprio corpo para gerar uma falsa dependência do consumo da carne para repor esses nutrientes. Mas enfim, não é meu intuito focar nessa parte nutricional neste artigo.

Bem, a diversão se estendeu na busca de novas opções e sabores nas receitas e restaurantes que não utilizam produtos de origem animal. E então agradeci por morar em São Paulo! Há uma variedade razoável de estabelecimentos que oferecem cardápio vegano total ou parcial e restaurantes ovo-lacto-vegetarianos (pessoas que se denominam vegetarianos, mas continuam consumindo derivados animais) que reservam uma parte de seu cardápio também para vegetarianos veganos. A criatividade na cozinha também conquista.

Minha noiva de início aderiu apenas ao ovo-lacto-vegetarianismo, mas, ao presenciar uma apresentação do Oberom, um palestrante que fala sobre veganismo e Yoga, onde teve contato com a realidade sobre o sacrifício dos bezerros para a produção do coalho do queijo e a aniquilação cruel de pintinhos machos por não serem de interesse da indústria dos ovos, ela também decidiu aderir ao estilo de vida.

Mas a parte mais divertida é a prática social. O filósofo alemão Schopenhauer, descreveu que, o ser humano ao se deparar com a verdade diante de uma de suas ilusões cotidianas, passa por três estados: ridicularização (ironias, piadas, descriminações), opressão violenta (verbal ou física) e, por último, aceitação (mesmo que não aderindo a verdade para si). E não é que ele estava certo? Percebi que muitas pessoas ao meu redor começaram a ridicularizar e brincar com a prática. Outros, mais respeitosos questionavam, curiosos, o porquê da transformação e não entendiam as questões dos derivados.

Com muito respeito, explicava a todos eles e tentei, nem sempre conseguindo, não ser chato ao expor todas as comprovações sobre os argumentos e justificativas embasadas nas falsas alegações da mídia, influenciada pela indústria alimentícia e farmacêutica, as quais eu também acreditava e me pautava.

Alguns entendiam e refletiam, mas voltavam para os prazeres da carne. Outros alteravam seu humor e faziam brincadeiras provocativas. Depois disso, por eu manter-me com base no amor e respeitar a todos aqueles que não concordaram com a minha opção, comecei a ganhar alguns mimos e paparicos. E chegou o momento da aceitação.

Minha mãe começou a fazer receitas sem procedência animal deliciosas e diferenciadas. Minha tia preparou bolos veganos em duas festas de aniversário. Um grande amigo meu preparou um jantar vegano em sua casa para que pudéssemos celebrar juntos. Meus amigos aceitaram que preparássemos receitas para compor nossos momentos de comemoração e alguns experimentaram os pratos e, em sua maioria, gostaram (quando não deixávamos o pão de alho sem queijo queimar na grelha! rss).

Quando você pensa que os desafios acabaram, vem mais um balde de pesquisas e investigações a serem feitas! Comemorava cada descoberta, sabendo que minhas atitudes daquele momento para frente contribuiriam para um mundo melhor! Cosméticos, produtos de limpeza, sabonetes, desodorantes, shampoos, pastas de dente, entre outras coisas, em sua maioria, são testados em animais!

Fui atrás então de informações para saber se era realmente necessário e, para minha surpresa, muitas grandes empresas nacionais e internacionais não realizam sequer algum tipo de teste em animais. Então porque a maioria das indústrias continua a praticar esta insanidade? E porque o governo permite isso? Quais são seus interesses? Perguntas que não têm respostas racionais.

Então, comecei a ir atrás de produtos sem crueldade para substituir aqueles que mantinham essas técnicas insensíveis de testes. Descobrindo até mesmo que havia um selo, que algumas marcas já estão aderindo, de “cruelty free”. É possível você também reduzir seu impacto a partir de agora, optando por consumir cosméticos, produtos de limpeza e de higiene não testados em animais, que podem ser encontrados nesta listagem da PEA – Projeto Esperança Animal.

Enfim, falei bastante sobre minha trajetória destes seis meses de veganismo e a diversão em me jogar em um universo tão novo! Mas e a recompensa? A recompensa é uma vida mais saudável fisicamente, mais equilibrada emocionalmente, mais coerente racionalmente e, espiritualmente, com propósito pautado no amor, respeito e compaixão pelos seres sencientes.

Gratidão e sinta-se abraçado(a)!

16 perguntas para introduzir você ao conhecimento sobre Direitos Animais



Antes de descer a lenha nos defensores dos Direitos Animais, pare e pense: por que eles defendem direitos para os animais não humanos?

Muitas pessoas de fora do veganismo e da defesa dos Direitos Animais vêm reagir com irritação raivosa quando se deparam com alguma notícia, por exemplo, de ações diretas contra pesquisas em animais não humanos ou protestos de veganos contra a pecuária e a indústria de alimentos de origem animal. Despejam comentários furiosos desqualificando quem defende os animais, muito embora desconheçam as razões de tais manifestações.
Vendo-se isso, precisamos refletir: qual é o sentido de opinar contra aquilo que não se conhece? Por que criticar aquilo cujas razões por que acontece o indivíduo não procura conhecer ou nem mesmo especular? Por que pessoas descem a lenha em quem defende os Direitos Animais sem ao menos saber por que essa defesa é empreendida?
Pensando-se nessas questões, vale fazer um pedido a quem está tentado a atacar os Direitos Animais e seus defensores a cada mobilização abolicionista: procure conhecer aquilo que critica e por que o objeto de sua crítica acontece ou existe.
Feita a recomendação, convide-se os nossos críticos a pesquisar para responder às seguintes perguntas:
1. Por que a população vegana e vegetariana por consciência está crescendo cada vez mais?
2. Por que há pessoas reivindicando direitos para os animais não humanos?
3. Por que tantas pessoas são contra o uso de animais em pesquisas científicas?
4. Por que tantas pessoas são contra o consumo de alimentos de origem animal?
5. Por que não há a mesma massa de pessoas reivindicando também direitos para plantas?
6. Os Direitos Animais têm fundamentação racional, mista de razão e emoção ou apenas emocional? Justifique.
7. Você acha absurdo o fato de haver pessoas reivindicando direitos para animais não humanos? Se sim, por quê?
8. Quais os fundamentos científicos e filosóficos da reivindicação de direitos para os animais? Eles fazem sentido? Por quê?
9. Qual os fundamentos ético-morais que nos permitem explorar e matar animais para fins como o de consumo?
10. O que diferencia essencialmente, fora a categoria de ser explorado (raça, espécie, sexo, orientação sexual etc.), a hierarquia moral especista das hierarquias racista, machista, homofóbica, transfóbica, capacitista, xenofóbica etc.?
11. A cadeia alimentar a que os humanos pertencem é inflexível ou pode ser flexibilizada com a substituição de determinados alimentos?
12. De onde os veganos obtêm seus nutrientes?
13. Vegetais são boas fontes de nutrientes?
14. Quais são os nutrientes que não são encontrados em lugar nenhum fora os alimentos de origem animal? Nomeie-os – não vale dizer, por exemplo, “alguns aminoácidos” ou “algumas vitaminas”.
15. Consumir carne, laticínios e ovos é um consumo sustentável? Por quê?
16. Por que não ser vegano?

VEGANAGENTE - Robson Fernando De Souza

Santuário de animais mortos e doentes é descoberto em Apodi




Além de três cemitérios com centenas de carcaças de todos os tipos há cerca de 500 cães, 200 gatos e ainda animais de médio e grande porte sofrendo maus tratos

Três cemitérios com centenas de carcaças de animais; aproximadamente 500 cachorros de diferentes raças, sexos e idades; cerca de 200 gatos, na mesma situação e ainda outros animais de médio e grande porte. Todos em situação de maus-tratos.

Foi isso o que agentes da Delegacia Especializada em Proteção ao Meio Ambiente (Deprema) e fiscais do Ibama descobriram na tarde desta segunda-feira (12) ao visitarem um local conhecido como “santuário”, na cidade de Apodi, a 380 quilômetros de Natal.

Também foram encontrados animais silvestres: um macaco prego, um tucano e alguns papagaios. E há outros dois detalhes que tornam a história mais complicada ainda. Um deles é que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) leva animais para este terreno.

O outro é que a comida dada aos animais não é adequada e há uma suspeita de que parte dela é feita com carcaças de outros animais. “É um negócio assim que ninguém imaginava. A comida é feita com restos de animais e restos de comida podre”, disse o delegado da Deprema, Márcio Delgado Varandas.

A descoberta só foi possível graças a uma denúncia feita ao vereador Sandro Pimentel (PSOL), da Câmara Municipal de Natal. Foi ele quem alertou a Deprema sobre a situação.

De acordo com o delegado, o responsável pelo terreno será autuado por maus-tratos, que não gera detenção; e crime ambiental. “Tem animais praticamente morrendo à míngua”, contou. O proprietário da área foi identificado como Eribaldo Gomes Nobre, 55 anos. Ele é conhecido como “Jesus”.

Além disso, o caso continuará sendo investigado para saber se ele recebe algum valor referente a convênios para, por exemplo, receber os animais encaminhados pela PRF ou por alguma prefeitura da região. De acordo com o delegado não há como dizer ainda há quanto tempo os animais estavam na situação encontrada, mas ele estima que isso aconteceria há pelo menos mais de um ano.

A descoberta só foi possível graças a uma denúncia feita ao vereador Sandro Pimentel (PSOL), da Câmara Municipal de Natal. Foi ele quem alertou a Deprema sobre a situação.

De acordo com o delegado, o responsável pelo terreno será autuado por maus-tratos, que não gera detenção; e crime ambiental. “Tem animais praticamente morrendo à míngua”, contou. O proprietário da área foi identificado como Eribaldo Gomes Nobre, 55 anos. Ele é conhecido como “Jesus”.


Além disso, o caso continuará sendo investigado para saber se ele recebe algum valor referente a convênios para, por exemplo, receber os animais encaminhados pela PRF ou por alguma prefeitura da região. De acordo com o delegado não há como dizer ainda há quanto tempo os animais estavam na situação encontrada, mas ele estima que isso aconteceria há pelo menos mais de um ano.

O delegado observou que o maior problema da situação é mesmo não ter para onde remover esses animais. O caminho seria começar a pressionar para que o proprietário melhore as condições de estrutura. O Ministério Público será comunicado dos problemas para também atuar no caso.

Local deveria se chamar “infernário”, diz vereador

Sandro Pimentel, o vereador que denunciou o problema às autoridades, disse que o caso era tão absurdo que ele não conseguiria descrever a situação encontrada em Apodi. “Isso aqui se chama ‘santuário’, mas deveria se chamar ‘infernário’”.

“Se eu quiser descrever eu não consigo. Há três cemitérios com milhares de carcaças de animais; mais de 500 cães misturados; cães morrendo com leishmaniose e outros contaminados com cinomose, que é uma virose. Vai contaminar os outros”, descreveu.

O vereador – que é deputado estadual eleito – disse que vai acionar a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) para fazer um trabalho no sentido de dar tratamento a esses animais e também de separá-los por sexo e por condição de saúde. “É um matadouro mesmo. De santuário não tem nada. Os animais de grande porte não têm comida”, afirmou.