O perigo do consumo de ovos para a saúde humana



Veja abaixo algumas evidências de como os ovos são perigosos para a saúde humana:

Bomba de colesterol

Um ovo tem em média 210 miligramas de colesterol – o mesmo que um pacote de manteiga. E embora seja verdade que o colesterol da dieta não tem muito efeito sobre os níveis de colesterol no sangue (aumenta em cerca de 10% ), não é por esta razão que são perigosos.

Os efeitos pró-inflamatórios e oxidativos do colesterol na dieta demonstrou-se que foram produzidos no LDL. Este, por sua vez, pode danificar o endotélio (revestimento dentro de nossas artérias) e aumentar os efeitos cardiovasculares. Outro estudo recente descobriu que o consumo frequente de ovos pode ser tão ruim quanto fumar quando se trata de placas de gordura nas artérias.

Risco de câncer

Apesar de o consumo de ovos e o risco de câncer não ter sido estudado tão completamente quanto o consumo de carne e produtos lácteos e como estes se relacionam com o risco de câncer, a evidência mais convincente aponta que o consumo de ovos aumenta o risco de câncer colorretal e cancer da bexiga.

De acordo com o PCRM, um estudo de caso-controle realizado na Argentina descobriu que as pessoas que consomem cerca de 1 e 1/2 ovos por semana tinham quase 5 vezes o risco de câncer colorretal em comparação com indivíduos que consomem menos de 11 ovos por ano. E a Organização Mundial de Saúde analisou dados de 34 países e concluiu que o consumo de ovos foi significativamente e positivamente correlacionado com a mortalidade por câncer do cólon e reto em homens e mulheres. O consumo moderado de ovos também triplicou o risco de desenvolver câncer da bexiga, como determinado por um estudo de caso-controle feito com 130 pacientes com câncer de bexiga recém-diagnosticados, publicado no International Urology and Nephrology.

Envenenamento por Salmonella

A associação entre Salmonelose e consumo de ovos crus ou mal cozidos é inquestionável e reconhecida em todo mundo como um importante problema de saúde pública, incluindo no Brasil. A Salmonella é a principal causa de doenças relacionadas com morte de origem alimentar nos Estados Unidos. Mesmo se você for infectado mas não morrer de salmonela, os sintomas são bastante desagradáveis.

O consumo de um ovo por dia pode encurtar sua vida

Um estudo da Harvard Physicians Health, que acompanhou 20.000 médicos durante mais de vinte anos descobriu que os médicos que consumiram pelo menos um ovo por dia tinham um risco significativamente maior de mortalidade por todas as causas, o que sugere essencialmente que consumir mesmo que apenas um ovo por dia está associado à uma vida útil mais curta.

Com informações de PCRM e Breaking Muscle
Agora que você já conhece os motivos de saúde para não consumir ovos, saiba os motivos éticos para exclui-los de sua alimentação.

“Abate humanitário” é historinha pra boi dormir, por Andréa Vegana


Com o perdão do trocadilho no título deste post, é incrível como ainda tem gente que acredita no termo “abate humanitário”. Devem ser as mesmas pessoas que professam aos quatro ventos sobre a importância de galinhas serem “criadas soltas”.

Vamos aos fatos. Em matadouros não considerados humanitários, os animais são mortos com golpes de marretas ou com tiros de espingardas em ambientes geralmente insalubres. E nos considerados humanitários, de acordo com o Sérgio Greif, por exemplo, há um conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão mortos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico. Mas veja bem, e ele acerta em cheio nesse ponto: termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que ao final vamos matá-lo de alguma forma”. O ato de matar o animal em questão já neutraliza e nega qualquer possível ato humanitário dirigido a ele.

O que nos leva aos seguintes pontos:

– Não há necessidade de nos alimentarmos de animais. As pessoas o fazem porque querem. Comer carne e derivados é uma opção.

– Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel.

– Se o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça. (Na mosca de novo, Sergio Greiff!)

– Pecuaristas têm interesse no abate humanitário porque isso exime o consumidor da culpa por fazer o animal sofrer e isso o leva a continuar consumindo, o que reverte em lucro para eles, pecuaristas.

-Um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.

– Não há fiscalização suficiente no Brasil.

Aproximadamente 30% da carne brasileira é produzida sem fiscalização. Isso pode provocar uma série de doenças que podem matar, como a cisticercose, tuberculose, botulismo e toxoplasmose. A inspeção da carne é feita em apenas 17% dos municípios brasileiros.


Digamos então, que você não consuma carne, só derivados. Não há absolutamente nada de humanitário em manter vacas constantemente grávidas e separar seus filhotes logo após o nascimento. O processo de mantê-las grávidas, também não é nada natural. Na inseminação, uma pessoa (humana, pra deixar bem claro) enfia seu braço inteiro, sim eu disse BRAÇO INTEIRO, no reto da vaca para posicionar o útero dela e então enfia um instrumento pela vagina do pobre animal.

Bezerros machos não servem para a produção de leite, daí, então eles são encaminhados para a produção de vitela e viram baby beef, ou são enviados para leilões, onde serão vendidos e mortos apenas alguns dias depois de nascer. Os que vão virar bifinho macio sofrem uma castração cruel e são mortos depois de viver por 4 meses num jaula minúscula.

Depois de quatro a seis anos, as vacas leiteiras estão exaustas por terem sido forçadas a parir e produzir leite continuamente. Em liberdade, viveriam 25 anos ou mais.

Então, fica a pergunta: você acha que vale a pena torturar e matar animais para satisfazer o seu paladar? Se a resposta for afirmativa, não me venha dizer que o lacto-vegetarianismo é ético, que comer queijinho não afeta a vida dos animais, ou que você só consome animais criados soltos, ou que passaram por abate humanitário e que essa é “a maneira correta”. Não diga isso. Cale-se ou diga simplesmente que não se importa com a violência no mundo para que o seu apetite medieval esteja satisfeito.

E bons sonhos à noite.

Informe-se, faça a conexão. Não deixe que as grandes empresas envolvidas com a pecuária te enganem. Torne-se vegano o mais rápido possível e mostre que você se importa – na prática. Ajude a salvar vidas. Obrigada!

Fonte: Brazil Nut

A inteligência dos porcos



O respeito e a compaixão são importantes por uma questão ética e de sentimentos. Porém cada vez mais vamos percebendo, através de estudos ou pela simples convivência, que os animais não humanos são mais inteligentes do que costumávamos pensar. Para exemplificar, segue uma lista de comportamentos peculiares dos porcos:

– Porcos utilizam ferramentas
Um estudo realizado pelo professor Donald Broom na Universidade de Cambridge constatou que porcos conseguem utilizar espelhos para localizar alimentos que não estão diretamente visíveis. Apenas algumas outras espécies, como golfinhos, elefantes e chimpanzés, passaram no “teste do espelho”, entendendo que o que se vê são reflexos, e não imagens de uma janela.

– Porcos se divertem com videogame
Enquanto estava na Universidade Estadual da Pensilvânia, o Dr. Stanley Curtis descobriu que porcos são capazes de jogar jogos de vídeo controlados por joystick e são “capazes de representação abstrata”. Ele dizia que “há muito mais acontecendo com os porcos em termos de pensamento e observação do que podíamos imaginar.”

– Porcos identificam objetos
Dr. Curtis ensinou porcos a sentar e pular, além de buscarem objetos como bolas, halteres e frisbees. Mesmo após anos, os porcos ainda eram capazes de identificar tais objetos.

– Porcos têm ótima memória
Suzanne Held, que estuda as habilidades cognitivas de animais de criação da Universidade de Bristol, percebeu que os porcos se lembram de maneira brilhante onde os alimentos estão guardados e também conseguem discernir diferentes esconderijos de guloseimas por tamanho. Ela diz que esta habilidade está ligada a seu habitat natural, em que o alimento fica espalhado e os porcos precisam
procurá-lo.

– Porcos são espertos
Eles aprendem a seguir outros porcos para encontrar comida e até mesmo usar táticas evasivas para tentar jogar um porco seguimento fora da trilha, para que possam manter o seu tesouro para si mesmos.

– Porcos aprendem a regular a temperatura ambiente
Na Universidade de Illinois, Dr. Curtis identificou que não só os porcos têm preferências de temperatura, como também aprendem a ligar ou desligar o aquecedor de um celeiro se acharem que está muito quente.

– Porcos se limpam
Ao contrário do que diz a expressão popular, os porcos não suam, e portanto gostam de tomar banho em água ou lama para se refrescarem. Um guardião de porcos fez para eles um chuveiro, que eles aprenderam a ligar e desligar por si mesmos.

– Porcos podem salvar vidas
Um porquinho chamado Pru salvou a vida de sua guardiã, arrastando-a para fora de um pântano. A lista de porcos heróicos inclui também a Priscilla, que salvou um menino de afogamento; Spammy, cujos gritos levaram os bombeiros a resgatar seu amigo bezerro chamado Spot de um incêndio; Lulu, que fez sinal para um carro que passava para ajudar seu companheiro humano, que havia sofrido um ataque cardíaco; Tunia, que afugentou um invasor; e Mona, que segurou a perna de um suspeito em fuga até a chegada da polícia.

– Porcos são otimistas e curiosos
Em seu livro “The Whole Wog”, a naturalista Lyall Watson escreve: “Não sei de nenhum outro animal que seja mais consistentemente curioso, mais disposto a explorar novas experiências e mais preparado para enfrentar o mundo com tanto entusiasmo. Porcos, eu descobri, são otimistas incuráveis e se empolgam pelo simples fato de existirem.”

Fonte: Direitos Animais


Pelo fim dos zoológicos e aquários no mundo, por Dizy Ayala

Imagem: Divulgação. Marius tornou-se um ícone no apelo
pelo fim dos zoológicos. Foi morto em exibição pública em
um zoo da Dinamarca, em 2014, na presença de crianças,
apenas por não contar material genético importante
para pesquisa, segundo biólogos da instituição.
Todos os anos, animais são capturados, retirados de seu habitat e de seu grupo familiar. Muitas vezes bebês são separados de suas mães, para viver uma vida de clausura e privação.

Há uma intensa discussão quanto à importância dos zoológicos e aquários como unidades de preservação, entretanto, por própria definição, essas instituições existem com fins lucrativos e para tanto, precisam do valor dos ingressos de visitantes para se manter em funcionamento. Uma vez que os animais estão confinados em lugares estreitos e expostos à visitação já são vítimas de abuso. Estão sendo violados seus direitos à liberdade e privacidade. Em consequência disso, os animais ficam sujeitos a uma série de complicações para sua saúde física e mental. Um exemplo disso são as baleias do SeaWorld, que já nasciam com deformação na barbatana por conta do confinamento.

Do ponto de vista da preservação de espécies ameaçadas, também há controvérsias. Tendo em vista que animais em cativeiro têm dificuldade em se reproduzir, alguns indivíduos animais são expostos a sucessivas tentativas de reprodução por parte dos veterinários e biólogos, estressando a até mesmo adoecendo algumas dessas possíveis matrizes.
Retirar indivíduos de espécies ameaçadas de seu habitat natural sob o pretexto de protegê-los também prejudica os animais que permanecem na natureza, pois a diversidade genética diminui, comprometendo ainda mais a espécie.

Não há como argumentar que pelo cuidado com a alimentação, estejam sendo atendidos todos os requisitos quanto ao bem-estar animal, uma vez que estão sendo privados de exercer suas funções habituais como percorrer maiores espaços, refugiar-se e socializar.

Aliás, socializar é função primordial para manter o equilíbrio e boa saúde dos animais.

Muitas espécies vivem em grupos e muitas vezes esses grupos familiares não são respeitados quando frequentemente zoológicos ou aquários vendem ou enviam membros da família, em separado, para outras instituições, acabando por comprometer as relações familiares. É o que acontece, por exemplo, com muitos filhotes, que atraem visitantes e a atenção da mídia e, portanto, mais dinheiro. Entretanto, quando o animal cresce, ele pode ser vendido para outras unidades, circos ou até mesmo podem ser sacrificados.

Outro argumento que não se sustenta é o de cunho educativo. Zoológicos e aquários não cumprem essa função, muito antes pelo contrário, quando crianças são levadas a esses locais, elas se deparam com o sofrimento animal e acabam por acreditar que isso é normal e aceitável. Os pequenos devem ser estimulados a respeitar a vida em suas variadas formas e entender que espécies selvagens têm seu lugar na natureza e não no confinamento.


É certo que muitos animais são vitimados por acidentes, pelo tráfico ou por situação de maus-tratos e por isso não poderão mais ser inseridos em seu habitat natural e para acolhê-los é que se fazem necessários espaços que se aproximem ao máximo do ambiente natural desses animais, como nos santuários.

Os santuários são formados com a finalidade de acolher exatamente esse perfil de animais vitimados, jamais animais que sejam retirados da natureza para serem exibidos para fins comerciais. Eles cumprem com a missão de amparar e preservar!

No Brasil, dentre tantos abrigos heroicamente mantidos por recursos próprios, doações e trabalho de voluntários junto aos profissionais, dedicamos especial destaque ao primoroso trabalho do Rancho dos Gnomos, que há 18 anos vem acolhendo inúmeros animais da fauna silvestre, animais vitimados pelos maus-tratos em circos, com uma reserva para felinos de grande porte e também animais de fazenda.


* Dizy Ayala é formada em Publicidade e propaganda, e Ativista vegana pelos Direitos Animais.


Fonte: Ação pelos direitos animais

Eficiência na proteção animal



Texto da Veterinária Marlene Nascimento*

A eficiência de uma pessoa que trabalha na causa animal não deve ser medida pelo número de animais que esta pessoa possui ou que recolheu, cuidou, esterilizou e doou. Mas sim pelo número de pessoas que ela conseguiu fazer com que tomasse esta atitude.

Muitas pessoas se julgam protetoras porque salvaram, doaram ou adotaram algumas dezenas de animais que estão em suas casas ou foram doadas. Essa atitude é válida e merece nossa consideração. São poucos os seres humanos que doam seu tempo e seu dinheiro para salvar uma vida. Menos ainda quando se trata de um animal em situação de rua, que são considerados por muitos como uma ameaça à saúde pública.

Por outro lado, ao nos sensibilizarmos com o sofrimento de um animal, devemos tomar o cuidado com a atitude de querer salvar todos os animais do mundo, criar uma culpa interna e perpetuar atitudes de tomar o lugar dos outros.

Exemplos práticos, simples e reais


– Toda vez que seus amigos encontram um problema com animais, o que é que eles fazem? Ligam rapidamente para você, relatam o caso e você sai correndo para ajudá-los.

– Toda a vez que algum amigo “precisa” se desfazer de um animal, você fica “doido(a)” procurando um novo dono para o animal antes que ele o jogue na rua.

– Sempre que algum conhecido deixa sua cadela ter uma cria, você é a pessoa contatada para ajudar nas doações. E, muitas vezes, até paga a esterilização da cadela.

– Quando um animal adoece, de quem seus amigos lembram?

– Quando acontece uma tragédia com animais, qual a pessoa que todos vão lembrar de ligar para relatar, nos mínimos detalhes, o acontecido dizendo: “Lembrei de você!”

Quantos animais são abandonados na porta de sua casa?


Parabéns! Você realmente é uma pessoa solidária, tem muitos amigos e, com certeza, cada vez mais você terá pessoas que vão lembrar de você.

E você?


E a sua vida, como está? Sua conta bancaria, como anda? Como você dorme à noite com tantos telefonemas que começam com “lembrei de você!”?

Você não está se sentido cada dia mais impotente frente ao grande número de acontecimentos tristes que você toma conhecimento?

Nós amamos os animais, mas o primeiro ato de amor é o não-prejuízo. Esteja atento(a), pois atitude justa é aquela que melhor se ajustar à situação precisa. O amor sem justiça corre o risco de ser apenas emotivo, não criando melhores condições de vida para todos os seres.

Se você está “resolvendo” o problema de seus amigos, você está ajudando muito mais a eles do que aos animais. E ainda criando uma situação desgastante para você.

Ajudar não é fazer as coisas em lugar de outro, e sim permitir que estes se saiam bem sozinhos. Se não, criamos um ciclo vicioso de dependência.

Pense bem


Se você pode, seus amigos (ou as pessoas que te ligam) também podem!

Se você fizer por eles, está tirando a oportunidade de eles mesmos fazerem o bem. Atos não-justos que aparecem à nossa frente são para nos ensinar, para nos levar a tomar uma atitude justa. E atitude justa não é chamar alguém para tirar o problema da sua frente, mas sim resolvê-lo.

Se você resolver os problemas se seus “amigos”, você vai ter tantos “lembrei de você” que sua vida se tornará um caos. E um dia, não poderá ajudar todos os “amigos” que te procuram. E os animais continuarão sofrendo. Antes de amar os animais, você tem que amar a si mesmo(a).

Compaixão, sabedoria, sofrimento e indignação

A compaixão sem sabedoria pode nos tornar apenas ativistas cheios de boa vontade, mas também sem discernimento e profundidade. Isso pode ser uma fonte inesgotável de sofrimento. A nossa atitude de fazer o bem no lugar de outros nos leva a um grande sofrimento tamanha é a quantidade de problemas que chegam até nós.

Sofrimento existe. Ele não depende de nós. O que depende de nós é a atitude de não cultivarmos este sentimento e essa dor de tal maneira que nos impeça de tomar atitudes coerentes. Há bastante sofrimento no mundo. É inútil acrescenta-lhe o nosso. Constatá-lo sem a possibilidade de transformá-lo não muda nada. O mesmo acontece com a indignação. Não adianta indigna-se sem uma atitude para a mudança. Isso não passa de um movimento emocional estéril.
O amor, a compaixão, o sofrimento e a indignação são sentimentos que podem transformar o mundo para melhor se usados com sabedoria.

Vamos apresentar a situação de outra maneira
.


Em vez de escolher a vitimização e o desespero, vamos escolher a inteligência e a esperança. Você não é culpado pelo sofrimento do mundo. Cada vez que um amigo ligar para você pedindo ajuda, aproveite a oportunidade de dizer para ele como fazer o bem. Isso faz bem!

Também fale a ele o quanto você é feliz podendo dormir tranquilamente por saber que faz a sua parte e como é importante que ele também o faça.

Ensine-o a se sair bem sozinho e não faça o bem no lugar dele. Acredite, muitos vão agir e a satisfação por salvar uma vida é algo indescritível. É contagioso. E logo teremos um exército de pessoas agindo na causa animal.

Estimule a ação das pessoas boas


Corremos o risco de não agradar algumas pessoas, mas estas são do tipo que derramam uma lágrima e tranquilizam a consciência. São as que acham que o mundo não tem solução e não fazem nada para melhorar.

Não fique focado nelas. Leve sua atenção para as pessoas do bem. Você vai ser sentir mais feliz e otimista e vai ter discernimento para saber quando a sua ajuda é necessária.

Não se preocupe: 99% das pessoas são boas. O problema é que as pessoas boas estão ficando de braços cruzados. E está na hora de serem estimuladas a agir.

Nada como um animal em sofrimento para mobilizar grandes grupos. A maioria fica só no passo da indignação e do sofrimento, mas sempre aparece alguém que toma uma atitude.

Tomar uma atitude não é ligar para amigos, para os órgãos públicos, para as protetoras, para o presidente da República.

Tomar uma atitude é fazer o que tem que ser feito, mesmo que tenha que gastar nosso tempo e dinheiro.

Pense mais


O importante na causa animal é não perder o hábito de pensar. É não perder a esperança e focar nas coisas boas que estão acontecendo. Não estamos mais sós. Muitos foram tocados e estamos em pleno processo do despertar do coração.

A boa notícia é que ninguém precisa esperar nem mais um instante para participar desta mudança, basta mudar a si mesmo e, depois, pensar em mudar o mundo.

** Marlene Nascimento é médica veterinária, especialista em Saúde Pública, fundadora e presidente do Clube Amigos dos Animais de Santa Maria RS.

Em 2008, a instituição protetora Clube Amigos dos Animais, afiliada à WSPA, foi a vencedora na categoria Bem-Estar Animal. Localizada em Santa Maria, RS. A ONG concorreu à indicação com trabalho desenvolvido pelo Projeto Vida, voltado para a sensibilização e a educação das pessoas para a guarda responsável de animais domésticos. Segundo a médica veterinária Marlene Nascimento, dirigente da instituição, o prêmio é importante para dar visibilidade às ações realizadas pelo movimento de proteção animal.


A dor dos animais também é nossa, por Carolina Salles

“Este é o projeto universal. Nenhum animal nasce para estar privado da liberdade atrás de barras de ferro, preso por telas de arame, cordas, correntes. Toda algema posta no corpo de um animal inocente é um crime contra a animalidade. O que não queremos que nos façam, jamais deveríamos ter autorizado ou compactuado para que o fizessem a qualquer outro animal. Animastê!” [Dra. Sônia T. Felipe]

O confinamento de animais em celas ou em ambientes que não sejam seu habitat para serem expostos e exibidos para o entretenimento de nós, humanos, é tão criminoso quanto prender um inocente atrás das grades sem lhe dar nenhuma chance de se defender ou escapar.

Contudo, essa triste realidade está para mudar, pelo menos, para os animais que vivem nos zoológicos da Costa Rica.

Em uma atitude pioneira e condizente com o respeito que os animais merecem, o país ordenou que todos os animais fossem libertados dos zoológicos no último dia 09.

É claro que tal liberação não irá ocorrer imediatamente, mas nos próximos dez anos, conforme uma lei, em vigor, no país, que autoriza o funcionamento dos zoológicos por um período máximo de dez anos.

Depois disso, todos os animais serão encaminhados para santuários, cujos ambientes se aproximem ao máximo possível de seus habitats naturais e, assim, poderão viver em condições melhores e saudáveis. Quanto aos animais que não conseguirem se adaptar sozinhos em ambiente natural, estes terão cuidado especial. As instalações de resgate e refúgio serão responsáveis pelo tratamento.

Essa bela iniciativa deveria ser seguida e usada como exemplo em todos os países, afinal, nossa interação com os animais deve se dar de uma forma positiva e não os trancafiando e os impedindo de levar suas vidas de forma natural.

A ganância e falta de respeito transformou animais em atrações, em objetos!

Muitas vezes, esquecemos que eles são capazes de sentir dor!

Podemos citar o caso de mamíferos marinhos mantidos em cativeiros em grandes parques aquáticos e utilizados unicamente para gerarem milhões de dólares como se fossem coisas e não seres sencientes. Já é sabido que golfinho e baleias vivem muito menos em cativeiro do que animais que vivem livres, pois sofrem de estresse e diversas doenças por serem mantidos presos!

No Brasil, podemos citar as acusações de maus tratos contra os animais pelo Zoológico de Brasília, como a falta de alimentação apropriada e a administração de remédios vencidos aos animais.

Outro modo cruel de exploração dos animais é o circo, onde eles são mantidos praticamente o tempo inteiro em jaulas, são mal tratados e, na maioria das vezes, não recebem os cuidados e alimentação adequada.

Tudo isso nos leva a um questionamento muito simples: Como podemos ter uma sociedade justa e igualitária entre nós, humanos, se ainda tratamos os animais desse jeito? Se fechamos nossos olhos para os maltratos que sofrem diariamente? Quando somos nós quem pagamos para vê-los nessas condições absurdas? Que os tratamos como objetos e fonte de riqueza?

Para tratarmos uns aos outros de forma respeitosa e enxergamos a dor deles, precisamos enxergar a dor de todos, inclusive dos animais, como se fosse nossa.

* Carolina Salles é Mestre em Direito Ambiental, ativista animal.
Fernanda Favorito é Graduanda em Direito, Especialista em Gestao Empresarial e Mestre em Hospitalidade.


Fonte: Justificando/Jus Brasil

Será que é vegano mesmo?, por Leon Denis



Na prática do veganismo estudar faz uma grande diferença. Essa é a tese que defenderei nesse artigo.

Veganismo é um modo de vida, fundado em 1944 na Inglaterra. E de lá pra cá seu conceito continua o mesmo. Veganismo é a busca diária de abolição de todo tipo de consumo que tenha em sua base algum elemento que venha dos animais não humanos, seja diretamente de seus corpos desmembrados, secreções deles extraídos ou “serviços” a eles impostos. Ou seja, na alimentação, na vestimenta, no entretenimento, no estudo e produção cientifica, e na relação com os animais “de estimação”.

A adoção do modo de vida vegano deve vir indiscutivelmente acompanhada de muito estudo. E necessário que se leia em especial, Ética Animal (um ramo da Filosofia), Etologia Cognitiva, Nutrição vegetariana; em complemento, Biologia, Historia, Ciência Política, Direito, Neurociência, Antropologia, Psicologia Social, entre outras áreas do conhecimento que ajudam na construção de uma consciência animal mais sólida e convicta dos ideais éticos que está a defender.

A dieta do vegano é o vegetarianismo. E nesse quesito não há desculpas para se alimentar de proteína animalizada. A dieta vegetariana formada por legumes, verduras, frutas, oleaginosas, sementes, ou seja, tudo que é vegetal. Com exceção da B12, ela nos oferece tudo o que precisamos. Hoje convencionou dizer que a dieta vegetariana é cara. Quando algumas pessoas fazem essa afirmação, geralmente elas estão se referindo a alguns produtos industrializados feitos de fontes vegetais que simulam um antigo produto animalizado que ela era viciada. Por exemplo: salsichas vegetais, hambúrgueres, queijos vegetais, algo totalmente dispensável. Dizer que a dieta vegetariana é cara tendo como referência produtos industrializados é agir com má-fé. Porém, essas mesmas pessoas alegam também que a dieta exclusivamente de vegetais, também é cara, e apontam para as oleaginosas e grãos integrais. Vamos fazer um exercício: quanto você e sua família gasta (ou gastava) por semana ou por mês com carnes, ovos, leite e derivados? Quando se trata de gastar um valor absurdo com proteína animalizada, não é caro. Mas quando é pra comprar comida de verdade, vinda da terra, aí tudo fica caro. Isso é agir de má-fé e não condiz com a genuína prática do modo de vida vegano. Não temos aprimoramento moral na troca de alimentos industrializados de origem animal pelos industrializados de origem vegetal.

Quanto ao vestuário, em hipótese alguma precisamos usar uma roupa ou utensílio de origem animal. Seja em qual clima for, temos um vestuário de fonte vegetal. No entretenimento, a abolição é fácil e tranquila. A decisão de não ir, de não entrar em ambientes que usam animais não humanos para entretenimento é individual e balizada pela convicção ideológica vegana. Não precisamos para nos divertir, para ter um lazer individual, com amigos ou em família, ter que frequentar espaços que usam animais não humanos. O vegano, aquele que estuda a história dos zoológicos, dos parques aquáticos, dos circos, das touradas, das rinhas, de todas as formas de uso, não sente em momento algum vontade ou necessidade de frequentar lugares de confinamento e tortura. A exposição de animais humanos e não humanos sempre acompanhou a história da humanidade. Os expostos eram e continuam sendo vistos como “produtos exóticos”. Não há dignidade nem respeito, apenas um produto exposto atrás de uma vitrine.

O vegano é aquele que sabe que os animais que temos como companhia não devem ser comprados, pois não são coisas, produtos, mas pessoas, cada qual com sua singularidade, seu modo de ver e agir no mundo. Veganos que estudam a vida animal vêem além da espécie, ao olhar, enxerga o indivíduo membro daquela espécie. A única forma aceitável de ter a companhia de um animal não humano é pela via da adoção, do acolhimento, mas com condições de fornecer alimentação e um ambiente o mais confortável possível. Pois já basta a tortura do mesmo não estar entre os seus pares.

E a ciência? Veganos se defrontam com a ciência especista em duas situações: como estudante de algum curso que utiliza os animais para “estudos” e “pesquisa”. Quanto a esse ponto, cabe ao vegano fazer objeção de consciência, se negar a tais aulas, a participar de tais pesquisas. Para ter firmeza dessa decisão é preciso estudar tudo sobre métodos substitutivos à experimentação animal. Estudar muita Etologia e Neurociência focada na mente dos animais, para entender o porquê é inaceitável os usos dos animais na ciência. É necessário ter claro que as universidades são instituições que, para manterem seu status de a única detentora e transmissora da verdade, irão desmoralizá-lo como aluno e aluna que está indo contra seu arcaico método de ensino e pesquisa especista. Se depois de muita luta, o objetor vegano não conseguir a dispensa de participar das aulas com animais, não sobra outra opção a não ser mudar de área. Sim. Pois um vegano, pelo principio que funda o veganismo não frequentará essas aulas. Sua vontade e desejo de se formar num determinado campo do conhecimento não pode, por uma questão de coerência ética, estar acima da vida dos animais usados ali para a aquisição de um conhecimento que todos nós já sabemos qual é.

A segunda situação é no dia-a-dia, nos usos que se faz de tudo que permeia a vida humana em sociedade. É sabido que temos ingredientes de origem animal em quase tudo: pneus, tinta da casa, aparelhos eletrônicos, produtos de limpeza da casa, em uma infinidade de objetos usados todos os dias pelos cidadãos. Esse é o único ponto onde o vegano não consegue se livrar 100% dos usos dos animais não humanos, mas isso, de longe, não significa que não podemos buscar abolir dia-a-dia esses produtos. Degrau por degrau buscando aprimorar-se moralmente. Buscando fontes substitutivas. Não poder fazer tudo não significa não fazer nada. É possível ser vegano na alimentação, no vestuário, no entretenimento, na companhia de outras espécies, e em muitas formas de nos servimos dos bens produzidos pela ciência. Para isso é preciso estudar muito, sem preguiça e subterfúgios.

Analfabetismo funcional animalista não deve fazer parte do modo de vida vegano. Somente estudando Ética Animal, nas suas mais variadas vertentes; Etologia Cognitiva para entender a senciência que define nossa animalidade; e a história de todas as formas de opressão, o vegano terá uma base firme para não se deixar levar por interesses supérfluos humanos em detrimento do interesse maior dos outros animais que é viver, e viver a partir do seu bem próprio, a seu próprio modo e com os seus pares.

Segundo o historiador grego Diógenes Laertios, uma vez perguntaram a Aristóteles se havia muita diferença entre uma pessoa educada e uma sem educação, e o filósofo teria respondido: “Tanto quanto os vivos diferem dos mortos”. Fazendo uma analogia para o que vem acontecendo com o “veganismo” no Brasil hoje, poderíamos dizer que, a diferença entre os veganos que estudam, que se fundamentam teoricamente seu modo de vida, que não colocam desejos supérfluos humanos acima de uma vida digna dos animais não humanos, e os “veganos” que não estudam: Aristóteles responderia, a diferença entre os vivos e os mortos.

Pois é isso que nos parece, que os “veganos” que defendem ideias como: “Vegano pode trabalhar no açougue e em redes de fast food”, “Vegano pode comer alimentos que contem traços de leite e ovos”, “O meu veganismo defende que essa lei (bem-estarista) é um passo para a abolição”, “O meu veganismo se cala para que outras causas sociais falem, gritem, pois a causa animal é secundaria diante das lutas humanas”, “Defendo ditadura e intervenção militar sim, e o que isso tem a ver com meu veganismo?”, “O meu veganismo é para os animais mesmo, não defendo os humanos, são escrotos”, “Sou vegano pelos animais, pela ética, pelo respeito aos animais, esse papo de compaixão é pra bem-estarista”, “Sou vegano e O ser humano que maltrata animais tem que se f…”; estão tão mortos quanto os animais que eles especistamente legitimam o uso e o assassinato.

São “veganos” que estão eticamente mortos. Não aprenderam nada sobre o que é veganismo, que mantém desde 1944 o termo, o conceito e sua aplicação inalterada, pois defendem ideias e práticas que ferem o modo de vida vegano e legitimam o status de coisas dos animais. Como se dizer vegano ou vegana e não estudar aquilo que se diz ser? Como é possível dizer que defende os animais não humanos por motivos éticos, sem ler as obras de Ética Animal e de Direitos Animais?

Essa é a cultura típica do brasileiro. Somos culturalmente avessos aos estudos. Estudos sérios, que exigem tempo, disciplina, leitura de obras densas. É inimaginável para qualquer vegano que estuda as bases da ideologia que o define, defender qualquer uso dos animais não humanos. Em hipótese alguma um vegano – que tem muito claro a situação degradante que os animais são levados a viver para sustentar desejos fúteis humanos – legitima o especismo. Qualquer forma de uso de um animal não humano é especismo. Cultura essa que não permite a busca de conhecimento, pois já se satisfaz com informações oriundas de blogs e redes sociais. Confundem informação (que na verdade mais desinforma) com conhecimento. Ter conhecimento, como disse Tom Regan, exige uma “disciplinada paixão”, é dedicar-se há horas e horas de leitura de obras sérias.

Ser adepto do modo de vida vegano é estudar até o fim da vida. Durante toda a construção de sua biografia de modo eticamente genuína, o vegano não se furta aos estudos da condição animal. O vegano sabe que é a partir dos estudos, da fundamentação teórica que seu modo de vida, seu ativismo, sua prática diária terá muito mais chance de ser coerente, de ter o fim almejado alcançado. Pois só entendemos o que acontece na prática, a partir da reflexão sobre essa prática, seja ela especista ou abolicionista. Para entender o movimento dialético da realidade é preciso estudar e compreender o processo que ele se dá. Estudar o modo de vida vegano leva a compreensão de que veganismo é razão e empatia, e não dicotomias somatofóbicas. Que veganismo é principio da não violência (ahimsa), e isso significa, não ser violento no pensar, no dizer e no fazer, na relação com pessoas humanas e não humanas. Fazer discurso de ódio é ir pela contramão do que é o veganismo. Veganismo é crítica e autocrítica, é aprimoramento moral.

“Veganos” que defendem, nas mais variadas situações, algum uso dos animais são veganos mesmo? Será que é vegano mesmo ou um morto nos termos da pedagogia aristotélica?


*Leon Denis é ativista e atleta vegano pelos direitos animais, membro fundador da Sociedade Vegana no Brasil.