Veganismo já salvou dois milhões de animais nos últimos sete anos no Chile

Segundo o estudo, cerca de dois milhões de animais foram salvos da exploração pela indústria da carne
Um levantamento realizado pela ODEPA (Gabinete de Estudos e Políticas Agrárias) registou um declínio de 27% para a indústria da carne nos últimos sete anos no Chile. Os resultados sugerem que mais de 2 milhões de animais foram salvos do sofrimento, dor e morte prematura na escuridão dessas empresas graças a interferência dos vegetarianos e veganos, que desde 2010 tiveram um aumento considerável no país.
Segundo o Presidente da Corporação da Carne, em entrevista à CNN, esta é a maior queda em 50 anos. Os números refletem o aumento da conscientização das pessoas sobre os animais explorados para o consumo de carne e reforça o posicionamento do movimento vegano e o aumento da oferta de produtos sem carne, leite ou ovos.
De acordo com a ONG Animal Livre, o período registrado coincide com o início do trabalho árduo de várias organizações que lutam pelos direitos animais no país, sendo as entidades que colaboraram na promoção de uma vida sem a exploração de animais.

Noruega testa “policiais dos direitos animais”

O país testará, por três anos, uma unidade exclusiva para garantir os direitos animais | Foto: Divulgação
A polícia norueguesa está criando uma unidade para investigar a crueldade e garantir os direitos animais, anunciou o governo em abril de 2016. “Em primeiro lugar, é importante cuidar de nossos animais, para que eles desfrutem dos direitos que têm. Agora, haverá um acompanhamento quando seus direitos forem violados”, disse a ministra da Agricultura, Sylvi Listhaug, descrevendo animais em risco como “freqüentemente indefesos”.

A iniciativa “também pode ajudar a combater o crime e os ataques contra as pessoas, já que estudos mostram que algumas dessas pessoas que cometem crimes e delitos contra animais também fazem o mesmo com as pessoas”, disse Listhaug.
A iniciativa será testada por três anos. A polícia no condado ocidental de Sor-Trondelag nomeará três pessoas – um investigador, um perito legal e um coordenador – para combater o abuso animal.
Segundo a AFP, grupos de direitos animais saudaram a iniciativa. “O processo de levar a sério o abuso animal começou”, disse Siri Martinsen, do grupo de direitos animais Noah. Em 2014, 38 casos de abuso de animais foram relatados à polícia na Noruega, de acordo com a rádio pública e televisão NRK. Segundo a lei norueguesa, os atos de abuso de animais levam uma pena máxima de três anos de prisão. Unidades da polícia de direitos animais semelhantes já operam na Holanda e na Suécia.

Vinte e quatro membros do Parlamento Europeu exigem que Europa adote uma dieta vegana


Vinte e quatro deputados do Parlamento Europeu assinaram uma carta encaminhada ao presidente da Comissão Europeia, pressionando por uma diminuição das atividades agropecuárias e e por uma mudança para promover uma dieta vegana.
A carta sublinhou a necessidade de reduzir os níveis de consumo em pelo menos 30% até 2030 a fim de ajudar a cumprir as metas climáticas, reduzir a pressão sobre as bacias hidrográficas e diminuir a incidência de graves problemas crônicos de saúde causados pela carne e laticínios.
“A ciência deixa claro que são necessárias reduções no consumo de carne e laticínios para obter diminuições significativas nas emissões de gases de efeito estufa”, afirma o documento.
A carta também fala claramente sobre os prejuízos que o consumo de carne e laticínios causa à saúde:
“O consumo de produtos de origem animal na UE está contribuindo para graves problemas crônicos de saúde. Indivíduos que possuem uma dieta à base de vegetais têm mais chances de ter um menor peso corporal e menor risco de diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, mesmo que as doenças crônicas constituam por 80% das mortes na UE. Alimentos vegetais podem até ter propriedades protetoras contra muitas doenças crônicas. Um estudo de 2008 publicado no Boletim da Organização Mundial da Saúde calculou que a redução da utilização de subsídios da Política Agrícola Comum da UE para laticínios e carne evitaria 12.844 mortes por acidente vascular cerebral e doenças cardíacas, supondo que o consumo de gordura saturada diminuiu apenas 1%”.
“Esta é uma estimativa conservadora. Se a suspensão de tais subsídios afetasse mais o consumo, como foi observado na Finlândia (5%) e na Polônia (7%), as expectativas de vida poderiam ser muitas vezes maiores”, acrescentaram os deputados.
Dentro de suas recomendações, há conselhos para aumentar a educação e a conscientização pública sobre as implicações negativas para a saúde do consumo de carne e uma sugestão para banir a publicidade sobre bacon e outras carnes processadas – classificadas pela Organização Mundial de Saúde como cancerígenas – o que deverá reduzir ainda mais a procura (já em queda) desses produtos.

Ativistas fazem ato pelo Dia Internacional dos Direitos Animais


Nesse sábado (3), A ONG Camaleão realizou pelo quarto ano consecutivo a ação de exposição de animais (reais) vitimados pelo especismo nos mais diversos âmbitos da exploração animal como matadouros, laboratórios de vivissecção, caça, pesca, fábricas de criação de animais para comércio e muitos outros.
A ação foi realizada na praça central Epaminondas em Taubaté (SP), região do Vale do Paraíba, em observação e Luto pelo Dia Internacional dos Direitos Animais, para conscientizar a população sobre o problema do especismo, que é o preconceito contra os animais que tem seus interesses e direitos violados por não serem da espécie humana.
Os voluntários participantes exibiram cadáveres de animais ou partes deles vitimados como vacas e bezerros (vítimas da produção de laticínios), bois (vítimas da produção de pele de couro), gatos (vítimas de pesquisas pseudo-científicas), cães (vítimas do comércio e abandono), porcos e peixes (vítimas do consumo), pássaros (vítimas da caça), entre outros.
Boa parte dos munícipes paravam para observar a ação, debater, conversar e tirar dúvidas sobre direitos animais. Os voluntários explicavam sobre senciência, anti-especismo, a diferença do vegetarianismo (dieta sem produtos de origem animal) com o Veganismo (posicionamento ético em respeito aos direitos animais), como abolir produtos de origem animal da alimentação, etc.
Atividades como essa do DIDA 2016 são extremamente necessárias para que as pessoas possam fazer a conexão que geralmente não fazem em suas vidas corridas, entre os produtos que elas geralmente consomem como pele de couro, laticínios, ovos e a relação direta com a exploração de cada indivíduo animal.
A produção de laticínios, por exemplo, esconde uma realidade muito pior do que a da carne, pois as vacas são constantemente engravidadas contra a vontade delas para que tenham leite que será extraído para venda. Seus bezerrinhos são separados da mãe para não mamarem e para virarem carne de vitelo e após intensa exploração as vacas são esquartejadas para fabricação de hambúrgueres.
A dieta vegetariana é uma resposta ética e compassiva para o problema dos laticínios, uma alimentação sem produtos de origem animal é possível e completamente saudável.
No decorrer do ato, todos os voluntários gritavam em coro: “Animais não são objetos, animais não são produtos, animais não são mercadorias!”, no megafone um ativista dizia: “Não estamos pedindo por doações ou assinaturas em petições, o que queremos é que cada um de vocês assumam a responsabilidade como consumidores e pratiquem a mudança, adotem o veganismo!”, enquanto outros conversavam com o público ao redor da ação.
Além da exposição dos animais vítimas do especismo, panfletagem, banners e diálogo com o público, contamos também com o carrinho multimídia realizando exibição de vídeos dos bastidores da escravidão animal, exibindo trechos de vídeos e documentários como o Terráqueos.

Aves são sequestradas dentro de centro de resgate em Manaus (AM)


Uma sindicância interna foi instaurada para apurar o desaparecimento de animais do Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheira, na Zona Leste de Manaus (AM). Oito aves foram sequestradas do local no sábado (3), segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). O recebimento de espécimes está suspenso temporariamente no local.
Conforme a Semmas, o espaço foi alvo de sucessivas tentativas de invasão nas últimas semanas. Além das aves levadas no sábado, dois quelônios, uma curica-roxa e dois gaviões carcará também foram sequestrados em dias anteriores.
O órgão relata que as tentativas começaram a ocorrer no dia 24 de novembro, quando um arrombamento da sala de necropsia do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) foi constatado pelos funcionários que atuam no refúgio. Nenhum animal foi levado na ocasião. Um dia depois, novo arrombamento foi registrado, desta vez em um centro cirúrgico onde eram mantidos em observação, entre outros animais, um tracajá, um jabuti e uma ave da espécie curica-roxa, que foram levados. Os animais estavam em recuperação após serem submetidos a procedimentos clínicos.
A Semmas informou ainda que, na segunda-feira (28), três homens foram flagrados portando três gaiolas, cada uma com um gavião carcará. Ao serem vistos pelos funcionários, os três fugiram sem serem identificados deixando as gaiolas com os animais, que foram devolvidos aos recintos onde estavam abrigados. No dia seguinte, foram levados dois carcarás após o arrombamento da gaiola onde estavam as aves.
A última ocorrência foi registrada na madrugada do sábado (3), quando outra gaiola teve a estrutura metálica cortada e dois tucanos, cinco papagaios e um gavião carcará foram levados do local.
“Estamos acionando os órgãos de investigação tanto da esfera estadual quanto da federal, porque a suspeita é de que o Refugio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras esteja sendo alvo de um grupo especializado em roubo e comércio de animais silvestres”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Itamar de Oliveira Mar.
O Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras é uma instituição que visa tratar e devolver para a natureza animais silvestres encontrados em situação de risco no meio urbano. A entidade funciona numa área de 95 hectares situada no Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus. É mantida pela Semmas desde 2000.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), responsável pela autorização dos centros de triagem no Estado do Amazonas, também foi comunicado acerca das ocorrências, uma vez que a gestão de fauna é atribuição do órgão estadual de meio.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que, de acordo com informações dos delegados Samir Freire e Eduardo Paixão, da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema) e 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP), respectivamente, até a tarde da segunda-feira (5) nenhuma ocorrência relacionada ao sequestro de animais na Reserva Saium Castanheira foi registrada nas referidas unidades policiais.
O Ibama informou que não recebeu comunicação oficial sobre o assunto. “Quanto ao acompanhamento em relação ao Sauim Castanheira, o Ibama recebe anualmente o relatório do centro de triagem. Este relatório contém informações do plantel atualizado dos animais.
As informações sobre transferências, destinações, solturas, óbitos, fugas e outras são colocadas nesse relatório para acompanhamento do Ibama. O controle é feito também pelo Sisfauna, um sistema do governo que contém dados deste gênero. O fluxo de animais precisa ser registrado para controle, inclusive o Ibama é responsável por autorizar o transporte”, diz nota enviada ao G1.
Fonte: G1

Homem é suspeito de maltratar e comer cães e gatos em Maceió (AL)


Uma operação da Secretaria de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), na manhã desta terça-feira (6), flagrou muito lixo e animais maltratados em uma casa no bairro da Santa Lúcia. Populares denunciaram aos agentes da Slum que o responsável pelo local alimentava-se de cachorros e gatos. Segundo a Slum, o Centro de Controle de Zoonoses de Maceió foi acionado para recolher os animais encontrados no local.
O proprietário da residência foi identificado como Francisco Gomes da Silva, de 60 anos de idade. De acordo com a assessoria da Slum, Francisco nega quaisquer acusações de maus-tratos contra animais. Porém, a situação vista pelos agentes da secretaria foi diferente quando chegaram ao local. A assessoria do órgão afirmou que, na residência, havia cinco cachorros e três gatos que estavam machucados, alguns, inclusive, com cortes na pele que apareciam a carne do animal.
Segundo os vizinhos de Francisco Gomes relataram aos agentes da Slum, o homem comia os animais que tinha na casa. Inclusive, denúncias de vizinhos aos agentes apontam que vários animais que sumiram da vizinhança foram vítimas de Francisco. Uma vizinha, que mora na casa ao lado da de Francisco, relatou aos agentes que, recentemente, o cachorro dela havia desaparecido e suspeitava do homem. A assessoria da Slum afirmou que irá repassar o caso para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL).
Rosana Jambo, presidente da Comissão do Bem Estar Animal, disse que todas as denúncias que chegam à OAB são passíveis de notificação e alguém da comissão vai constatar o que foi denunciado no local. “Verificando que existem os maus-tratos com animais, a pessoa é notificada para uma audiência na OAB. Essa pessoa vai se explicar e será firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que ela modifique seu comportamento”, afirmou Rosana à reportagem do Tribuna Hoje.
A presidente da comissão afirmou que, se a pessoa descumprir o que se comprometeu a fazer, o caso vai parar na delegacia. “Monitoramos todos os casos para saber se a pessoa está cumprindo o que foi decidido na OAB. Nós falamos tudo na audiência para a pessoa saber o que se configura como maus-tratos com animais. Se ela descumprir, pegamos todas as provas que temos e enviamos à delegacia localizada em Fernão Velho [25º Distrito Policial], pois é a delegacia designada para crimes ambientais, e crimes cometidos contra animais são apurados de acordo com a legislação ambiental”, disse Rosana.
Rosana Jambo afirmou que a comissão tem trabalhado muito para coibir crimes de maus-tratos contra animais. “Não tem sido nada fácil e é até penoso para quem gosta de animais verificar situações como esta”, finalizou a presidente da comissão.
Fonte: Tribuna Hoje

Chimpanzés são mantidos em condições miseráveis para serem fotografados por empresa de cartões



Como seres humanos, ainda temos um longo caminho a percorrer quando se trata de nosso tratamento em relação a primatas. Mesmo chimpanzés, que provaram ser seres altamente inteligentes, emocionais e sociais que compartilham mais de 90% de nosso DNA, ainda estão sujeitos a uma vida sombria em cativeiro.
Por sorte, muitos humanos têm feito progressos para beneficiá-los. Por exemplo, Cecília, um chimpanzé explorado pelo Zoológico de Mendoza, recentemente recebeu direitos básicos que levaram à sua aposentadoria. Mas, infelizmente, este é apenas um caso.
Um novo vídeo feito por ativistas chamou a atenção para a prática da Hallmark de vender cartões de mensagens com chimpanzés. Os animais que aparecem nestes cartões são obrigados a vestir fantasias e perucas e a exibir sorrisos felizes para serem fotografados.
Infelizmente, a realidade por trás desses sorrisos mostra a angústia dos chimpanzés ao invés da felicidade. Ao vender esses cartões, a Hallmark está enviando uma mensagem muito clara: animais altamente inteligentes como chimpanzés existem para o nosso entretenimento.
Porém, eles vivem confinados em meio a fezes e ao lixo. No vídeo, é possível ver os chimpanzés em cativeiro exibindo todos os tipos de comportamentos como andar de um lado para o outro, balançar para frente e para trás, arrancar os pelos ou olhando para o vazio. Estes são todos os sinais de zoochosis, uma condição psicológica que denuncia o intenso sofrimento e estresse de muitos animais em cativeiro.
Nenhum animal deveria suportar isso. Estes chimpanzés merecem viver livres em um santuário em vez dessa maneira deplorável e é possível ajudá-los sensibilizando as pessoas para a realidade por trás dos chimpanzés “felizes” nos cartões da Hallmark, informou o One Green Planet.