AGORA É LEI - Fim da extração de peles de chinchilas em SP

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Foto Vista-se

A Lei foi sancionada hoje, 28/10/14, pelo Governador do Estado, Geraldo Alckmin.
Criadores afirmam que animais serão sacrificados ou vão morrer de fome.

A Lei aprovada visa proteger animais mortos para que suas peles sejam usadas pela indústria de casacos e acessórios, para a confecção de um único casaco são mortas pelo menos 200 chinchilas. Ela passa a valer a partir desta quarta-feira (29), data em que deve ser publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Quem ignorar a lei sancionada nesta terça-feira (28) estará sujeito a pagar uma multa de cerca de R$ 10.000,00 por animal. Na reincidência, a multa passa dos R$ 20.000,00 por animal apreendido.

O Brasil é o segundo maior produtor de peles de chinchila no Mundo.

De acordo com a justificativa da Lei, uma sociedade justa não pode permitir que animais paguem com suas vidas pela vaidade humana.

Este é um movimento mundial que visa eliminar o comércio de roupas, acessórios e outros produtos vinculados a uma indústria que mantém a prática de tortura de animais.Uma sociedade justa não pode permitir que animais paguem com suas vidas pela vaidade humana.

O presidente a ACHILA ( Associação Brasileira dos Criadores de Chinchilas), Carlos Perez, teve seu sítio em Itapecerica da Serra invadido por ativistas e afirma que os animais foram soltos na mata e mortos pelos cães, leia aqui, ele afirma que continuará a matar animais em seu outro sítio no Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao Estadão ele afirmou que os animais serão sacrificados ou morrerão de fome.

Todo o processo que envolve os animais criados para a extração de peles é extremamente cruel e injustificável, além dos maus tratos infligidos pelo confinamento em que vivem, ainda desenvolvem transtornos comportamentais recorrendo a auto mutilação ou mesmo o canibalismo. Embora os criadores afirmem que submetem os animais a anestésicos ou adormecem com éter, a triste realidade é outra, normalmente os animais são pendurados pelo rabo tendo em seguida o pescoço torcido a um ângulo 90°. Muitos animais agonizam com o pescoço deslocado enquanto sua pele é retirada com ele ainda vivo.

Agora, pelo menos no Estado de São Paulo, esta prática cruel está proibida.

Vitória dos animais!








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Animais vítimas de maus-tratos podem ser resgatados sem mandado judicial

foto TVJornal
É muito comum nas nossas cidades nos depararmos com aquela cena do vizinho que se muda ou se ausenta por longo período e deixa seu pobre e indefeso cão condenado à própria sorte, sob o frio e chuva, sem água e nem comida. Comovidos com a dor e sofrimento diário do bichinho, a vizinhança e transeuntes tentam alimentá-lo, já outros denunciam o abandono à polícia ou desabafam nas redes sociais.
Temendo a questão legal da inviolabilidade do domicílio alheio, a maioria das pessoas refutam a ideia de promover o pronto e imediato resgate do animal. Esperam por uma providência do Poder Público, tentam contactar o dono do imóvel ou algum parente conhecido que tenha autorização de lá ingressar sem problemas. Enquanto isso, os maus-tratos vão devorando a saúde do cão que, debilitado, parece sucumbir à negligência de seu proprietário.
Acontece que a regra da inviolabilidade do domicílio, assim como qualquer outra disposta nas nossas leis vigentes, não é absoluta. A própria Constituição Federal é clara ao proclamar que a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito. Igualmente, o Código Penal, após tipificar o delito de violação de domicílio, faz a ressalva de que não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.
Acertadamente, nossa legislação não elegeu quais infrações penais seriam autorizativas da invasão do domicílio alheio, foi genérica e abrangente. Aí, naturalmente, incluindo os delitos derivados de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, fauna e flora, como, por exemplo, o crime da prática de ato de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos (artigo 32, da Lei 9.605/98).
Para quem não é acostumado ao juridiquês, bom ressaltar que o crime do artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais possui elementar que pode perfeitamente classificá-lo como crime omissivo permanente, qual seja, “maus-tratos”. O Dicionário Priberam Eletrônico assim define maus-tratos: “conjunto de ações ou comportamentos infligidos a outrem e que colocam em perigo a sua saúde ou integridade física e que constitui delito (pode incluir trabalho impróprio ou excessivo, castigos físicos ou outras punições, alimentação insuficiente, negligência nos cuidados de saúde etc)”.
Assim, em síntese, enquanto não cessada a omissão e negligência do dono do animal em situação de grave e periclitante abandono, o crime se protrai no tempo, podendo o sujeito ativo do delito receber voz de prisão em flagrante a qualquer momento, cessando a consumação do crime.
O Código de Processo Penal também chancela a conduta de resgate do animal vítima de maus-tratos, na modalidade omissiva permanente. Prescrevendo que qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. Ao arremate, esclarece esse diploma que nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência (artigo 303).
Em conclusão, a garantia (não-absoluta e flexível) da inviolabilidade do domicílio fica condicionada ao atendimento das leis do país, abrangido o respeito, amor e dedicação aos animais e suas necessidades básicas de uma existência digna. Caso contrário, o flagrante delito contra o meio ambiente deverá ser contido por pessoa, entidade ou órgão habilitado a promover o resgate do animal, sem excessos, lavrando-se, ato contínuo, a ocorrência policial, para responsabilização civil, penal e administrativa do agente descuidado.

Carlos Eduardo Rios do Amaral é defensor público do estado do Espírito Santo

Maus-tratos aos animais e deficiência legislativa cível

Por força de nossa legislação vigente, os animais em geral são classificados pelo Direito Civil como bens móveis, na categoria dos semoventes, sendo-lhes aplicável a mesma disciplina dos bens móveis por sua própria natureza: “São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social” (Art. 82, do Código Civil).
Entretanto, o proprietário do animal – assim como de qualquer outro bem móvel ou imóvel – não possui poderes absolutos e ilimitados sobre a coisa. Encontra na Lei contenções e restrições ao uso, gozo e disposição de sua propriedade.
Esclarece o Código Civil que: “O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas” (§ 1º, do Art. 1.228).
Destarte, a preservação da fauna, ou seja, a proteção e cuidado ao bem móvel animal é uma condicionante legal expressa ao direito de propriedade de seu tutor. Não se trata de uma faculdade, mas de um dever imposto ao proprietário da coisa.
E a “lei especial”, sobre a fauna, a que alude o Código Civil, proíbe terminantemente a prática de ato de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos (Art. 32, Caput, da Lei nº 9.605/98). Impondo-se, assim, na seara civil ao tutor do animal um dever de abstenção da prática de qualquer dessas condutas tipificadas na Lei como crime contra a fauna, seja por ação ou omissão.
Em sua parte dedicada à perda da propriedade, o Código Civil prescreve no seu Art. 1.275 que o rol ali previsto não é taxativo, salientando que outras causas consideradas neste Diploma deverão ser analisadas e sopesadas para a perda da propriedade. No caso dos animais, o disposto no retro citado § 1º, do Art. 1.228, que nos remete à Lei nº 9.605/98, que, como dito, veda a prática de qualquer ato de maus-tratos aos animais.
Malgrado o texto constitucional disciplinar que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (Art. 225, Caput), a questão da legitimidade para o cidadão comum ajuizar ação civil para a perda da propriedade móvel animal de outrem, provavelmente esbarrará na nossa ultrapassada e estagnada legislação civil e processual civil.
A não ser pela via da Ação Civil Pública, que possui rol exíguo de legitimados (Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Público e Associações), dificilmente o Juiz de Direito aceitará a propositura de demanda cível veiculando a perda da propriedade móvel animal, por conta da prática de maus-tratos, ajuizada por pessoa física. Por mais instruída e bem documentada que esteja a petição inicial do indivíduo, mesmo com farto material probatório (p. Ex., laudo veterinário), será sumariamente indeferida.
É que nosso velho Código de Processo Civil de 1973 possui duas regras clássicas, que se somam: (a) para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade; e, (b) ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei.
Poderia se argumentar que o citado dispositivo da Constituição Federal (Art. 225, Caput) é mais que eloquente e expresso ao outorgar ao cidadão o direito de promover a tutela do meio-ambiente, aí incluída a propositura de ações judiciais individuais na defesa da fauna e flora. Mas não é assim que as coisas funcionam na prática em nossos Fóruns e Tribunais.
Em verdade, a ausência de legislação ordinária federal específica versando sobre o tema, acaba por imobilizando o Poder Judiciário, que não encontra artigo de lei que autorize expressamente o cidadão comum a bater às suas portas, mediante ajuizamento de ação cível individual, para salvar um animal de maus-tratos ou de risco iminente.
Se já houvesse essa autorização a nível infraconstitucional, os próprios Juizados de Pequenas Causas (Especiais Cíveis) poderiam se encarregar dessas demandas cíveis. Exigindo-se apenas a prova pré-constituída do ato de abuso, omissão, maus-tratos, ferimento ou mutilação ao animal.
Enquanto isso, na ausência de legislação específica, nossos frágeis e indefesos animais pedem socorro, vítimas de todo tipo de maldade da criatividade e arbítrio humanos. Nas redes sociais e outras mídias, o clamor público é cada vez maior para que cesse a violência contra os animais. Mas pouco pode ser feito por esses bichinhos sem que o Congresso Nacional permita, através de lei.
Pela primeira vez na nossa história democrática, em mobilização inédita, Deputados Federais e Senadores da República são eleitos prometendo defender a causa animal. Pois bem, então façam a sua parte: autorizem e legitimem expressamente cada cidadão deste Brasil a ajuizar a ação cível individual na defesa de qualquer animal que se encontre em situação de maus-tratos.
Daqui há mais quatro anos, nos encontraremos nas urnas novamente!
Carlos Eduardo Rios do Amaral é defensor público do estado do Espírito Santo

Zoológicos: balcão de negócios


Quinze anos atrás, quando entrei no mundo dos primatas não humanos, comecei a me desiludir dos zoológicos, que até esse momento tinha em alta estima. Pessoas particulares, circos e criadouros comerciais faziam parcerias com zoológicos públicos, a maioria, e privados no Brasil. Essas parcerias levavam à entrega aos zoológicos, ou ao envio por parte deles, de chimpanzés adultos para reprodução em comodato, como se fossem objetos. As crias que nascessem dessas uniões eram divididas entre os proprietários de cada um dos progenitores.
Era comum ver mães chimpanzés que perdiam os recém-nascidos, com poucas semanas ou até dias do nascimento, e estes eram entregues a humanos, que os criavam órfãos para depois negociá-los com outras instituições e pessoas.
Existia um conluio intenso entre circos especialmente e zoológicos. A medida que íamos resgatando chimpanzés em nossos Santuários afiliados ao Projeto GAP no Brasil, íamos descobrindo a história de cada um. Hoje temos muitos órfãos que estão conosco, que têm mães e pais também conosco, porém, desconhecem sua relação filial.
Esta prática disseminada no Brasil, e também no mundo, acabou aqui devido ao nosso trabalho de denúncia constante, mas continua na maioria dos países, onde os Zoológicos são um Balcão de Negócios. Recentemente um Zoológico da Inglaterra enviou vários gorilas ao Zoo de Belo Horizonte para reproduzir os mesmos entre si, envolvendo altas somas de recursos dilapidados pela instituição pública brasileira, com fins obscuros.
Agora a notícia vem de Argentina. As girafas são animais que os zoos perseguem intensamente para ter em suas coleções, já que a criançada, devido ao marketing eletrônico, as tem popularizado extraordinariamente.
O Zoológico particular de Bubalcó, na Província de Río Negro, sul da Argentina, – já famoso por manter sequestrado o chimpanzé Toti que foi permutado com o Zoológico de Córdoba e tem a possibilidade de ser libertado através de um Habeas Corpus impetrado pela representação do Projeto GAP no país irmão – negociou com o Zoológico de Santiago do Chile a permuta de uma girafa recém-nascida no Zoológico de Buenos Aires, que era de sua propriedade, já que o pai estava em comodato para reprodução no Zoológico portenho.
Uma série de contratos, como também eram feitos no Brasil anos atrás, foram assinados entre o Zoológico Argentino e o Chileno, já que nesses contratos aparecem os valores de cada animal. em dólares, para que a permuta possa ser claramente avaliada. Os dois tigres brancos, que Bubalcó se dedica a reproduzir para trocar por outros animais, sabendo do interesse dos zoos nesse tipo de animal incomum, tiveram um valor atribuído que corresponde ao valor da girafinha de nome Lara, de 1 ano, que vivia com a mãe em Buenos Aires.
Ante a insistência do Zoo de Bubalcó e sua total irresponsabilidade de separar uma girafa bebê de sua mãe, que o Zoo de Buenos Aires não concordava, devido aos riscos implícitos no traslado em um clima muito frio, com frequência de ventos intensos, Lara foi enviada ao Zoológico de Río Negro, e, poucas horas depois de sua chegada – inexplicavelmente segundo os técnicos de Bubalcó – apareceu morta.
O dono do Zoológico de Bubalcó é uma pessoa rica, que domina muitos interesses e negócios em sua zona de influência; foi Ministro em épocas passadas e agora se dedica a colecionar animais selvagens num Zoológico ignorado, com visitação pública irrisória.
Que um ser poderoso economicamente faça isso é entendível, para aqueles que já conhecem esse filme; Saddan Hussein tinha seu zoológico, Pablo Escobar também e até o falecido Michael Jackson tinha outro. Da cabeça do Ser Humano, que se considera todo poderoso por seu dinheiro ou seu poder político, qualquer coisa podemos esperar. Mas as sociedades devem impedir que essas injustiças sejam cometidas com seres inocentes, que são negociados como mercadoria a seu bel prazer.
Uma razão a mais para acabar com os zoológicos como diversão pública, fechá-los para visitação e convertê-los em Centros de Resgate, que contribuam positivamente com todos os animais deste Planeta, que é de todas as espécies que nele sobrevivem.


DR. PEDRO A. YNTERIAN

Microbiologista e empresário, o cubano naturalizado brasileiro Pedro A. Ynterian chegou ao país há mais de 30 anos e sempre foi um admirador de animais, em especial dos primatas.

Sua vida mudou completamente em 1999, quando comprou em um criadouro comercial Guga, um bebê chimpanzé de 3 meses de idade, com a ideia de criá-lo no apartamento que morava em São Paulo. Em pouco tempo ele percebeu que ter um chimpanzé como pet não fazia o menor sentido e esse foi o primeiro passo para a montagem do primeiro Santuário dos Grandes Primatas no Brasil, localizado em Sorocaba.

O resultado foi o grande envolvimento na questão de proteção e defesa dos direitos dos grandes primatas e a filiação ao movimento internacional GAP – Great Ape Protection. As atividades de denúncia, resgate de animais vítimas de maus-tratos e divulgação de informações ganharam muita notoriedade e desde setembro de 2008 o Brasil foi eleito como sede do Projeto GAP Internacional, tendo Dr. Pedro como seu presidente.

No Brasil o GAP tem quatro santuários afiliados, entre os quais o de Sorocaba, que juntos abrigam mais de 80 chimpanzés, entre outros animais resgatados de maus-tratos em circos, zoológicos e outras atividades comerciais.

Não há bem-estar na vida dos condenados

Na zootecnia, o bem-estar do animal é definido por parâmetros de conforto físico e psicológico mínimos, limitados pelos interesses do agronegócio. Então, água, comida, abrigo e espaço, tudo é “melhorado” para os animais, desde que representem melhora na qualidade das carnes, dos ovos, da lã e do leite, e não solapem os lucros da produção.
Portanto, quando se ouve a expressão “bem-estar” vinda de alguém que vive da exploração dos animais, ouve-se algo como “estado de conforto mínimo para o animal”. Não é o que se costuma propagandear para incentivar as pessoas a comprarem esses produtos finais.
Na psicologia animal, o bem-estar é definido pelo estado físico do animal, integridade do corpo e resistência psíquica e emocional às agressões sofridas pelo manejo. Os veterinários etólogos, profissionais habilitados para a observação dos comportamentos e do estado físico e psíquico dos animais, levam em consideração comportamentos que o animal pode ter quando vive livremente e os comparam com os que o animal manejado tem. A partir disso admitem que o “bem-estar” do animal foi violado, ou não.
Hoje, a maioria dos animais explorados e mortos para consumo humano, especialmente os suínos, as aves, os vitelos e as vacas usadas para extração do leite, vivem completamente manejados, mesmo que os espaços do confinamento sejam algumas vezes maiores.
O confinamento é a condição básica de todos os animais manejados para abate ou extração de leite e ovos. Os animais criados soltos são raros. E a vida desses é usada para se fazer a propaganda de tudo o que deriva dos outros, criados e mortos em confinamento. Isso engana as consumidoras e consumidores.
Na perspectiva da ética animal, não se deveria falar de bem-estar de nenhum animal manejado. Do que se trata é do bem próprio da vida de cada animal, do bem específico que sua vida lhe teria propiciado, se ele não houvesse nascido na prisão do sistema de produção de alimentos animalizados.
Nesse sistema, tudo é manejado visando lucros para os humanos, desde as sensações físicas, até o espaço, a comida, a sexualidade e a morte. Tudo é planejado para beneficiar os propósitos humanos. Então, falar de bem-estarismo animal, como bem se pode ver, é usar uma expressão convenientemente adotada pelo agronegócio, pelos zootecnistas e pelos consumidores, que preferem aliviar sua consciência, mantê-la no conforto do seu bem-estar, do que abolir o consumo de derivados de animais, um consumo que jamais pode representar qualquer bem para os animais. Bem-estarismo é um termo conveniente para a consciência alienada dos consumidores onívoros.
Na ética animalista genuína, não falamos do bem-estar dos animais, porque seria muita hipocrisia. Quando prendemos o corpo de um animal num cercado construído por nós, humanos, para poder dominar esse animal e obter dele tudo o que queremos, incluindo suas carnes, ovos, leite, lã etc., não estamos preocupados com o bem próprio dele, mas com os benefícios que o consumo de seu corpo trará para nós.
Não há bem-estar algum em nascer, viver e ser morto num sistema criado para produzir animais como se fossem itens ou commodities e, em sua fase de bebês, leva-los à morte para encher o prato humano.
Do bem-próprio do animal, disso os zootecnistas, os consumidores e os agronegociadores nunca falam. Então falam do bem-estar, para disfarçar. E, nós, filósofas, falamos do bem próprio, exproriado deles do dia do nascimento ao da morte.
*Postado originalmente na fanpage do livro Galactolatria: Mau Deleite
Sonia T Felipe
Doutora em Teoria Política e Filosofia Moral pela Universidade de Konstanz (Alemanha), pós-doutorado em Bioética-Ética Animal (Lisboa), co-fundadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Violência (UFSC), ex-voluntária do Centro de Direitos Humanos da Grande Florianópolis. Membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, e investigadora do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Autora das obras: Por uma questão de princípios; Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas; Galactolatria: mau deleite – implicações éticas, ambientais e nutricionais do consumo de leite bovino.

SÃO PAULO - Palestra aborda atuação de protetores e poder público na causa animal


A Câmara instituiu que Outubro é o Mês do Bem-Estar Animal, com programação voltada à conscientização da população sobre o tema. Na próxima quarta-feira, dia 29, às 19h30, haverá palestra com a Dra. Vânia Tuglio, promotora de Justiça do Estado de São Paulo, que falará sobre Atuação das ONGs e protetores independentes junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O evento é aberto ao público, com entrada gratuita e ocorrerá no Plenário da Câmara.
“Nosso objetivo é trazer para a Câmara a discussão sobre Bem-Estar Animal. Presidi a Comissão Temporária no ano passado e este ano, apresentei projeto para a criação da Comissão Permanente de Bem-Estar Animal, que foi aprovado e está vigente. O mês temático é um complemento ao trabalho iniciado em 2013, com apoio de entidades que lutam pela causa animal em Atibaia”, destacou o presidente da Câmara, vereador Prof. Rodrigo Parras.
Além da palestra, já ocorreram sessões de filmes, todos levantando as questões de maus tratos e direitos dos animais. Até o dia 31 de outubro, ficará em exposição no hall de entrada do Plenário, trabalho da Associação Ajudaajudar, com fotos e textos referentes aos cuidados com animais de estimação. Há ainda fotos de crianças que participaram de concurso promovido no Facebook, com os temas “Histórias de Pet” e “Um Olhar Para os Bichos”, ambos organizados pela Ajudaajudar. A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
Todos os eventos foram organizados pela Câmara Municipal, com apoio da Comissão Permanente de Bem-Estar Animal presidida pelo vereador Paulo Fernando Lara Pereira de Araujo (Prof. Paulo Jesus) e que tem como membros Jair Bonilha Gattamorta (vice-presidente) e Jorge de Jesus Silva (membro). Colaboram com a programação a Associação Ajudaajudar e a ONG Opla (Organização pela Libertação Animal de Atibaia).
Fonte: Atibaia

PEGADA HÍDRICA - Indicador aponta gasto de água em produtos consumidos no dia-a-dia




A conta final de um simples almoço pode bater a marca dos 20 mil litros gastos; confira outros números

Só para produzir um quilo de carne, gasta-se 15,5 mil litros. Nessa soma entram desde a água para irrigar o capim que alimenta o boi até o volume médio ingerido por ele até o abate. 

Quer trocar pelo frango? Prepare-se para consumir 3,9 mil litros.

A proposta da Pegada Hídrica é exatamente esta: alertar para o alto gasto de água que costuma passar despercebido junto com cada produto que consumimos diariamente. “O objetivo é tornar a Pegada Hídrica um fator de escolha na hora da compra dos produtos. Sabendo o volume de água gasto em cada produto, o consumidor vai poder decidir levar para casa aquele que economizou mais. Isso acaba pressionando os fabricantes a utilizarem menos água no processo de produção”, avalia Estanislau Maria, coordenador da organização que prega um consumo consciente, o Instituto Akatu.


Controle no rótulo
Uma das ideias da organização é obrigar os fabricantes a colar nas embalagens dos produtos rótulos com o volume de água gasto. A preocupação não é para menos. Cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com menos de 20 litros de água por dia, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Além da escassez do recurso, em alguns cantos do mundo, o mau uso pode fazer da água artigo de luxo até onde não costuma faltar tanto.

Segundo dados da Organização Water Footprint, responsável por uma série de estudos relativos à Pegada Hídrica, apenas 5% da água no Brasil é gasta com consumo doméstico. Os outros 95% correspondem ao consumo de produtos industriais e agrícolas.





Rios monitorados
Baseado na experiência francesa de gestão, o país “tem uma discussão ampla e participativa” sobre o assunto, mas não sem desafios, pontua. “É preciso conhecer os usuários desses recursos, os pequenos produtores, e cadastrá-los para que seja possível compatibilizar a demanda e a oferta dos recursos hídricos”, afirma o especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA) Luiz Henrique Pinheiro.

O trabalho é grande e envolve ainda monitorar os rios e mananciais, tanto do ponto de vista da quantidade, quanto da qualidade da água. “É importante saber quem está consumindo esses recursos e quanto esse manancial pode ofertar, para que se possa fazer um balanço hídrico adequado, sempre atento à questão do consumo consciente”, conclui.

No setor privado, a Pegada Hídrica é hoje em dia utilizada principalmente por grandes empresas nacionais e internacionais de diversos setores como um instrumento de gestão.

“A Pegada Hídrica auxilia a entender quanto de água está sendo utilizada na produção, qual a origem dessa água e a quantidade necessária para que ela possa voltar ao ambiente. Conhecendo essa dinâmica, o setor produtivo pode utilizar essas informações para orientar suas ações no aumento da eficiência do uso deste recurso”, explica a engenheira agrônoma e pesquisadora pela USP Vanessa Empinotti.

Entre as formas citadas pela especialista para melhorar essa eficiência estão a implementação de novas tecnologias que promovam o reuso da água, monitoramento da água durante o processo produtivo, investimento no tratamento de efluentes, entendimento dos processos de contaminação e irrigação que utilize pouca quantidade de água.

“Há muito investimento sendo feito em tecnologias que criam equipamentos capazes de reduzir o consumo de água, como temporizadores, sensores de presença, captação de água da chuva, e muitos outros. A indústria da construção civil, por exemplo, já entendeu essa demanda e constrói prédios considerados verdes (edifícios sustentáveis) a partir desse princípio”, explica a gerente de desenvolvimento sustentável da Fieb, Arlinda Coelho.





A discussão sobre o veganismo e seus benefícios ao meio ambiente e ao futuro é extensa e muito mais complexa do que simplesmente parar de comer carne. Envolve a diminuição da poluição atmosférica, a preservação de recursos vegetais e hídricos, e muitas outras questões.

Numa linguagem descontraída, o filme tem a participação voluntária da modelo e apresentadora Ellen Jabour e do ator Eduardo Pires, ambos vegetarianos, e tem o objetivo de alertar e levantar algumas questões como "Você já se perguntou de onde vem nossa comida? Quais os impactos que ela nos traz? A Engrenagem responde."

Com informações de iBahia