Para Deus somos todos iguais, por Ricardo Luiz Capuano



Jesus é o Espirito mais evoluído que andou na Terra! Assim clamam os Espíritos encarnados e desencarnados. Ele é o exemplo a ser seguido em todas as religiões de pensamento cristão. Marcador de nossa historia, tão importante que dividiu nosso caminhar pelo tempo em duas partes, antes e depois de sua existência.

Cada um de nós se desdobraria em gentilezas e seria prestimoso, caso tivéssemos a honra de conviver com Jesus, “o maior de todos”, “rabi”, mestre da humanidade. Mas quais de nós faria o mesmo por um doente sem parentesco, ou mesmo um prisioneiro condenado.

O que pensar então quando, esse Espírito tão evoluído, diz que ao acolhermos e ajudarmos aqueles mais fracos e que muitas vezes se encontra no outro extremo da escala moral, como os que se encontram na prisão, estamos acolhendo como se fosse Ele. Como se não houvesse diferença, como se fosse a mesma coisa…. Disso podemos tirar uma conclusão;

Para Deus somos todos iguais, todos temos a mesma importância e o mesmo valor. É essa é a lição a ser aprendida com essas palavras.

Para Ele, nosso Pai querido e para os Espíritos que já alcançaram uma compreensão maior, somos TODOS iguais.

Quando visitamos um prisioneiro, por mais hediondo que seja seu crime, e lhe damos atenção e carinho, esse ato tem o mesmo valor que se ajudássemos ao próprio Jesus lhe dando um punhado de comida ou água. O ato de caridade e amor tem o mesmo valor, por que os Espíritos que o recebem tem o mesmo valor…

Pensando em termos espiritas, a única diferença entre Jesus e aquele criminoso que estava ao seu lado na cruz é o tempo e o aproveitamento do tempo. Com o passar do tempo e dependendo do aproveitamento das oportunidades de evolução, aquele criminoso pode ser tornar tão sábio e bom quanto Jesus. Só depende dele aproveitar o tempo com sabedoria.

Mas prestemos mais atenção ainda, quando diz Jesus; “o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes,” . Jesus não diz: “o que fizestes a um destes humanos, ou homens pequeninos a mim os fizestes. Simplesmente diz a esses pequeninos irmãos, pequeninos por que ainda estão no começo da caminhada moral. Assim por que não imaginar que ele, Jesus, possa incluir os animais e mesmo as plantas no significado da expressão; “PEQUENINOS IRMÃOS”. Pois, são irmãos criações do mesmo Pai, e não é assim entre Quando damos comida a um cão de rua, acolhemos um gato atropelado e levamos ao veterinário, quando soltamos uma ave silvestre de um alçapão e lhe restauramos a liberdade é como se ao próprio Jesus que estivéssemos ajudando.

Quando levamos carinho aos animais de ONGS e instituições de resgate de animais, quando denunciamos traficantes de animais silvestres e pessoas que mau tratam animais, quando auxiliamos para que um cão perdido reencontre seu lar é como se ao próprio Jesus que estivéssemos auxiliando. Pois um dia aqueles Espíritos que hoje estão estagiando na fase animal, irão adentrar no mundo dos homens e, passo a passo, se aproximarão da perfeição que Jesus alcançou.

Não esqueçamos nunca sua palavras :

“Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”

Alimentação Animal, por Conselho Doutrinário - CASAS ANDRÉ LUIZ

Brasil é um dos maiores exportadores de carne de cavalo


Desde que o Homem começou a pensar, existiu nele várias formas de desejo, entre elas: desejo de vingar-se, de ajudar, etc. tudo fluindo através do pensamento. Basta que pensemos em uma pessoa e já se está levando nisso o Espírito, e junto, o calor da vibração, da energia magnética, para o lado bom, ou para o lado do mal.
Um fluido maligno pode expandir-se e levar uma criatura à dor, ou a enfermidade, ao passo que, os bons fluidos a auxiliarão ou curarão.

Quando unimos nosso pensamento ao Pai, ou nos ligamos a Jesus numa conversa em oração, estamos movimentando as ondas positivas, embalando nosso Espírito beneficamente no auxílio do bem, modificando as vibrações negativas próprias e de irmãos que queremos socorrer.

Num trabalho espiritual, onde médiuns trazem consigo os ensinos de Kardec, entrosamento fraterno, praticando a doutrina cristã, com eles estarão os bons Espíritos, a auxiliarem e ampararem a fim de que seja desenvolvida uma tarefa sadia. Entretanto, temos ainda que preocupar-nos com a nossa saúde, cuidando da higiene, repouso, alimentação, etc. para que tenhamos um estado físico-mental bastante harmonioso e equilibrado.

No livro Desdobramento, pelos Espíritos: Eurípedes Barsanulfo.

Ismael Alonso, Miguel de Alcântara, encontramos informações sobre o prejuízo da alimentação carnívora. Eis o que nos informam os Espíritos:

..."insistimos ainda sobre o prejuízo do alimento carnívoro. Todos devem encarar essas tarefas sem se valerem da alimentação de carne de qualquer espécie, porque os seus fluidos, impregnados no organismo, são completamente contrários à ação dos fluidos dispensados nas correntes eletromagnéticas, onde as pessoas sentadas à volta de uma mesa se dão as mãos para praticar um tratamento à distância em prol de uma criatura que sofre. Há de estar-se bem preparado, além de moralmente, também fisicamente, porque o fluido ectoplásmico gerado pela carne é bastante pesado, e na medida em que a pessoa dele portadora recebe o fluido mais leve a circular pela corrente, ela sente um choque e passa mal. Pessoas desmaiam, vomitam, porque, repetimos, não estão de fato preparadas para o trabalho. A carne leva um fluido pesadíssimo, emanando um fluido ectoplásmico, como insistimos em repetir, que atrapalha bastante as pessoas. Observe-se uma pessoa que come a carne e ver-se-á como ela tem mais sono, mais vontade de repousar, enquanto o vegetariano consegue ficar por mais tempo acordado, sem sentir o peso do estômago".

Continuando com os estudos sobre a alimentação carnívora, encontramos no Boletim de Sinais, no.3, de julho/1999 , a revelação feita por Rudolf Steiner em "Crônica do Alaska": ... O sangue revela os hábitos alimentares de uma pessoa. Examinemos o processo físico que ocorre sob influência da alimentação carnívora: os glóbulos vermelhos tornam-se mais pesados, mais escuros, e o sangue apresenta uma tendência maior para coagular. Formam-se com mais facilidade incrustações de fosfatos e outros sais. Sob uma alimentação predominantemente vegetariana, a velocidade de sedimentação dos glóbulos vermelhos é bem menor. É possível ao ser humano não deixar que seu sangue chegue a uma cor tão escura; justamente por isso, ele se torna então muito mais capaz de alcançar a partir do controle de seu EU interno, a coesão de pensamentos, enquanto um sangue mais pesado exprime uma tendência para se entregar de maneira servil àquilo que se incorpora ao seu corpo astral pela alimentação carnívora".

Steiner prossegue : "pela alimentação carnívora o ser humano incorpora em si elementos que aos poucos se transformam em substâncias estranhas, que seguem dentro dele seu próprio caminho. Isto é evitado quando a alimentação é predominantemente vegetariana. Quando as substâncias em nós seguem seu próprio caminho, elas exercem influências que desencadeiam estados histéricos e epilépticos. Como o sistema nervoso recebe de fora essas impregnações, torna-se vulnerável às mais diversas doenças".

No livro Atualidade do Pensamento Espírita, pelo Espírito Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, temos uma pergunta, a de número 4, sobre :

Procedem as preocupações relativamente à superpopulação do Planeta?"

Resposta :

- Nas condições egoístas em que vive a atual sociedade, é natural que a superpopulação pareça ameaçar as estruturas econômicas e morais do homem no mundo, trabalhando para que as calamidades da fome, da violência fomentem o seu extermínio. No entanto, a colocação carece de fundamentos legítimos, quando examinada sob a óptica do Espírito. A Terra tem condições para manter quase cinco vezes mais o número dos seus atuais habitantes, já que nas Esferas espirituais estão programados para a reencarnação mais de vinte bilhões de seres, que aguardam o momento próprio. Avançando com o progresso, as técnicas para descobertas alimentícias propiciarão recursos para atender a todas as necessidades, particularmente aqueles que podem ser retirados dos oceanos, das terras improdutivas, dos rios, lagos e mares, e, sobretudo, os que poderão ser produzidos em laboratório, diminuindo a voracidade do ser humano que aprenderá, mediante experiências respiratórias elevadas, a retirar do próprio ar inúmeros nutrientes para a preservação da existência corpórea. Para tanto serão alcançados níveis mais elevados de consciência, de respeito à Natureza e à Vida".

A Ciência já analisou detidamente os vários tipos de carne-alimento e descobriu que vários elementos que a compõem são contra-indicados à saúde humana.
Eurípedes Kühl que escreveu o livro Animais-nossos irmãos, menciona:

... "Os milhões de animais que são mortos, quase sempre de forma brutal, fornecem energias protéicas ao homem, mas esse mesmo homem resgata essa crueldade nos campos de batalha, na matança repulsiva das guerras intermináveis. Tal perdurará até que a Humanidade transforme seus hábitos alimentares e suas estruturas sociais, empregando recursos materiais não em arsenais bélicos, mas nas lavouras, eliminando de vez o fabrico de armas, os matadouros e a alimentação carnívora".

No caso dos médiuns, o que deve ser considerado e respeitado é o efeito negativo que a carne produz no corpo e, por reverberação fluídica, no Espírito. Tal afirmação ficará melhor compreendida, ouvidas, em resumo,as palavras do Espírito Lancellin em Iniciação-Viagem Astral, cap. "Valores Imortais" :

... "Ao serem mortos os animais (no caso, bois) têm o fluido do plasma sangüíneo sugado por espíritos-vampiros, com habilidade espetacular. Tais vampiros fazem fila, um líder na frente, para sorver tal energia. Com o magnetismo inferior dos animais fortalecem seus baixos instintos, retribuindo fluidos pesados em infeliz reciprocidade; assim, carne e ossos do animal ficam impregnados dessa fluidificação negativa, a qual será transmitida aos homens que deles se alimentam".

Conclui alertando :

... "Os espíritas se livram desse magnetismo inferior com os recursos dos passes, da água fluidificada e, por vezes, de prolongadas leituras espirituais; os evangélicos e também alguns católicos se libertam dele nos ambientes das igrejas, mas sempre fica alguma coisa para se transformar em doenças perigosas ... ".

É tão importante a maneira como nos alimentamos , que André Luiz no livro Missionários da Luz, descreve várias situações sobre a alimentação, seus excessos e qualidade. Encontramos no cap.3, anomalia no aparelho digestivo assim descrito :

... "O estômago dilatara-se-lhe horrivelmente e os intestinos pareciam sofrer estranhas alterações. Presenciava não o trabalho de um aparelho digestivo usual, mas sim de um vasto alambique, cheio de pasta de carne e caldos gordurosos, cheirando a vinagre de condimentação ativa. Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasitas conhecidos, mas, além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a lesmas voracíssimas, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal. Semelhantes parasitos atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição ".

André Luiz continua no cap.4 a descrever os malefícios de uma alimentação carnívora, associados a comprometimentos espirituais :

... "A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência. O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso, certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos, com toda a responsabilidade da ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento de laticínios para enriquecimento da alimentação constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o Lar, será também sagrado".

E a Espiritualidade superior continua a nos informar sobre a necessidade de nossa educação, enquanto encarnados :

... "Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo dos superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos ?"

Muitas pessoas buscam nas respostas dos Espíritos dadas a Kardec, uma
atenuante para sua alimentação a base de carnes. As respostas que os Espíritos deram a Kardec no O Livro dos Espíritos- questão 723 - sobre a alimentação animal, estava de acordo com o entendimento da ciência e da sociedade da época. Julgavam que só a proteína animal é que beneficiava o corpo físico, desconheciam outras vitaminas que poderiam substituir a carne. Para demonstrar que com o processo evolutivo pode haver substituições, vejamos na Revista Espírita de 1858, no mês de abril, a colocação do Espírito de Bernard Palissy que foi um célebre oleiro do séc.XVI, habitante de Júpiter, que possui uma Humanidade bem mais evoluída do que a nossa. O Espírito informa a Kardec, que a alimentação nesse Planeta, é puramente vegetal e acrescenta: "O homem é protetor dos animais ".

Kardec pergunta ainda : "disseram-nos que parte da sua alimentação é extraída do meio ambiente cujas emanações nutritivas eles phpiram.

É verdade? Resposta do Espírito: "Sim".

Mais adiante, informa que "os animais no Planeta Júpiter não são carnívoros e se amam".

Alimentação Animal Perante a Ciência :

Todos sabemos que uma vida saudável depende de uma boa alimentação, mas poucos tem a consciência do que isso representa em termos de benefício para cada órgão do corpo humano. Do cérebro ao coração, aquilo que ingerimos diariamente tem um papel fundamental na manutenção e no intrincado sistema que nos mantém vivos. Assim, o ser humano precisa entender que a energia e outras substâncias que necessitamos para poder ter uma vida saudável tem basicamente duas fontes: a nossa genética e aquilo que ingerimos ao longo da vida. Assim a questão é como se alimentar para ter saúde e suprir todas as necessidades do corpo, sem excessos ou deficiências? Cada vez mais médicos e determinadas instituições recomendam que as pessoas reduzam a quantidade de carne vermelha e a porcentagem total de gordura de sua dieta. O excesso de gordura na alimentação está ligado a várias doenças, entre as quais doenças cardíacas e câncer, as duas doenças que mais provocam óbito. Um estudo recente do Dr. Dean Ornish, publicado no jornal médico The Lancet constatou que a maioria dos pacientes que seguia uma dieta vegetariana, apresentavam melhoras, ao contrário daqueles que se alimentavam de produtos de origem animal, e pioravam o entupimento das artérias coronárias. Quanto aos tumores malignos (câncer) , até 1990, apenas um câncer havia sido relacionado ao açougue, o do intestino, (terceiro que mais mata no mundo), mas de lá para cá, apareceram os de boca, da faringe e do estômago (o campeão de mortes no Brasil). Segundo o Instituto Nacional do Câncer, os tumores do estômago terão sido responsáveis pela morte de 13.200 brasileiros em 1998.


Gordura - conforme informou o Dr.Fabio Levi, da Universidade de Lausanne, à Revista Super Interessante: "dificulta a digestão, forçando o fígado e o estômago a produzir ácido em excesso fazendo com que a corrosão das paredes do intestino provoque mutações cancerígenas".

Enxofre - contido na carne vermelha, possa estar participando de uma conspiração com as bactérias moradoras do intestino, é o que nos informa o oncologista John Cummings da Universidade Cambridge, na Inglaterra: "é quase certo que as toxinas expelidas pelas bactérias ao devorar o enxofre colaboram para o aparecimento da doença".

Amino Heterociclico- é outra substância perigosa contrabandeada para dentro do organismo. Ele é criado pelo calor da grelha ou da panela, formando aquele pretinho crocante dos churrascos e das frituras. "Os aminos acabam no interior das células, onde se ligam ao DNA e provocam mutações cancerígenas" diz Bárbara Pence, da Universidade Técnica do Texas, nos Estados Unidos.

Alcatrão - Contido na fumaça que sobe da carne na brasa, e o SAL que recobre a carne seca (sozinho o sal é inofensivo) , mas misturado a uma substância de nome N-Nitrosamida , segregado pela ligeira fermentação da carne ao sol - se transforma em toxina cancerígena.

Países pobres, que antes não tinham acesso a carne vermelha, e os países como o Japão e Coréia do Sul que não se alimentavam de carne bovina, segundo o especialista da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, John Cummins, os cânceres do sistema digestivo, antes quase inexistentes, estão começando a aparecer com freqüência cada vez maior naqueles países. É sinal de que a troca de sua mesa tradicional farta em peixes, pelo anacrônico modismo ocidental, está custando caro.

As proteínas de origem animal criam um grande fardo no corpo, porque contêm alta quantidade de enxofre na composição de seus aminoácidos e são rapidamente absorvidas pela corrente sangüínea. 

A Questão das Proteínas:

Ao contrário da crença popular, as necessidades de proteínas para o corpo humano é bem modesta e fácil de encontrar. Se consumirmos uma VARIEDADE de alimento, com adequadas calorias para o nosso peso e o nosso nível, estaremos comendo o suficiente em proteínas. A Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas recomenda 4,5% de calorias fornecidas pelas proteínas como quantidade diária ideal.

Podemos entender que no futuro a Humanidade terrestre também deixará de se alimentar de carne. Hoje, já encontramos alimentação nos produtos de origem vegetal, sem necessidade da proteína animal. Emmanuel, e muitos outros Espíritos, nos orientam sobre isso, e felizmente, a ciência que cuida da parte alimentar não só demonstra essa possibilidade, como ainda nos previne sobre os excessos e os males ocasionados pela carne vermelha, principalmente a de porco. Emmanuel, no livro O Consolador, pergunta 129, diz que "a alimentação animal é um erro de enormes conseqüências do qual derivam vícios da nutrição humana".

A Lei Natural do Progresso é uma constante que, no futuro, erradicará dos costumes humanos a alimentação de carne, tendo em vista que ela só é conseguida tirando a vida do animal, o que demonstra ainda nosso atraso espiritual (cenas de animais sendo mortos em matadouros não são de fácil contemplação: pessoas sensíveis não a suportam - desmaiam).
Saberemos que não mais cometeremos esses abusos com os animais, quando ao evoluir, o Espírito, pelo Amor, terá aprimorado o seu revestimento perispiritual que, por sua vez, modificará o envoltório carnal - nosso corpo físico.


Conselho Doutrinário
CENL-CAL- abril/2000

BIBLIOGRAFIA :

Desdobramento - Eurípides Barsanulfo, Ismael Alonso, M.Alcantara
Boletim de Sinais, no.3 - julho/99
Atualidade do Pensamento Espírita - Vianna de Carvalho
Animais - nossos irmãos - Eurípedes Küel
Iniciação - Viagem Astral - Espirito Lancellin
O Livro dos Espíritos - Allan Karde
Revista Espírita - 1858 - Allan Kardec
Consolador - Emmanuel 
Missionários da Luz - André Luiz
Vegan - (Internet)

VEGETARIANISMO E ESPIRITISMO - UM DIÁLOGO POSSÍVEL E NECESSÁRIO, por Claudia Gelernter



Em se tratando de saberes e ações humanas, não existe assunto que não possa (e não deva) ser analisado sob o enfoque Espírita, uma vez que se trata de Doutrina fundamentalmente filosófica, reflexiva, profunda, evolutiva e universal.

Como comenta o Dr. André Luiz Peixinho (FEEB), se compararmos o mundo com um colar de contas, considerando que cada uma de suas peças representa os saberes humanos (Medicina, Psicologia, História, Filosofia, Arte, etc.), entenderemos que o Espiritismo não se enquadra na posição de mais uma destas contas, mas sim como o cordão que as transpassa, devendo ser considerado, portanto, ferramenta essencial para a análise de todos os fenômenos por nós produzidos, sejam eles de ordem individual, social ou ambiental.

Sendo como é [e a partir dos pressupostos que nele se encerram], o Espiritismo nos convoca a um pensamento racional, voltado à busca de respostas congruentes, de acordo com o tempo histórico que vivemos e em comunhão com as ciências e padrões ético-morais genuinamente cristãos.

Diante deste ponto fundamental, sentimo-nos impulsionados a discutir, embora que de forma ainda superficial, a questão do vegetarianismo como opção alimentar, e - mais que isso – como uma ‘filosofia de vida’.

O VEGETARIANISMO DISCUTIDO EM O LIVRO DOS ESPÍRITOS

O Espiritismo nasce para o mundo em abril de 1857, através de um livro contendo perguntas e respostas, intitulado “O Livro dos Espíritos”. Nele, encontramos diversas questões, referentes aos mais variados assuntos, respondidas pelos Espíritos Superiores assim como por Allan Kardec que, de forma brilhante, enriquece a obra com seus apontamentos lúcidos, coerentes.

Considerando a alimentação um tema relevante, Kardec propõe a seguinte pergunta aos Espíritos:
723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?

E os Espíritos respondem:

“Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.”

Se analisarmos esta questão em separado de outras que se seguem e que serão destacadas mais adiante, entenderemos que é lícito – necessário, até - que o homem se alimente da carne animal a fim de conseguir as energias necessárias para a execução de seu trabalho no mundo.

Entretanto, como toda a obra Espírita genuína, não devemos e nem podemos prescindir do caráter evolutivo dela mesma. Disse Kardec que o Espiritismo deveria ser revisto e ajustado aos conhecimentos trazidos pela ciência humana, devendo caminhar de mãos dadas com ela, desde que seus axiomas [do Espiritismo] não fossem feridos.

E, quais são estes axiomas?

São, basicamente: o amor como caminho; a evolução como meta; a razão como bússola e a reencarnação como instrumento pedagógico.

Pois bem, em se tratando de questões alimentares, sabemos que a ciência da nutrição é bastante recente na história humana. Só em 1902 surgiu o Curso de nível Universitário na formação de dietistas – os precursores da nutrição - e é somente em 1946 que a Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Genebra, inicia a divulgação e execução de programas específicos ligados à produção e estudos sobre alimentos, marcando o aperfeiçoamento profissional da nutrição.

Portanto, não se trata de ciência existente na época de Kardec. Sendo assim, seria
impossível aos homens encarnados naquele tempo o acesso aos conhecimentos nutricionais necessários a fim de desvendarem as propriedades dos alimentos disponíveis na natureza.

Só muito recentemente esta ciência demonstrou que encontramos no reino vegetal todos os nutrientes necessários para a promoção e manutenção de nossa saúde, sendo desnecessário a uso de produtos de origem animal em nossa dieta cotidiana.

Portanto, entendemos que seria leviano da parte dos Espíritos da codificação, afirmarem que o Espiritismo condena o consumo de carne, pois as informações sobre as alternativas nutricionais eram quase inexistentes naquele tempo.

Entretanto, isso não se aplica nos dias de hoje.

Além deste fator, devemos levar em conta o nascimento de outras ciências que, assim como a nutrição, surgiram posteriormente à formação do Espiritismo e que dizem respeito ao meio ambiente.

Cabe-nos, então, seguir adiante no próprio Livro dos Espíritos, agora na questão 724 proposta por Kardec:

724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação?

“Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa.”

Diversos estudos sobre questões ambientais têm apresentado evidencias robustas de que o consumo de carne animal acaba por gerar problemas de ordem ambiental, além de complicações físicas para o consumidor.
Em pesquisa realizada pela nutricionista Aline Martins de Carvalho, da FSP (Faculdade de Saúde Pública da USP), descobriu-se que “o consumo excessivo de carne foi verificado em grande parte da população pesquisada, com aumento significativo ao longo dos anos, relacionado com pior qualidade da dieta em homens e considerável impacto ambiental”. Concluiu ainda, que “as carnes vermelhas e processadas têm sido relacionadas com aumento do risco de câncer de cólon e reto, doenças cardiovasculares, diabetes e ganho de peso” (p. 01, 2012). Tal dissertação resultou no artigo científico “Excessive meat consumption in Brazil: diet quality and environmental impacts”, publicado na revista científica inglesa Public Health Nutrition.

O IMPACTO AMBIENTAL E O CONSUMO DE CARNE

Apontados como grandes vilões do aquecimento global, a pecuária e o consumo de carne estão sendo cada vez mais debatidos por biólogos, ambientalistas, vegetarianos, além de diversos movimentos sociais.

Em entrevista cedida ao Instituto Humanitas, o biólogo Sérgio Greiff explica que “A carne é responsável por grande impacto ambiental. Áreas naturais (florestas, matas, cerrados, campinas etc.) precisam ser devastadas para a abertura de pastos. Muitas pessoas associam a devastação nas florestas tropicais ao corte de madeira. Na verdade, a contribuição das madeireiras para essa devastação nem se compara à devastação causada pela pecuária, pois as madeireiras selecionam apenas as árvores que interessam para o corte. Já o pecuarista precisa se livrar das árvores indiscriminadamente”.

Diante destas evidências, a resposta oferecida pelos Espíritos na questão 724 de O Livro dos Espíritos coloca-nos em cheque, uma vez que deixa claro que a privação da carne em prol do coletivo é relevante, meritória.

Levando-se em conta que nos tempos de Kardec os conhecimentos sobre nutrição eram totalmente restritos, privar-se de carne consistia, portanto, em ação grandiosa, altamente altruísta. Porém, nos dias de hoje, com todos os recursos de que dispomos, entendemos que tal ação sai do âmbito da ampla generosidade para tornar-se um dever.

Além disso, realizando pequeno exercício filosófico, devemos alinhar nossos saberes com a questão de amarmos Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. [ensinamento fundamental proposto pelo Cristo como sendo o resumo da Lei e dos Profetas].

Como amar a Deus se confinamos, privamos e matamos suas criaturas pelo prazer efêmero de nosso paladar, ocasionando tantos transtornos à nossa volta?

VEGETARIANISMO E ESPIRITISMO - UM DIÁLOGO NECESSÁRIO

Outra munição frequentemente utilizada pelos Espíritas ainda defensores do carnivorismo apoia-se no fato de que o médium brasileiro Francisco Cândido Xavier consumia carne, enquanto encarnado.

Construindo suas idéias em premissas infundadas, afirmam: “Chico Xavier era carnívoro e Hitler era vegetariano, então...”

Com relação a esta situação, temos alguns pontos a considerar.

Primeiramente, necessário compreender que Hitler não se tornou vegetariano por questões morais, mas sim por conta de um problema de saúde, na área gástrica, segundo seus biógrafos. Conta-se, ainda que ele “roubava” carne da cozinha, costumeiramente, o que denota seu conflito nesta questão.

Quanto ao médium, faz-se necessário separar a obra ditada pelos Espíritos de suas ações, pois temos, ao longo de seus escritos mediúnicos, inúmeros apontamentos em defesa do vegetarianismo.

Vejamos:

O Espírito Irmão X, em seu texto intitulado “Preparação para a Morte”, buscando cooperar com os irmãos que logo mais atravessarão os portões do além túmulo, inicia dizendo sobre a necessidade primordial de nos abstermos do consumo de produtos de origem animal a fim de facilitarmos nosso ingresso no Plano Espiritual. Recomendou-nos ele:

“Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia.
Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais.
O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição.
O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.”

No livro Missionários da Luz, capítulo 4, o Espírito André Luiz, descreve o ambiente de um matadouro aos leitores, dizendo estar junto de Alexandre, um benevolente instrutor, que o faz compreender a questão do vampirismo espiritual, naquele caso resultante das ações criminosas dos homens junto aos animais. Comenta o instrutor de André que no futuro da humanidade o estábulo será tão sagrado quanto um lar terrestre.

Entretanto, comenta que na atualidade, infelizmente “Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis”.

Oras, nem poderia ser de outra forma, dada a maneira como tratamos estes seres.

Alexandre continua seus ensinamentos, afirmando que nossos irmãos animais “aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão”.

E, colocando-nos de frente com a questão paradoxal que nos envolve a existência, comenta:

“Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusarmos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos?”

Neste ponto nevrálgico, relembramos a Oração Pela Paz, atribuída ao querido Francisco de Assis, que nos convoca a sermos instrumentos de paz, de amor.

Parece-nos impossível conseguirmos apoio do mais alto se nos posicionamos nas esferas mais baixas da vida.

E, colocando-nos a par sobre nosso papel diante desta urgente questão, afirmou que “(...) na qualidade de filhos endividados para com Deus e a Natureza, devemos prosseguir no trabalho educativo, acordando os companheiros encarnados, mais experientes e esclarecidos, para a nova era em que os homens cultivarão o solo da Terra por amor e utilizar-se-ão dos animais, com espírito de respeito, educação e entendimento”.

Neste trecho fica explicito a convocação ao trabalho de educação dos seres, levando as informações de que dispomos, a fim de alterarmos o cenário no mundo.

Prosseguindo com nossos estudos, citaremos agora o Espírito Emmanuel, no livro “O Consolador”, com suas explicações que, por serem longas, porém necessárias, serão copiadas abaixo, na íntegra:

“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana.
É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esse valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.”

Poderíamos destacar ainda outros trechos de textos assinados por Espíritos que ditaram suas idéias através de Francisco Candido Xavier, porém consideramos desnecessário, uma vez que praticamente todos buscaram nos impulsionar para a mesma direção – a do vegetarianismo consciente.

Entendemos, ainda, que o fato de ter consumido carne durante sua última existência, em nada diminuiu a grandeza do trabalho realizado por Francisco Cândido Xavier, que deixou certamente vasto legado de informações e exemplos superiores.

Cabe-nos, entretanto, como nos ensinava o mestre comum, Allan Kardec, seguir adiante, de mãos dadas com os novos saberes que nos são apresentados, reforçados e confirmados por diversas áreas do conhecimento humano.

Ademais, como destacado anteriormente, o Espiritismo, em seu aspecto moral de justiça, amor e caridade, sempre condenou os excessos. Uma vez comprovada a não necessidade da morte do animal para nosso sustento, devemos trilhar outros caminhos, mais sensatos, corretos, éticos.

Por fim, compreendemos que a evolução do planeta passa, invariavelmente, pela questão alimentar.

Este salto, importante e fundamental, ocorrerá a partir da mudança de cada um, reconhecendo nos animais o próprio Criador em sua expressão de amor e benevolência.

E então, congruentes com a Lei Maior, certamente trilharemos por caminhos mais tranquilos, repletos de cooperação e crescimento.
Trabalhemos por isso!


Claudia Gelernter
claudiagelernter@uol.com.br

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CARVALHO, A. M.; Tendência temporal do consumo de carne no município de São Paulo: estudo de base populacional – ISA Capital 2003/2008; dissertação de mestrado; FSP – USP; 2012. Disponível em http://www5.usp.br/17464/estudo-da-fsp-relaciona-consumo-excessivo-de-carne-com-impacto-ambiental/acessado em 21 de agosto de 2013.
HUMANITAS; O impacto ambiental do consumo de carne. Entrevista especial com Sérgio Greif e depoimento de Sonia Montaño, disponível em http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/10451-o-impacto-ambiental-do-consumo-de-carne-entrevista-especial-com-sergio-greif-e-depoimento-de-sonia-montano, acessado em 19 de agosto de 2013.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos, FEB, Rio de Janeiro, 1994 – Questões 723 3 724.
XAVIER, F. C.; O Consolador, por Emmanuel, Ed FEB, Rio de Janeiro, 21ª edição, 1998.
_____________ Missionários da Luz, Espírito Andre Luiz, Ed. FEB, Rio de Janeiro, 2005.
_____________ Treino para a Morte, Espírito Irmão X, Ed. FEB, Rio de Janeiro, 2002.

O vegetarianismo e o veganismo ainda são tabus espíritas?, por Murillo Francisco Cason



Devemos começar a nos preocupar com essas questões e darmos a elas e aos nossos irmãos animais o devido respeito e importância que merecem

Acredito que seja de opinião geral o fato de que estamos passando por um período de profundas e belíssimas mudanças, no que compete ao comportamento e postura do ser humano em relação ao próprio homem, e também em relação à questão da defesa dos animais e da natureza de modo geral. Mudanças de hábitos alimentares e comportamentais vêm ocorrendo de maneira crescente nos dias atuais, o que nos faz refletir sobre essas questões de importância fundamental para todos, principalmente para o Espiritismo, considerando-o o cristianismo redivivo e seus adeptos os novos cristãos.
Assim sendo, acredito que caiba ao movimento espírita estudar com mais carinho e caridade a questão do consumo de cadáveres de nossos irmãos.

O termo cadáver desmistifica o termo carne que é utilizado para designar os pedaços de irmãos menores que colocamos em nossos pratos. Esta denominação tem por objetivo nos iludir e principalmente nos afastar do tão esperado raciocínio que nós, espiritas, devemos aplicar sobre infinitas questões do comportamento humano.

Carne, utilizada para designar alimento, afasta totalmente a ligação que existe entre o pedaço de carne no prato, do ser vivo pensante, senciente, com sentimentos e percepções muito próximos dos nossos, tais como: amor, ternura, compaixão pelos semelhantes, medo, anseio de liberdade, convívio social, dor, dentre dezenas de outros pontos de conexão entre nós e os animais que devoramos avidamente.

Já o termo cadáver representa o verdadeiro significado daquele pedaço de matéria em nosso prato.

Pesquisas científicas vêm demonstrando a realidade psíquica de várias espécies de animais, como a declaração de Cambridge sobre consciência animal[1], apontando para aspectos importantíssimos e que são ainda, infelizmente, ignorados por muitas pessoas. 

Bois, galinhas e porcos, os três principais grupos dos quais o ser humano se alimenta, possuem alta capacidade cognitiva, sendo provado em diversas pesquisas as habilidades perceptivas e sentimentais supracitadas como medo, dor, compaixão e total noção do mal que está sendo cometido contra eles.

Além da gravíssima questão moral que envolve o ato de comermos animais com tais capacidades cognitivas, temos progressivamente tomado contato com pesquisas que revelam os males que o consumo de carne traz para o ser humano, bem como os benefícios de uma dieta vegetariana, ou de preferência vegana.
Emmanuel, na questão 129 do livro O Consolador, psicografado por Chico Xavier, traz a seguinte colocação:

“É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

“A ingestão de vísceras dos animais é um erro de enormes consequências do qual deriva numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.”[2]

Acredito que as palavras de Emmanuel sejam bem claras a respeito do mal que causamos a nós mesmos com a ingestão de cadáveres e também fica claro o fato de não haver nenhuma necessidade de ingestão de carne pelo ser humano, pois tudo aquilo que o corpo físico necessita encontramos nas vastas classes de vegetais, fato esse que vem sendo confirmado repetidamente por diversos cientistas e médicos nos dias atuais.

Outro aspecto importante é que ao nos alimentarmos dos animais contribuímos para que estes seres tenham uma existência de escravidão, confinamento, sofrimento e morte.

Contribuímos também para perpetuar a fome de outros seres humanos no mundo todo. Consumir cadáver de animais é o meio mais elitista e menos sustentável de se alimentar, pois a quantidade de pessoas que podem ser alimentadas com os mais diversos vegetais, se esses fossem destinados a alimentar pessoas e não os animais nas fazendas, seria muito superior.

Cerca de 45% da área terrestre mundial está ocupada pela criação de animais. Para se produzir um hambúrguer são necessários 2.500 litros de água, o equivalente a dois meses de banhos. Podemos utilizar 1,5 acres de terra para produzir 18.650 quilogramas de alimentos vegetais, ou podemos utilizar a mesma área de terra para produzir apenas 170 quilogramas de carne.
Para alimentar uma pessoa com uma dieta vegetariana estrita (sem nenhum produto de origem animal), por um ano, faz-se necessário um sexto de acre de terra. Já a alimentação de uma pessoa com dieta carnívora demanda uma área de terra 18 vezes maior.

Atualmente somos pouco mais de sete bilhões de seres humanos encarnados no planeta. Assim sendo, para satisfazer a volúpia por carne que domina a maioria da população mundial, assassinamos todos os anos o número inacreditável de 56 bilhões de animais terrestres. Este número não inclui seres aquáticos, cuja mortandade é ainda maior.

Cinquenta e seis bilhões anuais! Este é o número do maior e mais oculto genocídio do planeta, ignorado pela maioria da população mundial.
Tomando por base esse número, podemos compreender melhor um dos fatores que tem impulsionado os seres humanos a matar uns aos outros em números cada vez maiores. Derramamento de sangue gera derramamento de sangue. Morte gera morte.

Seria duvidar da bondade de Deus a todos os seus filhos que o clamor desses bilhões de irmãozinhos não tenha chegado até o Criador. Os animais olham para o homem esperando encontrar anjos que os auxiliem, dando carinho e amor, entretanto, em vez de anjos, eles têm encontrado demônios.

Esperam encontrar mãos que tragam auxílio, amparo e direcionamento, mas encontram mãos empunhando o cutelo a rasgar suas gargantas, lâminas em brasa a cortarem seus bicos e armas de choque a guiá-los para a morte.

Como podemos esperar que as mulheres não cometam o infanticídio do aborto, se consumimos os ovos das galinhas e trituramos vivos diariamente milhões de pintinhos machos, simplesmente porque não são úteis à indústria dos ovos.

Como esperar que homens não estuprassem mulheres, se diariamente estupramos milhares de vacas, inseminando-as artificialmente para que engravidem, produzam leite e ao darem a luz, seus filhos sejam retirados de seus cuidados e trancados em baias minúsculas para que não se movimentem e assim, não criem músculos para que, dentro de alguns meses sejam assassinados para termos em nossos pratos o baby bife, a famosa carne de vitela.

Diante de tudo isso, como legítimos cristãos, não podemos continuar em nossa zona de conforto, porque os tempos são chegados.

Devemos começar a nos preocupar com essas questões e darmos a elas e aos nossos irmãos animais o devido respeito e importância que merecem.
Se nós espíritas, através do exemplo, não levantarmos a bandeira da defesa dos direitos dos animais – como faz o veganismo –, que é inseparável dos direitos do homem, quem fará? Qual instituição religiosa?

Se nós espíritas, através do exemplo, não levantarmos a bandeira de uma alimentação mais compassiva, neutra de crueldade, rica em compaixão e igualdade, como são as dietas vegetarianas, quem fará?

Se nós que pregamos a caridade como único meio de salvação, não tivermos caridade para com os seres inferiores da criação, colocados por Deus ao nosso lado para que os auxiliemos a progredir e não para explorarmos e devorarmos, quem terá?

Se nós, que possuímos vasto depósito das leis de Deus em nossas mãos, não conseguirmos enxergar essa gravíssima realidade que afeta massivamente humanos e não humanos, quem enxergará?

Corremos o risco de cair no mesmo erro que os antigos hebreus caíram, fechando-nos no exclusivismo, não mais de povo ou de raça, mas de espécie.
O vegetarianismo, e principalmente o veganismo, nada mais são do que a prática do amor ao próximo ensinado por Jesus. Próximo humano e não humano. Sendo assim, não consistem em agregar práticas alheias ao Espiritismo, pois estão implícitos nos postulados espíritas.

Que outro ensinamento aguardamos que os espíritos superiores nos tragam para finalmente derrubarmos as barreiras de uma caridade seletiva, e praticarmos a caridade completa, universal e divina, estendendo a todos os seres da criação o nosso amor e auxílio, lavando nossos olhos na piscina de Siloé, onde deixaremos que a lama material que encobre nossos olhos seja retirada, não mais enxergando esses nossos irmãos somente pelos olhos da matéria. Esta visão traz o desejo ávido de devorar seus corpos de carne com a desculpa em nossos lábios de que necessitamos deles para nossa nutrição. Na realidade, egoisticamente buscamos somente satisfazer nosso paladar.

Que nesses tempos de transição renovemos nosso conceito sobre quem é o nosso próximo e passemos a enxergar a verdadeira caridade que não distingue o irmão de humanidade do irmão que momentaneamente se encontra em estágios evolutivos anteriores, caminhando para o mesmo destino que nós, que é a comunhão plena com o Criador.

Despertemos a consciência adormecida do homem, para que os animais possam finalmente dormir em paz.

– Documentário Cowspiracy – A conspiração da vaca.
– XAVIER, F. C. Cartas e Crônicas. Pelo espírito Humberto de Campos. Rio de Janeiro: FEB, 1966.
– XAVIER, F. C. Contos e Apólogos. Pelo espírito Humberto de Campos. Rio de Janeiro: FEB, 1957.
– Relatório da ONU sugerindo mudança global para uma dieta vegetariana. Disponível em: http://www.unep.org/resourcepanel-old/Portals/24102/PDFs/PriorityProductsAndMaterials_Report.pdf.
– Especialista recomenda vegetarianismo contra a mudança climática. Notícia do portal G1. Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1356879-5603,00-ESPECIALISTA+RECOMENDA+VEGETARIANISMO+CONTRA+A+MUDANCA+CLIMATICA.html.

1. Declaração de Cambridge sobre a Consciência Animal:
Nós declaramos o seguinte:
“A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que os animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos.”
A Declaração de Cambridge sobre a Consciência foi escrito por Philip Low e editado por Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low e Christof Koch. A Declaração foi proclamada publicamente em Cambridge, Reino Unido, em 7 de julho de 2012, no Francis Crick Conferência Memorial sobre a consciência em animais humanos e não-humanos, no Churchill College, Universidade de Cambridge, por baixo, Edelman e Koch. A Declaração foi assinada pelos participantes da conferência, naquela mesma noite, na presença de Stephen Hawking, na Sala de Balfour no Hotel du Vin, em Cambridge, Reino Unido. A cerimônia de assinatura foi imortalizada pela CBS 60 Minutes. Para saber mais: http://fcmconference.org/.
2. XAVIER, F. C. O Consolador. Pelo espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1941.

Veganismo em toda parte, por Ricardo Luiz Capuano



Não é difícil de perceber que o tema “Veganismo” e seus desdobramentos: vegetarianismo, libertação e direitos dos animais, estão ganhando cada vez mais espaço na mídia. Isso nada mais é que o reflexo de uma mudança de pensamento que vem abrangendo as consciências humanas.

Se você acredita em religião ou não, na verdade em relação a esse assunto não importa, pois sendo ação de uma “pressão evolucionista Darwiana” ou fruto da “influência de guias e Espíritos mais evoluídos” o fato irrefutável é que cada vez mais os humanos estão se preocupando com os animais e percebendo que a maneira como nos relacionamos com eles está muito errada.

Em vários locais de nosso planeta estão aparecendo consciências que vem acordando para a realidade abusiva, se não dizer horripilante, que o homem trata as outras espécies. A historia está cheia de caso como esse, onde aparecem seres que despertam para uma nova realidade evolucionista trabalhando com as mesmas ideias sem se conhecerem e sem conhecer o trabalho um do outro.

Foi assim com a aeronáutica onde em vários locais do mundo apareceram experimentos sobre aviação, praticamente na mesma época e sem que os pesquisadores tivessem contatos entre si. Ainda hoje mais de uma nação reivindica ser a pátria dos criadores do avião, o mesmo se deu com o radio e outras invenções.

Como exemplos citamos a reportagem intitulada “Partos Gemelares da Ciência” da revista “Super Interessante”:

“Sabia que Alexander Graham Bell e Elisa Gray apresentaram o pedido de registo da patente do telefone no mesmo dia? E que a Teoria da Evolução foi desenvolvida simultânea e independentemente por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace? Isto só para referir duas coisas muito conhecidas. Mas, se escavarmos na história da ciência, sobre coisas que nem sabemos bem o que são, é um espanto! A Geometria Hiperbólica (!) foi desenvolvida ao mesmo tempo e separadamente pelo matemático húngaro János Bolyai e pelo russo NickolaiLobachevsky; a fita de Möbius, do matemático alemão August Möbius, foi criada ao mesmo tempo por ele e por outro alemão, Johann Benedict Listing; a descoberta do processo electrolítico de refinar o alumínio foi feita simultaneamente pelo americano Charles Martin Hall e pelo francês Paul Héroult;”

Quanto as manifestações espiritas se deu o mesmo, em vários locais do mundo se apresentaram espíritos, quase simultaneamente e sem que um médium tivesse contato com os outros. Mesmo hoje em dia. muitos cientistas descobrem a mesma coisa, sem nem imaginarem que outros estão chegando às mesmas conclusões em locais distantes.

E em relação aos animais não é diferente O fato de que animais em locais diferentes começam a agir de maneira semelhante, por vezes aprendendo coisas quase simultaneamente é muito comum.

Um dos casos mais conhecidos se refere a observações científicas sobre colônias de macacos no Japão

Ao longo da costa do Japão, os cientistas estudaram colônias de macacos habitantes de ilhas isoladas, há mais de trinta anos. Para poder manter o registro dos macacos, eles colocavam batatas doces na praia, para que os animas as comessem. Os macacos saíam das árvores para pegar as batatas e, assim, expunham-se a ser observados com total visibilidade. Um dia, uma macaca de 18 meses chamada Imo começou a lavar a sua batata no mar, antes de comê-la. Podemos imaginar que seu sabor tornava-se assim mais agradável, pois o tubérculo estava livre da areia e do cascalho e, talvez, ligeiramente salgada.

Imo mostrou aos outros macacos de sua idade e à sua mãe como fazer aquilo; os animais jovens mostraram às próprias mães e, aos poucos, mais e mais macacos passaram a lavar as batatas em vez de comê-las com areia e tudo.

Um dia, os observadores perceberam que todos os macacos de determinada ilha lavavam suas batatas doces. Embora isso fosse significativo, o que foi ainda mais fascinante de registrar foi que, quando essa mudança aconteceu, o comportamento dos animais nas outras ilhas também mudou: todos eles agora lavavam suas batatas, e isso apesar do fato de que as colônias de macacos das outras ilhas não tinham tido contato direto com a primeira.

“Sabe-se agora que muitos Espíritos desencarnados têm por missão velar pelos encarnados, dos quais se constituem protetores e guias; que os envolvem nos seus eflúvios fluídicos; que o homem age muitas vezes de modo inconsciente, sob a ação desses eflúvios..” – A Gênese – Allan Kardec.
Imaginar que em situações como essa, o que ocorre é que em vários locais existe uma influencia espiritual que cria condições favoráveis para aquele aprendizado é muito coerente, mas para os cientistas existe uma explicação diferente.

Esse experimento deu a base para uma nova teoria de como os seres vivos aprendem as coisas. A hipótese de “Campo Mórfico”: quando um comportamento é repetido número suficiente de vezes, forma “campo morfogenético (ou seja, formador de formas)”. Esse campo tem uma espécie de memória cumulativa baseada no que aconteceu com aquela espécie no passado. Todos os membros dessa espécie (não só os organismos vivos, mas também moléculas de proteína, cristais e até mesmo átomos) se sintonizam com o seu campo mórfico particular, que atravessa o espaço e o tempo num processo chamado de “ressonância mórfica”. Isso explicaria os movimentos de peixes em cardumes, aves em um bando e até as “modas” que dominam a humanidade.

“Cada espécie que participa na composição do reino animal constitui-se um “todo vivo”, governado por um centro de consciência instintiva… O ‘psiquismo diretor’ responsável pelas criações e transformações ocorridas neste reino, bem como orienta a sua transposição para outro reino mais evoluído.” – Ramatís

Independente no que cada um acredita “seja em força evolutiva natural, Espíritos guias ou campo mórfico”, a mudança de pensamento em relação aos animais vem se espalhando e a evolução humana, principalmente em relação aos aspectos morais está intimamente ligada a ela.

Torna-se impossível imaginar uma evolução humana sem que haja uma maior tomada de consciência, sem que o homem repense e assuma sua real posição em relação ao mundo, à natureza e às outras espécies. Evolução sem aumento de consciência não existe. Amadurecimento sem encarar a realidade, procurando se manter na ilusão que não fazemos parte da matança de milhões de seres vivos de outras espécies, é hipocrisia.

Se a evolução é o único caminho do homem (e de tudo), tanto para a ciência quanto para a religião, e essa evolução só é possível com conhecimento e amadurecimento moral.

“TEMPOS SÃO CHEGADOS EM QUE NÃO SERÁ MAIS POSSIVEL SE JUSTIFICAR AS ATROCIDADES HUMANAS EM RELAÇÃO ÀS OUTRAS ESPÉCIES NA IGNORANCIA DA MASSA POPULAR”

(Se a macaca “Imo” conseguiu ensinar seus irmãos de espécie a mudarem seus hábitos para uma vida mais saudável e feliz, não é possível que nós humanos, que nos autovalorizamos tanto, não sejamos capazes de mudar nossos hábitos para obter uma vida moralmente melhor!!)

“Busquemos reconhecer a infinidade de laços que nos unem nos valores gradativo da evolução e ergamos em nosso íntimo o santuário eterno da fraternidade universal”. – Emmanuel.



Reduzir ingestão de carne pode salvar 5 milhões de vidas até 2050, diz estudo


Foto: Paul Saad/Creative Commons
Agora o alerta vem da Universidade de Oxford, da Inglaterra. Pesquisadores se dedicaram a entender melhor as consequências de quatro diferentes tipos de dieta (tanto para a saúde quanto para o meioambiente). E mais: fizeram projeção de quantas vidas seriam salvas se a dieta mais saudável fosse adotada pelo mundo inteiro.
Segundo eles, se toda a população aderisse a uma dieta livre de derivados de animais – como carne, leite e queijos -, oito milhões de vidas seriam poupadas e as emissões de gases de efeito estufa cairiam em 70% até 2050. Confira o estudo completo!
Mas e se durante o mesmo período todo mundo reduzisse a ingestão de carne e investisse em legumes e verduras? Cinco milhões de vidas seriam poupadas! E se a dieta vegetariana fosse adotada globalmente? Mais de sete milhões de mortes seriam evitadas e as emissões reduziriam em 63%.
Quer mais motivos para repensar a dieta? De acordo com a pesquisa, 40% das mortes registradas no mundo em 2010 foram recorrentes de doenças causadas ou agravadas por má alimentação, como obesidade e diabetes. 
E aí? O estudo te motivou a dar uma chance para a alimentação saudável? Então acompanhe as dicas da nossa chef de cozinha, que posta semanalmente dicas de receitas deliciosas (e fáceis de fazer) para testar em casa.

Considerações sobre a vida não humana, por David Arioch


Como podemos subestimar o sofrimento de um animal reduzido à comida, quando nós mesmos não estamos na mesma situação que eles? Não se pode menosprezar o sentimento de um animal diante do abate, a não ser que tenhas sentido na pele o desespero da iminência do canibalismo ou de ser morto para tornar-se comida para ser d’outra espécie.

O ser humano é embrutecido pela naturalização do destino terrível dos animais que são colocados à nossa mesa. Sobre isso, Voltaire cita como exemplo crianças que choram com a morte do primeiro frango que eles veem matar, mas riem da morte do segundo.

Quando comes um animal e este animal padeceu em privação e diante da morte, ao ingerir seus pedaços, você consome também a energia concentrada naquela carne, o que não é uma energia positiva, já que todo animal abatido morre de forma não natural, sem chegar ao limite de sua existência.

Depois de ler a fábula “O Lenhador e a Raposa”, vai-te às lágrimas pela morte do gentil animal golpeado mortalmente pelo lenhador, mas não divide a mesma emoção com o bezerro, que sem pai nem mãe agoniza como um órfão enquanto aguarda sua vez de ter o mesmo fim precoce determinado pela indústria.

Ensine seu filho a ser justo com os animais e assim ele também será justo com os seres humanos. Mas se permite que ele seja pernicioso com os animais não humanos, provavelmente ele entenderá que não há problema em ser injusto também com os de sua espécie, já que o seu senso de justiça há de diluir-se em seu ego.




ANDA