Farra do Boi - a brutalidade do ser "racional"

Eu sei...

Também não me faz bem ver essas imagens, mas existem coisas para as quais não podemos fechar os olhos.

Isso acontece aqui... no Brasil.






Apesar dos esforços das entidades de Bem Estar Animal nacionais e internacionais, a "farra" do Boi continua sendo praticada em Santa Catarina, estado do Sul do Brasil

Crueldade em família

A Farra do Boi ocorre com mais freqüência na época da Páscoa, em Santa Catarina, culminando na Sexta-feira Santa. Algumas comunidades celebram casamentos, aniversários, jogos de futebol e outras ocasiões especiais promovendo a Farra do Boi. Proeminentes empresários, criadores de gado, cidadãos, proprietários de restaurantes, donos de hotéis e políticos são os que doam os bois para a "festa".

Torturas

Por esta bárbara prática, bois, vacas, bezerros e outros animais são submetidos a toda sorte de torturas, que se iniciam com o jejum em confinamento para enfraquecê-los.
Para aumentar o desespero do animal, comida e água são colocados onde ele possa ver , mas não alcançar.

A farra começa quando o boi é solto e perseguido pelas ruas por homens, mulheres e crianças, enlouquecidos e em sua maioria embriagados, munidos de paus, facas, lanças de bambu, cordas, chicotes, pedras, espetos e, que atinge o auge, quando o animal exausto, tomba. Muitas vezes o boi, no desespero de fugir, corre em direção ao mar e acaba se afogando.

Fontes da WSPA-Brasil (World Society for Protection of Animals) afirmam ter visto o gado sendo torturado de diversas maneiras: animais banhados em gasolina e depois incendiados, pimenta jogada em seus olhos que geralmente, são arrancados.

Participantes quebram os cornos e patas do animal e cortam seus rabos. Os bois podem ser esfaqueados e espancados, mas há um certo "cuidado" para que o animal permaneça vivo até o final da "brincadeira". Essa tortura pode continuar por três dias ou mais. Finalmente o boi é morto e a carne é dividida entre os participantes.

Alguns dizem que é um ritual simbólico, uma encenação da Paixão de Cristo, em que o boi representaria Judas; outros acreditam que o animal representa satanás e, torturando o Diabo, estariam se livrando dos pecados. Mas hoje em dia a Farra do Boi não tem nenhuma conotação religiosa.

Depredações

Paralelamente, tem-se notícia de que outras ocorrências danosas têm havido, em
consequência dessa insanidade, tais como: lesões corporais, invasão de domicílio,
depredações várias, destruição de porção da Mata Atlântica por incêndio, acidentes e mortes.

Exemplo? Analisando os vários aspectos dessa prática, as entidades de Bem Estar Animal
constataram que, via de regra, o animal é doado por político em busca de votos... e quem não doa não é votado...! Odioso processo, que joga com a fome e a violência do povo!

Em resumo, a "Farra do Boi" é um grave problema enfrentado pela Proteção Animal, é prática de crueldade inominável e foge ao controle dos protecionistas, uma vez que o próprio Governo de Santa Catarina trata o assunto como "tradição" e "cultura" popular, o que ao nosso ver é mais uma Vergonha Nacional.

Rodeios

Entre os algozes dos animais, encontram-se alguns eventos da indústria da diversão.
Um deles, que infelizmente está se alastrando pelo país, é o rodeio, que apesar de não ser da nossa cultura, pois foi importado do Texas, comprovadamente atinge os animais com
maus tratos e atos cruéis.

Além da tortura prévia, como choques e espancamentos, animais mansos são levados a saltar e corcovear em desespero numa arena, devido ao uso de artifícios que os induzem a um
comportamento anormal, a saber:
Sedém: tira de couro ou crina usada para comprimir a virilha e os genitais.
Peiteira: tira de couro amarrada ao redor do tórax dos cavalos, provocando dor e sensação de asfixia.
Sinos: pendurados na peiteira, os sinos produzem som causando pânico.
Esporas: aplicadas no baixo-ventre e no pescoço, produzem lesões no couro e até nos olhos.

Quanto mais alto o peão esporear no pescoço do animal, mais pontos ganha. Sugerimos o touro mecânico para os peões demonstrarem suas habilidades. O que não aprovamos é que se inclua ato de crueldade contra os animais.

Fonte: adaptação do texto de Sônia Fonseca ( Presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal)

Para repudiar, não vá a festas com rodeios que utilizam animais. Não compre produto ou serviço de empresas que patrocinam rodeios.

Empresas que apóiam e/ou patrocinam rodeios
AMBEV
Antarctica
BrahmaSkol
Miller
Carlsberg
Bohemia
Caracu
Marathon
Lipton
Pepsi
Vivo
Mastercard
Redecard
Bayer
Carrefour
Souza Cruz
Friboi / Minuano
Arroz Rosalito
Supermercado Savegnago

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