Espirros e febre podem ser sinal de gripe em gatos

A rinotraqueíte felina é transmitida de um animal para outro e pode ser prevenida com vacinas; outono e inverno são épocas de maior incidência de casos 

Os donos de gatos muitas vezes se esquecem de manter a carteira de vacinação em dia, alegando que os animais não costumam sair às ruas. É um engano achar que assim eles estejam protegidos, alerta a veterinária Andreia Lordelo Uesugui, especialista em medicina de felinos do Grupo Pet Center Marginal.

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Prova disso é o aumento de casos de gripe nos bichanos, principalmente nos meses de outono e inverno. Chamada de rinotraqueíte felina, a doença se manifesta por meio dos seguintes sintomas: espirros (com liberação de secreção nasal), febre, rinite (que causa dificuldade respiratória) e conjuntivite (olhos avermelhados com secreção).

“Como a mucosa da boca se enche de aftas (lesões ulcerativas), é comum o animal babar. Isso porque a boca, a língua e os lábios estão machucados. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de raiva. Nesses casos, os gatos param de comer e beber devido às fortes dores que sentem na região, o que debilita o bichano.”

Contagiosa, a doença é transmitida entre os próprios gatos. De acordo com a médica, mesmo aqueles que se recuperam se tornam portadores assintomáticos, ou seja, conservam o vírus latente em seu organismo.

Para evitar o transtorno, alerta a médica, os gatos devem ser vacinados ainda filhotes, a partir de oito semanas, em gatos mais velhos, o reforço deve ser feito anualmente. Apesar de acometer gatos de todas as faixas etárias, os filhotes e os idosos (a partir de 7 anos) são mais suscetíveis.

“Os bebês ainda não possuem um sistema imunológico desenvolvido, sendo vítimas de infecções virais e bacterianas. O mesmo acontece com os idosos, que, em muitos casos, já têm outras doenças associadas e são mais debilitados“, esclarece.

Além de analisar os sintomas, o diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais específicos. Já no tratamento, lembra a veterinária, são administrados antibióticos e terapia de suporte, como hidratação durante internação e nutrição complementar.

“É essencial que os procedimentos comecem assim que a doença for diagnosticada, principalmente para aliviar a dor do animal e manter o bem-estar deles. Também vale lembrar que esses animais devem ficar em isolamento“, ressalta a veterinária.

PETMAG

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