Ética animalista, mesmo, tem uma só, o resto é imbróglio (Dr. phil. Sônia T. Felipe)



Muitos são os tons do movimento animalista e também das propostas éticas animalistas: reducionismo, bem-estarismo, antropocentrismo, especismo. Infelizmente, para os animais, nenhum desses diversos tons é interessante.

Apenas a ética abolicionista animalista atinge o cerne da questão do antropocentrismo especista que rege a moralidade humana há milênios, pois ela é a única que sustenta a tese da igualdade de interesses entre seres igualmente sencientes, não se podendo mais discriminar uns em favor dos outros.

Para a ética abolicionista, é preciso erradicar da alma humana a ideia de que os animais são como objetos que se pode comprar, vender, possuir, explorar e descartar da vida. Animais são seres sencientes como nós o somos. E nós somos seres sencientes por sermos animais.

Se fôssemos plantas teríamos sensibilidade para a luz, para o ar, para a temperatura, para o excesso ou carência de minerais no solo. Mas, sendo plantas, não teríamos a consciência marcada pelas impressões emocionais que todos esses estímulos biofisicoquímicos produzissem em nossos organismos. Essa é uma das razões pelas quais a dieta abolicionista animalista se afirma sobre a ingestão de alimentos de origem vegetal e não de animais.

Não há como exigir que não nos causem dor, sofrimento, tormento e morte, enquanto fazemos tudo isso aos outros animais. Todos os nutrientes, proteínas, gordura, açúcar e minerais podem ser obtidos de alimentos vegetais. Abolir do prato e da vida a matança de animais faz parte da proposta ética abolicionista. O dever de casa começa por casa mesmo. E, nesse caso, a primeira casa é o próprio corpo.

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