PEGADA HÍDRICA - Indicador aponta gasto de água em produtos consumidos no dia-a-dia




A conta final de um simples almoço pode bater a marca dos 20 mil litros gastos; confira outros números

Só para produzir um quilo de carne, gasta-se 15,5 mil litros. Nessa soma entram desde a água para irrigar o capim que alimenta o boi até o volume médio ingerido por ele até o abate. 

Quer trocar pelo frango? Prepare-se para consumir 3,9 mil litros.

A proposta da Pegada Hídrica é exatamente esta: alertar para o alto gasto de água que costuma passar despercebido junto com cada produto que consumimos diariamente. “O objetivo é tornar a Pegada Hídrica um fator de escolha na hora da compra dos produtos. Sabendo o volume de água gasto em cada produto, o consumidor vai poder decidir levar para casa aquele que economizou mais. Isso acaba pressionando os fabricantes a utilizarem menos água no processo de produção”, avalia Estanislau Maria, coordenador da organização que prega um consumo consciente, o Instituto Akatu.


Controle no rótulo
Uma das ideias da organização é obrigar os fabricantes a colar nas embalagens dos produtos rótulos com o volume de água gasto. A preocupação não é para menos. Cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com menos de 20 litros de água por dia, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Além da escassez do recurso, em alguns cantos do mundo, o mau uso pode fazer da água artigo de luxo até onde não costuma faltar tanto.

Segundo dados da Organização Water Footprint, responsável por uma série de estudos relativos à Pegada Hídrica, apenas 5% da água no Brasil é gasta com consumo doméstico. Os outros 95% correspondem ao consumo de produtos industriais e agrícolas.





Rios monitorados
Baseado na experiência francesa de gestão, o país “tem uma discussão ampla e participativa” sobre o assunto, mas não sem desafios, pontua. “É preciso conhecer os usuários desses recursos, os pequenos produtores, e cadastrá-los para que seja possível compatibilizar a demanda e a oferta dos recursos hídricos”, afirma o especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA) Luiz Henrique Pinheiro.

O trabalho é grande e envolve ainda monitorar os rios e mananciais, tanto do ponto de vista da quantidade, quanto da qualidade da água. “É importante saber quem está consumindo esses recursos e quanto esse manancial pode ofertar, para que se possa fazer um balanço hídrico adequado, sempre atento à questão do consumo consciente”, conclui.

No setor privado, a Pegada Hídrica é hoje em dia utilizada principalmente por grandes empresas nacionais e internacionais de diversos setores como um instrumento de gestão.

“A Pegada Hídrica auxilia a entender quanto de água está sendo utilizada na produção, qual a origem dessa água e a quantidade necessária para que ela possa voltar ao ambiente. Conhecendo essa dinâmica, o setor produtivo pode utilizar essas informações para orientar suas ações no aumento da eficiência do uso deste recurso”, explica a engenheira agrônoma e pesquisadora pela USP Vanessa Empinotti.

Entre as formas citadas pela especialista para melhorar essa eficiência estão a implementação de novas tecnologias que promovam o reuso da água, monitoramento da água durante o processo produtivo, investimento no tratamento de efluentes, entendimento dos processos de contaminação e irrigação que utilize pouca quantidade de água.

“Há muito investimento sendo feito em tecnologias que criam equipamentos capazes de reduzir o consumo de água, como temporizadores, sensores de presença, captação de água da chuva, e muitos outros. A indústria da construção civil, por exemplo, já entendeu essa demanda e constrói prédios considerados verdes (edifícios sustentáveis) a partir desse princípio”, explica a gerente de desenvolvimento sustentável da Fieb, Arlinda Coelho.





A discussão sobre o veganismo e seus benefícios ao meio ambiente e ao futuro é extensa e muito mais complexa do que simplesmente parar de comer carne. Envolve a diminuição da poluição atmosférica, a preservação de recursos vegetais e hídricos, e muitas outras questões.

Numa linguagem descontraída, o filme tem a participação voluntária da modelo e apresentadora Ellen Jabour e do ator Eduardo Pires, ambos vegetarianos, e tem o objetivo de alertar e levantar algumas questões como "Você já se perguntou de onde vem nossa comida? Quais os impactos que ela nos traz? A Engrenagem responde."

Com informações de iBahia

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