Os zoológicos também são vitrine



Uma extensa divulgação tem sido dada nos últimos dias a uma Resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que questiona a exposição de animais domésticos para venda em “PET Shops” com vitrines e similares, onde o público termina perturbando os seres inocentes que não têm ideia do por quê são submetidos àquela tortura.
Porém, se o Conselho de Veterinária está preocupado com isso e exige que exista um veterinário de plantão nesses estabelecimentos, que cuide da integridade dos animais comercializados e exibidos, como não estender isso aos zoológicos que também são vitrines gigantes, onde milhares de animais são expostos por toda uma vida, para serem perturbados, observados e provocados por um público que se diverte com a desgraça que toda aqueles seres infelizes.
Não é mil vezes pior ser exibido num zoológico por toda uma vida, do que numa vitrine de “PET Shop” por dias ou semanas? Então, em que estava pensando o Conselho de Veterinária? Ambas não são vitrines que geram tortura, perturbação e doenças em animais expostos, que os veterinários responsáveis por ambos estabelecimentos – zoológicos e “PET Shop” – deveriam se preocupar?
Não é uma hipocrisia absurda que um veterinário se preocupe por expor um cachorro ou um gato, numa vitrine por alguns dias, e não tenha a mesma, ou mil vezes maior preocupação, por exibir animais selvagens, que nada têm a ver com os humanos, nem nunca poderão conviver com eles e do sofrimento que lhes estão causando?
Todos os ambientalistas aguardam uma nova Resolução do Conselho de Veterinária, proibindo a exibição de animais em vitrines de zoológicos, que são os próprios recintos, e também que proíbam que esses seres sejam recluídos 15 horas por dia, em pequenos cubículos, sem ventilação e espaço físico para se exercitar durante a noite.
Aqui não podem existir dois pesos e duas medidas, o que vale para uns deve valer o mesmo ou ainda mais para outros, por serem animais selvagens, que ficam por toda uma vida naquelas condições.
O Conselho Federal de Medicina Veterinária tem a palavra!

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