O veganismo não é um sacrifício, por Doris Lin



Muitos acham que o veganismo é um exercício de martírio e sacrifício, mas o oposto é verdadeiro: usar animais para o nosso benefício é algo injusto e, muitas vezes, violento. Acreditar que o veganismo é um sacrifício é achar que temos o direito de usar e abusar dos animais da forma como bem entendemos. O veganismo não pode ser um sacrifício, porque não se trata de abrir mão do churrasco, dos ovos e laticínios – se trata de não tirar a vida e a liberdade de outro ser.

Não pode ser sacrifício desistir de algo que você não tem o direito de fazer. Ninguém pode afirmar, por exemplo, que obedecer a leis é um sacrifício; não agredir, não estuprar ou não assassinar pessoas não é sacrifício algum.

Alguns acreditam que se tornar vegano é difícil, mas como o professor Gary Fancione explica:

“Eu me tornei vegano há 24 anos. Não foi particularmente difícil na época, mas é absolutamente absurdo caracterizar isso como difícil hoje em dia. É fácil ser vegano. Claro que você possui limites nas opções de restaurante, especialmente se você não mora em uma grande cidade, mas se este inconveniente é importante para você, então provavelmente você não encarou o assunto de forma séria.”

O veganismo também é saudável. Os veganos não precisam assassinar seus alimentos. Uma dieta baseada em plantas pode incluir frutas, legumes, feijões e cereais. E se alguém tem o interesse de comer queijo, carne e sorvetes, existem as opções veganas. Obviamente, pode levar algum tempo e esforço para que você aprenda sobre a diversidade dessas alternativas, requerendo um período de adaptação

Veganos desistem de certos hábitos, mas o mais importante: ser vegano não é um sacrifício porque não é sacrifício desistir de algo que nunca pertenceu a você.

**Doris Lin é especialista em Direitos Animais

Fonte: O Holocausto Animal

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