Os animais pedem respeito



Sabe a gente não cansa, mas fala bastante sobre adoção e os motivos de se adotar ao invés de comprar. Falamos também sobre a sofrida vida dos animais nas ruas e todas as atrocidades que sofrem por lá, que vão inclusive, além da física.

Há animais que não se recuperam, são recolhidos e levados aos abrigos mas não socializam mais, ficando assim impossível encaminhar à adoção. É justo isso? Ou melhor, por que mesmo com tantas campanhas e informação os números parecem não reduzir?

Os cachorros são, hoje, considerados os melhores amigos do homem. Amanhã não se sabe, vide como são tratados atualmente. Os gatos já foram considerados sagrados.

O que estamos fazendo com nossos animais? Que planeta estamos construindo? Por que os animais precisam pagar pelos nossos erros? Por que tantos animais estão abandonados? Essas perguntas parecem não terem uma resposta lógica.

Precisamos ser mais conscientes pra ontem! Não podemos continuar seguindo esse mesmo rumo.

Nós recebemos inúmeros e-mails com pedido de ajuda para recolher animais que estão na rua em estado crítico. Como não temos abrigo, infelizmente temos que encaminhar uma triste resposta com outras opções. A questão é: é justo um abrigo que já conta com mais 5/6 mil animais receba uma ligação de uma pessoa informando que tem um animal na rua precisando de um lar? Essa pessoa provavelmente vai ir para casa com a consciência super tranquila, afinal, ajudou um animal de rua. Sinto informar caro amigo, sua contribuição foi muito pequena perante as necessidades desse animal! Veja bem, não estou dizendo que é uma contribuição nula, mas é pequena perante às necessidades e as situações que vivem os abrigos, que é de extrema lotação.

Jogar a responsabilidade para os outros é muito fácil, mas arregaçar as mangas e se comprometer de verdade, isso sim é o que queremos ver, mais que isso, é o que precisamos.

Como ajudar um animal

Eu entendo que nem todo mundo tem condições para adotar um animal, mas existem outras coisas que você pode fazer:

– Compartilhar nas redes sociais animais que precisam de um lar;
– Divulgar campanhas de adoção, mesmo não sendo do seu Estado;
– Oferecer ajuda em um abrigo. Seja para cuidar, limpar ou passear com um animal;
– Ajudar doando ração seca e úmida, medicamentos, cobertas, toalhas, jornais, areia, papelão, tapete higiênico e material de limpeza;
– Ofereça aos animais abandonados que ainda não foram acolhidos ao menos água limpa e comida;
– Realizando a castração de um animal ou participando de campanhas que arrecadam dinheiro para o mesmo fim;
Oferecer lar temporário.

Nós realizamos um trabalho que considero muito lindo de oferecer a quem deseja, um local gratuito para divulgar os animais que precisam de um lar. Divulgamos nas redes sociais com o maior amor, carinho e alegria do mundo! É com o coração cheio de esperança que fazemos isso, pois a cada postagem, sentimos que alguém vai se interessar e levar para casa um animal. Fazendo com que ele tenha a chance de enfim, conhecer o amor e ter uma vida digna.

Quem tem um abrigo, é protetor ou fundador de uma ONG, com certeza realiza esses acolhimentos dos animais abandonado com o coração repleto de amor e alegria, mas a quantidade de animais socorridos é sempre maior que a quantidade de animais adotados. Precisamos nos mobilizar para, lógico, aumentar o número de animais adotados, mas principalmente evitar que os animais sejam abandonados.

Existem umas questões que também precisam ser analisadas:

– Animal não é brinquedo. Você não pode adotar e depois de algum tempo (dias, meses ou anos) resolver que não quer mais;
– Pelo fato de animal não ser um objeto não pode ser dado como presente. Na verdade você até pode dar um animal à alguém, mas antes é preciso saber se a pessoa deseja ter um animal e se tem condições para mantê-lo;
– Ter noção de onde e como vive. Muitas pessoas quando se mudam, abandonam seus animais. Isso não pode! Se você mora de aluguel, quando precisar se mudar precisa ver uma casa onde possa levar seus animais. Se você não deixa seus filhos, marido ou esposa para trás, não pode deixar seus animais;
– Ter em mente que quem optou por adotar um animal, está assinando um termo de responsabilidade com uma vida. Os animais tem sentimentos como os nossos: sentem fome, sede, dor, felicidade e tristeza;
– Como começar uma nova vida, em uma casa nova, sacrificando uma outra que sequer vai conseguir entender o que aconteceu?

Animais que já tiveram um lar e são abandonados ou simplesmente jogados para fora de um carro nas ruas, sofrem um trauma terrível. Eles muitas vezes, sequer querem sair de onde foram abandonados, na esperança de “seus pais” voltarem para pegá-los. Só que esse dia nunca chega. Conseguem mensurar a dor desse animal? Vai além da fome, sede, frio ou dor. É mais profunda que isso, é uma dor no coração, na alma.

Se tiverem sorte de serem resgatados, ótimo. Caso contrário, ficarão ali aguardando a morte chegar. E ela vem, de forma lenta e dolorosa. Isso não é exagero não, é a dura realidade desses animais.

A palavra de ordem é castração!

Não podemos pensar em um mundo diferente agindo da mesma forma. Temos muitos animais sem lar, vivendo nas ruas, sofrendo todos os horrores desse mundo e a responsabilidade disso tudo é nossa.

Somos responsáveis pela vida desses animais. Concordo que falta uma política do Estado com campanhas de castração gratuita, pois muitas pessoas desejam castrar seus animais mas não tem condições financeiras, faltam também hospitais veterinários gratuitos. Mas não podemos cruzar os braços perante a essas faltas.

Vejo várias ONGs e protetores literalmente rebolando para conseguir realizar as castrações dos animais recém-resgatados. E fazem rifas, vendem objetos, pedem doações e muitas vezes não conseguem fechar o valor de todos os animais. Aí não adianta cobrar do Estado, pois se eles não fazem, precisamos fazer. O que não pode é continuar como está.

Se você comprar apenas um número de uma rifa, ajudar com uma doação, por menor que seja, será sempre um diferencial muito bem-vindo à esses animais.

A castração significa o fim de um ciclo de abandono!

Vale ressaltar que não é pra sair por aí dando dinheiro ou comprando rifa de qualquer um. Pesquise sobre o local, vá fazer uma visita, peça referência, se informe sobre o trabalho desse protetor ou ONG. A gente sabe que existem muitas pessoas se aproveitando da situação desses pequenos e praticam golpes mesmo. Então veja bem, ajude, mas ajude de forma consciente!

Nós podemos fazer a diferença. Nós temos que ser a mudança que tanto pedimos aos outros.

Respeitar os animais, nossa natureza, não jogar lixo nas ruas, reciclar, o bem é uma corrente estimulante. Quanto mais você pratica, mais vontade tem de continuar fazendo e as pessoas ao seu redor se inspiram nisso e fazem também. Se você cuida e respeita de um gato, cachorro ou outro animal, esse amor reflete no seu próximo. Teremos então um futuro melhor, com mais respeito, paz e amor.

Fonte: Amigo Não se Compra

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