Vinte e quatro membros do Parlamento Europeu exigem que Europa adote uma dieta vegana


Vinte e quatro deputados do Parlamento Europeu assinaram uma carta encaminhada ao presidente da Comissão Europeia, pressionando por uma diminuição das atividades agropecuárias e e por uma mudança para promover uma dieta vegana.
A carta sublinhou a necessidade de reduzir os níveis de consumo em pelo menos 30% até 2030 a fim de ajudar a cumprir as metas climáticas, reduzir a pressão sobre as bacias hidrográficas e diminuir a incidência de graves problemas crônicos de saúde causados pela carne e laticínios.
“A ciência deixa claro que são necessárias reduções no consumo de carne e laticínios para obter diminuições significativas nas emissões de gases de efeito estufa”, afirma o documento.
A carta também fala claramente sobre os prejuízos que o consumo de carne e laticínios causa à saúde:
“O consumo de produtos de origem animal na UE está contribuindo para graves problemas crônicos de saúde. Indivíduos que possuem uma dieta à base de vegetais têm mais chances de ter um menor peso corporal e menor risco de diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, mesmo que as doenças crônicas constituam por 80% das mortes na UE. Alimentos vegetais podem até ter propriedades protetoras contra muitas doenças crônicas. Um estudo de 2008 publicado no Boletim da Organização Mundial da Saúde calculou que a redução da utilização de subsídios da Política Agrícola Comum da UE para laticínios e carne evitaria 12.844 mortes por acidente vascular cerebral e doenças cardíacas, supondo que o consumo de gordura saturada diminuiu apenas 1%”.
“Esta é uma estimativa conservadora. Se a suspensão de tais subsídios afetasse mais o consumo, como foi observado na Finlândia (5%) e na Polônia (7%), as expectativas de vida poderiam ser muitas vezes maiores”, acrescentaram os deputados.
Dentro de suas recomendações, há conselhos para aumentar a educação e a conscientização pública sobre as implicações negativas para a saúde do consumo de carne e uma sugestão para banir a publicidade sobre bacon e outras carnes processadas – classificadas pela Organização Mundial de Saúde como cancerígenas – o que deverá reduzir ainda mais a procura (já em queda) desses produtos.

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