Grande empresa de laticínios desiste de explorar vacas e investe em leites vegetais

Foto: Reprodução/Rise of The Vegan
A Elmhurst Dairy, localizada em Queens (EUA), deixou de ser uma empresa de laticínios após 90 anos devido à diminuição da demanda.
O CEO Henry Schwartz disse que a empresa tem operado com um custo elevado nos últimos anos e revelou que “leite fluido pasteurizado tem meio que saído de moda”.
“Não pudemos continuar sem perdas contínuas. Não há muito espaço para o nosso tipo de negócio. Tentei manter isso em aberto porque era a operação de meu pai e ele me pediu para fazê-lo”, declarou.
O fechamento reflete as tendências em curso na indústria de leite: a conscientização crescente do consumidor sobre o tratamento das vacas, assim como a preocupação sobre a gordura saturada, colesterol e os hormônios têm sido responsáveis pelo declínio das vendas, ressalta o portal Rise of The Vegan.
Andrew Novakovic, professor de Economia Agrícola na Universidade de Cornell, disse que o consumo de leite atingiu seu pico no final da década de 1940 e caiu acentuadamente nos últimos anos.
No entanto, a diminuição da demanda por leite de vaca tem levado a uma explosão de crescimento dos leites vegetais, de modo que a Elmhurst Dairy decidiu produzir sua própria linha de leites sem crueldade.
A Elmhurst lançou sua nova série chamada ‘Milked’ na feira Natural Foods Expo West, em Anaheim, na Califórnia, recentemente. Todos os produtos são adequados para veganos e têm poucos ingredientes.
Foto: Reprodução/Rise of The Vegan
Schwartz diz que sua nova linha tem “até quatro vezes mais nozes por porção do que as outras marcas líderes” e estará disponível em quatro variedades: amêndoas, avelã, caju e nozes.
Cada uma contém apenas castanhas frescas e ingredientes simples e “sem emulsionantes, espessantes, clareadores ou proteínas Frankstein”.
Transformar as vacas em máquinas de leite acarretou epidemias de “doenças relacionadas à produção”, como a claudicação e a mastite (infecções do úbere), as duas principais causas de mortalidade de vacas leiteiras nos EUA. Essa fraqueza acontece devido à extrema manipulação genética e aos hormônios que aumentam a produção de leite.
De acordo com o USDA, uma em cada seis vacas exploradas pela indústria de laticínios nos EUA sofre de mastite clínica. A doença se reflete na concentração de células somáticas no leite. Quando uma vaca é infectada, mais de 90% das células somáticas no seu leite são neutrófilos, as células inflamatórias que formam pus.
A contagem média de células somáticas no leite dos norte-americanos por colher é de 1.120.000, no entanto, a indústria diz que este pus não importa porque o leite é pasteurizado (o pus é “cozido”).
Foi descoberto também que o leite de vaca contém um coquetel alarmante de hormônios, incluindo: progesterona, estrogênio, cortisona e outros esteroides adrenais, hormônio de crescimento IGF-1, leptina, oxitocina, prolactina, tiroxina e triiodotironina. Isso faz sentido, já que ele é feito para um bezerro crescer rapidamente e não é apropriado para humanos.
Hoje, está cada vez mais fácil evitar financiar esta crueldade e trocar o leite animal pelo de origem vegetal. Ao longo dos últimos anos, muitas pessoas têm feito essa mudança e a indústria de laticínios está em grave declínio.
No Reino Unido, mais de mil fazendas fecharam nos últimos três anos e pesquisas conduzidas pela Mintel mostram que metade (49%) dos norte-americanos agora consomem regularmente leite vegetal.

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