Empresas veganas podem ser multadas por usar rótulos de alimentos que ‘lembrem carne’


Termos como ‘salsicha vegana’ 'leite de soja' ou ‘hambúrguer vegetariano' são proibidos na rotulagem de alimentos à base de plantas, na França 

Rotulagem de alimentos veganos com termos que lembrem os da indústria de carne pode resultar em multas de até 370 mil euros para varejistas franceses, que serão obrigados a abandonar termos que lembrem carne na rotulagem de alimentos baseados em plantas, incluindo os termos ‘hambúrguer’ e ‘linguiça’.

Políticos locais declararam que a proibição está acontecendo porque os rótulos “enganam” os compradores. Parlamentares franceses votaram, então, na proibição de termos como ‘salsichas vegetarianas’ no início desta semana, sugerindo que é proibida a relação de termos de alimentos de carne com alimentos vegetarianos ou veganos.

Sendo assim, as empresas não podem mais utilizar usar ‘hambúrguer’, ‘bife’ e outras palavras para comida vegetariana, como ‘hambúrguer vegetariano’ ou ‘linguiça vegana’, e terão que apresentar novas maneiras de descrever os alimentos de quem não come derivados de carne ou de animais.

A proposta foi apresentada pelo deputado Jean-Baptiste Moreau, alegando que a rotulagem é enganosa para os consumidores. A proibição foi aprovada, e simboliza o resultado da ameaça representada pela indústria vegana a indústrias de carne e produtos lácteos, já que a popularidade das alternativas à base de plantas tem crescido entre os consumidores, conforme dito pelo Plant Based News.

endy Higgins, da Humane Society International (Sociedade Humanizada Internacional), disse ao DailyMail: “É uma pena que, em vez de abraçar comida vegana e vegetariana, a França tenha adotado uma posição de paranoia defensiva. Mas isso não impedirá o aumento da alimentação compassiva, porque os benefícios deliciosos, nutritivos e ecologicamente corretos da Terra prevalecerão, independentemente do que você chamar de ‘produtos’”.

As proibições de tal rotulagem ainda não estão em vigor na América do Norte, mesmo os Estados Unidos já tendo pressionado a Administração de Alimentos e Medicamentos a proibir o uso do termo ‘leite’ em alternativas à base de plantas.

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